Clube de Leitura - O Repto das Palavras

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Clube de Leitura - O Repto das Palavras Informações para nos contactar, mapa e direções, formulário para nos contactar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Clube de Leitura - O Repto das Palavras, Organização sem fins lucrativos, Universidade de Évora/Colégio do Espírito Santo, Évora.

Clube de Leitura O Repto das Palavras tem sede na Instituição de Ensino Superior da Universidade de Évora, e insere-se na linha de financiamento proporcionada pelo Plano Nacional de Leitura (PNL) e Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, 2024

23/05/2025
Na última sessão do ano lectivo do Clube de Leitura, esteve em destaque a apresentação da mais recente edição da "Obra P...
23/05/2025

Na última sessão do ano lectivo do Clube de Leitura, esteve em destaque a apresentação da mais recente edição da "Obra Poética de José Afonso" (Relógio D’Água, 2022), conduzida por Jorge Abegão, responsável pela coordenação e edição da obra.

Ao longo da sessão, o público foi convidado a mergulhar numa dimensão menos explorada de Zeca Afonso - a do poeta -, num percurso pelas suas palavras que ultrapassa o universo da canção de intervenção e revela uma voz literária singular, crítica e profundamente humana. Jorge Abegão partilhou os bastidores do trabalho editorial e destacou os inéditos agora publicados, lançando nova luz sobre a riqueza e complexidade da escrita afonsina.

A sessão foi uma celebração da Liberdade e da Palavra, encerrando um ciclo temático que ao longo do ano lectivo 2024/2025 evocou os 50 anos do 25 de Abril de 1974, através de obras que, em tempos, conheceram a sombra da censura.

O nosso agradecimento sincero a Jorge Abegão, cuja presença e partilha generosa enriqueceram profundamente esta última sessão.

A todos os participantes, informamos que têm direito a 10% de desconto na aquisição de um livro na Livraria Fonte de Letras, em Évora (que estabelece este desconto a todos os alunos da Universidade de Évora), bastará mencionar a sessão do Clube de Leitura - uma parceria pensada para prolongar o prazer da leitura para lá das sessões.

Caso tenham sugestões ou observações sobre o Clube de Leitura, convidamo-los a partilhá-las através das nossas páginas no Facebook e Instagram, via mensagem. A vossa opinião é fundamental para que possamos melhorar e preparar um novo ciclo ainda mais enriquecedor no próximo ano lectivo.

Até breve e boas leituras!

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A última sessão do Clube de Leitura será dedicada à "Obra Poética de José Afonso", reeditada pela Relógio D’Água, em 202...
08/05/2025

A última sessão do Clube de Leitura será dedicada à "Obra Poética de José Afonso", reeditada pela Relógio D’Água, em 2022, numa edição coordenada por Jorge Abegão. A sessão terá lugar no dia 21 de Maio, às 17 horas, Sala dos Docentes, na Universidade de Évora.

José Afonso (1929-1987), também conhecido como Zeca Afonso, foi um dos mais importantes músicos e poetas portugueses do século XX. Embora amplamente reconhecido pelas suas canções de intervenção, a sua obra poética permanece menos estudada. A edição de 2022, coordenada por Jorge Abegão, procura colmatar essa lacuna, oferecendo uma visão abrangente da sua produção lírica. Esta edição inclui quatro poemas inéditos e mantém a ordenação cronológica dos textos, conforme a vontade expressa do autor, proporcionando uma viagem entre momentos distópicos e utópicos, onde o amor fraterno impera.

Este encerramento assume um carácter especial, não apenas por destacar a dimensão literária de um autor cuja voz foi símbolo de liberdade, mas também por fechar com chave de ouro um percurso que, ao longo das últimas sessões, revisitou obras marcadas pela censura e pelo espírito revolucionário, em prol da celebração dos 50 anos do 25 de Abril de 1974, que conta hoje com 51 anos desde o seu acontecimento.

Convidamos toda a comunidade a juntar-se a esta celebração da Poesia e da Liberdade. A entrada é livre.

