Faz parte da Liga dos Combatentes que é uma instituição de utilidade pública que tem como missão defender os interesses e a dignidade dos antigos combatentes das Forças Armadas Portuguesas. Sobre Núcleo de AlcobaçaResenha Histórica do Núcleo de Alcobaça
30 de Abril de 1924 - Abertura de livro de actas: Primeira reunião. Satisfazendo ao solicitado pela Gerência da Liga dos Combatentes da Grande Gue
rra, na sua nota nº 5 de trinta de Abril de 1924, organizou-se em Alcobaça a delegação da L.C.G.G., na qual se podem inscrever todos os combatentes da G.G. naturais e domiciliados no Concelho de Alcobaça, bem como os sócios de que tratam as alíneas b e c do artigo 7 dos Estatutos da Liga. Por proposta da Agência de Leiria, aprovada pela Direção em nota nº 383 de cinco de Maio do mesmo ano, foi nomeado Presidente da Delegação o Major Joaquim José Conceição, ( que assina a reunião da sua nomeação.) Leitura da acta nº 1
Aos 16 dias do mês de Junho de 1924, nesta Vila de Alcobaça, e sede da delegação da L C G G no quartel de Cavalaria nº 4, em cumprimento da nota nº 383 da Direcção da L C G G, se procedeu à eleição do secretário e tesoureiro da Delegação. Tenente José Carapinha como tesoureiro, e Alferes Sr. Manuel da Assunção Figueiredo como secretário, f**ando, portanto, a direção da Delegação, que há-de gerir os negócios da Liga no ano de 1924, composta pelo Major Joaquim José da Conceição como Presidente nomeado, e do Tenente José Carapinha e Alferes Manuel da Assunção Figueiredo, como tesoureiro e secretário eleitos, e não havendo mais nada a tratar, se lavrou a presente acta que vai ser assinada. Presidente da Delegação: Major Joaquim José da Conceição
Tesoureiro: Tenente José Carapinha
Secretário: Alferes Manuel da Assunção Figueiredo
Leitura da acta nº 2
Aos oito dias do mês de Janeiro de 1925 nesta vila de Alcobaça, e sede da delegação da L.C.G.G, no quartel do regimento de Cavalaria nº 4, reuniu-se a Assembleia Geral da Delegação devidamente convocada nos termos do artigo 22º dos Estatutos, afim de nos termos do artigo 21º se procedeu à eleição da mesa da Assembleia Geral e à eleição da direcção da Delegação nos termos do artigo 24. Achando-se reunidos a maioria dos sócios inscritos, procedeu-sw à 1ª eleição, tendo obtido maioria de votos, o Sr. Tenente Coronel do quadro de reserva José Rodrigues Brusco Júnior, como presidente, e o Sr. Tenente César Augusto Martins de Carvalho e 1º Sargento António Maria Simões, como secretários da mesa da Assembleia Geral. Procedendo-se à segunda eleição, foram reeleitos como presidente da direcção o Major Joaquim José Assunção, eleito como tesoureiro o Tenente picador, Henrique Nunes Neves da Costa, como secretário, o 1º Sargento Joaquim Casimiro de Mendonça. E não havendo por agora outro assunto a tratar, lavrou-se a presente acta que vai por todos ser assinada. O Presidente da mesa.: Tenente Coronel José Rodrigues Brusco
Presidente da Delegação: Major Joaquim José da Conceição
O Tesoureiro: Tenente Henrique Nunes Neves da Costa
O Secretário: 1º Sargento Joaquim Casimiro de Mendonça
A primeira dinastia de presidentes é preenchida por combatentes da grande guerra em França e África, a sua ação é relevante ao serviço dos seus companheiros de armas até 1970, um exemplo: atribuição de subsídios a muitos deles, debilitados na sua saúde, que eram considerados gaseados devido a grandes pressões sofridas nas trincheiras. A partir de 1970, as direcções do Núcleo passaram a ser constituídas por combatentes e militares que foram em missões para África na segunda guerra mundial de 1940 a 1945, considerados nessa época, sócios expedicionários, mais tarde estes militares, passaram à categoria de sócio combatente. No início da fundação do Núcleo, até ao ano de 1980, nas escrituras das actas, estão registados 15 Presidentes de direcção. O primeiro foi o Major Joaquim José da Conceição, cumpriu a missão no campo de operações militares em Moçambique, nos anos de 1914 a 18, anotamos que foi o sócio numero um do Núcleo. O ultimo presidente da primeira geração de combatentes, foi o senhor António Eduardo Batista Passos. No primeiro livro de sócios em 1924, o Núcleo contava no seu activo com 34 combatentes da guerra em França, e África. Não há conhecimento sobre as origens do Major Joaquim José da