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No passado dia 23 de abril, Dia Internacional do Livro, foi promovida uma sessão dedicada à Literatura e à memória colet...
25/04/2025

No passado dia 23 de abril, Dia Internacional do Livro, foi promovida uma sessão dedicada à Literatura e à memória coletiva, celebrando a força da palavra escrita em contextos de repressão e liberdade. Hoje, 25 de abril, assinalando os 51 anos da Revolução dos Cravos, relembramos esse momento de forma ainda mais significativa.

A sessão teve como foco "Alcateia", o primeiro romance de Carlos de Oliveira (1921-1981), publicado originalmente em 1944. A obra, que sofreu dura repressão pela censura — com 1400 dos seus 1500 exemplares apreendidos — conhece uma segunda edição em 1945, rasurada, permanecendo 70 anos sem nova edição. Este livro simboliza, como poucos, os mecanismos de silenciamento da ditadura e os limites impostos à criação literária.

A apresentação da obra esteve a cargo da Mestre em Criações Literárias Contemporâneas, Ana Viegas, que nos guiou através do contexto histórico e literário de "Alcateia", revelando a profundidade de uma obra onde o realismo é um instrumento de resistência. Nas suas palavras, o livro representava, para a censura do Estado Novo, "tudo o que podia ser considerado perigoso". Nestes tempos, quando censurado, o escritor era alvo de uma verdadeira tentativa de apagamento social: censura prévia, interdição do acesso à imprensa, vigilância e pressão constante.

Ana Viegas destacou o método brutal e sistemático da censura: riscar, cortar, eliminar — até que o texto se moldasse ao que era permitido. Contudo, o que resta dessas ausências não é apenas o vazio: "O silêncio passa a fazer parte da obra", afirmou. E esse silêncio torna-se um testemunho histórico, um vestígio eloquente da violência exercida sobre a palavra.

Curiosamente, "Alcateia" foi a única obra de Carlos de Oliveira que não sofreu processo de reescrita, embora, como a investigadora partilhou, no espólio do autor tenha sido encontrado o esboço de um início desse processo de transformação.

Mas o que podemos, hoje, reflectir sobre esta obra?

"Alcateia" confronta-nos com o silenciamento — institucional, mas também íntimo e existencial — e com a resistência através da palavra. A escrita de Carlos de Oliveira, marcada por uma extrema visualidade, quase cinematográfica, antecipa já nesse primeiro romance a densidade poética e plástica que marcaria toda a sua obra. Não por acaso, um dos seus romances mais conhecidos, "Uma Abelha na Chuva" (1953), viria a ser adaptado ao cinema por Fernando Lopes, em 1972, num dos marcos do Novo Cinema Português.

A violência das ações narradas neste romance não é gratuita: procura sacudir a passividade instalada, sacode o conformismo social. Ao mesmo tempo, revela a tensão constante entre o indivíduo e a comunidade, entre instinto e ordem, entre voz e repressão. E como em outras obras do autor, encontramos personagens que regressarão — ou ecoarão — ao longo da sua ficção, numa teia literária onde tudo se liga e se transforma.

Ao revisitarmos este romance em mês tão simbólico, celebramos não apenas a Literatura, mas também a coragem daqueles que ousaram escrever contra o silêncio — e por isso, continuam a ser lidos, discutidos e lembrados.

Queremos agradecer à Ana Viegas pela excelente sessão e por um retrato tão consciente daqueles tempos. Viva o 25 de Abril!

A apresentação do romance "Alcateia", de Carlos de Oliveira (1921-1981) acontece já no dia 23 de Abril, às 17 horas, na ...
20/04/2025

A apresentação do romance "Alcateia", de Carlos de Oliveira (1921-1981) acontece já no dia 23 de Abril, às 17 horas, na Sala dos Docentes - Colégio Espírito Santo. A sessão será conduzida por Ana Viegas, Mestre em Criações Literárias Contemporâneas, pela Universidade de Évora.