Conceição, nos arquivos do Núcleo não á apontamentos sobre o seu passado e da sua naturalidade. Em referência ao primeiro presidente da Assembleia-Geral, Tenente Coronel José Rodrigues Brusco Júnior, combatente em França, a sua dedicação foi notória ao serviço do Núcleo, e também pelo património deixado à Liga dos Combatentes. No Salão Nobre da Liga, estão expostos alguns dos seus quadros que são considerados águas fortes, aguarelas ou caricaturas humorísticas, também doou ao Núcleo de Alcobaça, uma parte do seu património, da qual não sabemos a onde se encontra. A sua presença ficou conhecida como o autor do logótipo de garrafa, que hoje contem, a famosa e espirituosa bebida, ginja de Alcobaça. O Senhor Tenente Coronel José Rodrigues Brusco Júnior, faleceu a 31 de Janeiro de 1947. Passamos à segunda dinastia de presidentes do Núcleo. A 3 de Junho de 1980, foi eleito o primeiro presidente combatente da guerra do ultramar ou guerra colonial, o senhor Mariano Ferreira Santos, esteve em missão militar na Ex-província da Guiné em 1966 a 1968, foi-lhe atribuída a condecoração com medalha Cruz de Guerra – 4ª classe, pelos seus actos em combatente. A 12 de Julho de 1990, tomou posse o segundo presidente combatente António Carvalho Rainho, cumpriu a sua missão militar em Angola de 1961 a 1964. A 31 de Março de 1995, o terceiro presidente o Coronel António Simas, a 8 de Setembro do ano 2000, foi eleito o actual presidente do Núcleo Joaquim Romão Henriques, que cumpriu serviço militar na Ex-provincia da Guiné de 1961 a 1963, está a cumprir o vigésimo quinto ano de mandato, ao serviço do Núcleo de Alcobaça. Neste período dos anos oitenta a 2000, a gerência do Núcleo ficou muito aquém das necessidades em apoio e dedicação aos combatentes, e também em defesa do património existente, e da própria Instituição. As instalações aonde o Núcleo sobrevivia, estavam completamente degradadas não só no espaço físico como humano, em 1991 adquiriu-se num edifício da rua Luís de Camões, um espaço que tem condições para desenvolver as actividades necessárias para bem dos combatentes.
É um dever registar nas ocorrências da vida do Núcleo, quem foram as personalidades que intervieram, para que fosse possível dotar o Núcleo das boas instalações que hoje possui. Assim louvamos Senhor General Altino Amadeu Pinto de Magalhães, Ex-Presidente da Liga dos Combatentes, militar de invejáveis qualidades e de grande sentido patriótico em defesa de quem serviu a Pátria em missões difíceis, ao Senhor Ex-Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça Miguel Martinho Ferreira Guerra, que dedicou e se identificou na sua presidência, com o nosso passado, foi preponderante na compra deste espaço. No final do ano 2000, com a eleição do actual presidente, tudo se modificou no Núcleo de Alcobaça, a primeira prioridade foi dotar o Núcleo de condições de atendimento aos combatentes, a sua acção foi alargada ao Concelho de Nazaré, e uma parte do Concelho de Porto de Mós. A presidência assumiu outras responsabilidades na área de conservação do património existente, que se encontrava abandonado, hoje o Núcleo de Alcobaça, tem a seu cargo 10 talhões de combatentes, alguns deles que já existiam ocupados com sepulturas de combatentes da grande guerra, e de África. No concelho de Alcobaça foram erguidos 7 monumentos e memoriais ao combatente, criou-se rede de apoio na área da saúde com protocolos com clínicas farmácias, que abrangem os concelhos de Alcobaça Nazaré e Porto de Mós. Na sede do Núcleo duas vezes por mês, tem apoio médico aos combatentes com problemas de saúde mental, distribuí aos mais carenciados produtos alimentares, assim como alguns subsídios quando as situações o permitem. Podemos considerar que o trabalho destes 12 anos é notável, restituiu-se a dignidade e respeito por quem serviu a Pátria, e reconquistamos a confiança de todos nós na Liga dos Combatentes. O Presidente Joaquim Romão Henriques foi a figura preponderante, que arrastou consigo os seus companheiros, para erguer uma obra digna em respeito e dignidade, e também em defesa pelos valores morais e patrióticos da nossa Pátria. Pelos seus atributos, foi agraciado com diploma e medalha de mérito, pelos bons serviços prestados à Liga dos Combatentes, em especial aos seus companheiros de armas.