Para uma melhor compreensão, "Alcateia" retrata a aldeia fictícia de Corgos, onde a morte violenta de um grande proprietário rural desencadeia uma luta pelo poder entre dois grupos: um liderado por João Santeiro, que recorre à violência, e outro pelo doutor Carmo, que utiliza a corrupção. A obra oferece uma crítica à sociedade portuguesa da época, reflectindo as tensões e injustiças sociais.​
O romance foi apreendido pela censura do Estado Novo, que visava controlar publicações com conteúdo político ou social considerado subversivo . A abordagem crítica de Carlos de Oliveira à sociedade portuguesa e a representação de conflitos de classe foram factores que motivaram a censura da obra.​

A apresentação desta obra insere-se nas celebrações do 25 de Abril, destacando obras literárias que enfrentaram a repressão do regime e contribuíram para a reflexão sobre a liberdade e a justiça social.

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No dia 26 de março, o Clube de Leitura – O Repto das Palavras reuniu-se para uma sessão dedicada à peça de teatro "Quem ...
28/03/2025

No dia 26 de março, o Clube de Leitura – O Repto das Palavras reuniu-se para uma sessão dedicada à peça de teatro "Quem move as árvores" (1979), de Fiama Hasse Pais Brandão (1938-2007). O encontro contou com a apresentação pela professora jubilada emérita da Escola de Artes, Christine Zurbach, especialista em Estudos do Teatro. Para além de uma análise aprofundada da obra, trouxe-nos o seu testemunho pessoal sobre o percurso da Literatura e do Teatro na sua vida.

Sobre o Teatro, Christine Zurbach destacou que há sempre um conflito entre dois quereres. Na peça de Fiama é evidente que há um poder que é repressivo, que tenta dominar pelo medo e, do outro lado, quem não se deixa dominar. Esta peça tem um curioso paralelismo com "Macbeth" de William Shakespeare, similitudes que convidamos a quem não leu, que as tente encontrar, no que pode ser considerado um processo de reescrita.

Embora seja mais reconhecida como poeta, Fiama Brandão, construiu também um percurso notável como dramaturga, criando histórias marcadas pela intensidade e pelo carácter interventivo. A sua escrita teatral foi frequentemente censurada devido à postura de protesto e intervenção política, reflectindo uma influência clara do dramaturgo Bertolt Brecht e do teatro épico. A primeira peça, "Os Chapéus de Chuva" (1961) recebeu o Prémio de Revelação e, somente em 1977, a peça "Auto de Família" (1964) foi finalmente levada à cena pelo Teatro da Cornucópia, evidenciando as dificuldades de representação da sua obra num contexto de forte repressão cultural.

Juntamos [nas imagens] um poema de Fiama Brandão, de título "Poema para a padeira que estava a fazer pão enquanto se travava a batalha de Aljubarrota", in "Barcas Novas" (1967) que foi mencionado durante a sessão. E a última lição da professora Christine Zurbach, disponível no youtube: https://youtu.be/HPP45zA0c6Y?si=WkhVJOYQRz-gs4Pl .

Ontem, celebrou-se o Dia Mundial do Teatro e a máxima foi lançada: O Teatro também se lê.
Agradecemos a vossa presença e a generosidade da professora Christine Zurbach que aceitou este convite para que novos alunos a pudessem ouvir.

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Acontece já esta quarta-feira com a presença da Professora Emérita Jubilada Christine Zurbach que nos apresentará a peça...
24/03/2025

Acontece já esta quarta-feira com a presença da Professora Emérita Jubilada Christine Zurbach que nos apresentará a peça de teatro censurada "Quem move as árvores" (reeditada em 1979), escrita por Fiama Pais Brandão (1938-2007), às 17 horas, na sala 124!

Sendo uma obra de difícil acesso e que não conheceu reedição, deixamos um link para aqueles que a desejem conhecer previamente, onde poderão descarregar em formato pdf: https://we.tl/t-M9o3n0q0Hq [disponível durante 7 dias].

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No âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril e do Dia Mundial da Poesia, foi promovida uma sessão especial dedi...
22/03/2025

No âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril e do Dia Mundial da Poesia, foi promovida uma sessão especial dedicada ao tema da Liberdade. Contámos com a presença do poeta e dramaturgo Rui Xerez de Sousa, que nos brindou com a leitura de poemas inéditos, entre os quais se destacou "Sala 124" – um título que, inesperadamente, viria a estar em sintonia com a recepção do autor e a sua deslocação para a Sala dos Docentes (com a p***a e distinção - o autor assim o merece!)

Não apenas regalados com poemas inéditos declamados na voz do autor, o poeta trouxe-nos a voz de outros escritores, como Eduardo Galeano ("O MEDO"), Miguel Torga ("A CONQUISTA"), Bertolt Brecht ("SENTE-SE... – N.º 10 dos Poemas Relacionados com o Manual para Habitantes de Cidades"), Rui Zink ("A Instalação do Medo", excertos), bem como poemas de García Lorca, Miguel Hernández, José Mário Branco, Golgona Anghel, António Lobo Antunes e José Saramago.

Os poemas foram recitados pelos alunos da Universidade de Évora, em coordenação com o autor, numa celebração que deu corpo e voz ao verdadeiro significado da Liberdade – a possibilidade de expressar e ouvir diferentes palavras, pensamentos e emoções.

Para aqueles que não puderam estar presentes, deixamos o poema do poeta Rui Xerez de Sousa, a quem expressamos o nosso sincero agradecimento:

"Lugar Certo"

I

É preciso estar no lugar certo. A hora
é de somenos importância. Existem circunstâncias em que
verdadeiramente importante
é não chegar a horas. Ainda assim,
não deves transparecer que o atraso se deve a qualquer tipo de desleixo.
Pelo contrário,
todos os minutos são preciosos
e devem obedecer ao mais rigoroso cálculo matemático.
Assim, aquando da tua entrada no salão dos funestos,
não ofuscarás os que, atravessados de luz, revelam propensão
genética e hereditária, para o brilho,
nem – factor essencial – interromperás a cerimónia. Importante
é saber habitar a sombra, domar a espera. Sorrir a quem se deve sorrir,
cumprimentar quem deve ser cumprimentado e
sobretudo
nunca cumprimentar
quem não deve ser cumprimentado.
Nada de conversas com quem não sabe estar calado.
Olha que neste baile do desprezo
existem regras de etiqueta.
Se a tudo isto somares uma espinha bífida
disposta a malabarismos
tens o futuro garantido a mendigar migalhas na mesa dos crescidos
com o teu babete de caça menor
e a boca suja. A boca sempre suja.

II

Mas não te preocupes, filho.
Andamos todos à míngua neste país de leprosos.
Caçadores furtivos de favores e moléstias,
palmilhamos a selva
à cata de patronos que nos salvem da escuridão.
A poesia que se f**a
(que a vida não está para brincadeiras).
Olha que a eternidade é um prato de lesmas
servido em bandeja de estanho.
E ainda que a História não se grude a dedos peganhentos
as lesmas engordam.

[in https://revistaoresteia.com/2023/02/20/3101/ ]

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Atenção: mudança de sala!A próxima sessão do Clube de Leitura que contará com a presença do escritor Rui Xerez de Sousa ...
19/03/2025

Atenção: mudança de sala!

A próxima sessão do Clube de Leitura que contará com a presença do escritor Rui Xerez de Sousa acontecerá na Sala dos Docentes, dia 21 de Março, às 17 horas.

Venham celebrar o Dia Mundial da Poesia conosco!

Divulgamos a sexta sessão que também ocorrerá neste mês de Março, no dia 26, não fosse o mês da Primavera.Desta vez será...
16/03/2025

Divulgamos a sexta sessão que também ocorrerá neste mês de Março, no dia 26, não fosse o mês da Primavera.

Desta vez será tratada a peça de teatro de título "Quem move as árvores", autoria da escritora Fiama Pais Brandão (1938-2007). Obra censurada pela ditadura, veio a ser reeditada no ano de 1979. A sessão ficará a cargo da Professora Emérita Jubilada Christine Zurbach que aceitou este convite endereçado pelos seus antigos alunos!

Deixamos uma pequena sinopse:
[Fonte: Esquerda.net]

Contamos convosco!

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