29/06/2026
Declaración de la ULAC por el Día Internacional del Orgullo LGBTIQ+
(abajo, versión escrita en portugués)
28 de junio
En el Día Internacional del Orgullo LGBTIQ+, desde la Unión Latinoamericana de Ciegos (ULAC) reafirmamos nuestro compromiso con la construcción de sociedades donde todas las personas puedan vivir plenamente su identidad, libres de discriminación, violencia y exclusión.
Las personas LGBTIQ+ con discapacidad visual continúan enfrentando barreras múltiples e interrelacionadas que limitan el ejercicio pleno de sus derechos humanos.
El resultado es una realidad marcada por desigualdades persistentes, invisibilización, estigmatización y mayores obstáculos para acceder a la educación, el empleo, la salud, la justicia, la participación política y los espacios de decisión.
La interseccionalidad no es una categoría teórica abstracta: es la experiencia cotidiana de quienes habitan identidades atravesadas simultáneamente por múltiples formas de discriminación.
Comprender estas realidades exige abandonar miradas fragmentadas y reconocer que las desigualdades no actúan de manera aislada, sino que se entrecruzan, se refuerzan, y requieren respuestas igualmente integrales.
Persisten, además, resistencias incluso dentro de algunos espacios vinculados a la discapacidad, donde todavía se interpreta que visibilizar las diversidades sexuales y de género implica restar protagonismo a la agenda de los derechos de las personas con discapacidad.
Desde ULAC, en cambio, sostenemos que reconocer la diversidad que habita nuestra propia comunidad no debilita el movimiento de las personas con discapacidad visual. Por el contrario, reivindicar y abrazar esta diversidad le da a nuestro movimiento mayor legitimidad, capacidad de representación e incidencia.
Invisibilizar las experiencias de las personas LGBTIQ+ con discapacidad visual no protege ninguna agenda. Reproduce las mismas lógicas de exclusión que históricamente hemos denunciado y contradice los principios de igualdad, dignidad y derechos humanos que defendemos.
Las agendas de discapacidad y de diversidad sexual y de género comparten un mismo horizonte emancipador: cuestionan modelos sociales que pretenden imponer una única forma legítima de habitar los cuerpos, las identidades y los proyectos de vida; reivindican la autonomía, el reconocimiento de la diversidad humana y el derecho de todas las personas a vivir libres de violencias, discriminación y exclusión.
Articular estas agendas fortalece la incidencia política, amplía las alianzas, enriquece las estrategias de transformación social y permite construir políticas públicas más integrales e inclusivas.
No se trata de disputar espacios de visibilidad, sino de comprender que la defensa de los derechos humanos constituye un proyecto colectivo de igualdad, donde nadie debe quedar atrás.
En este sentido, reafirmamos que el orgullo también es una herramienta de enorme política para la transformación social.
Frente a sociedades que durante demasiado tiempo enseñaron el silencio, la vergüenza y el ocultamiento, representa la decisión colectiva de vivir plenamente todas las dimensiones de nuestra identidad.
Nadie debería verse obligado a renunciar a parte de su identidad para ser aceptado, reconocido o participar en igualdad de condiciones.
Desde ULAC abrazamos la diversidad de nuestra comunidad y convocamos a las organizaciones de personas con discapacidad, a los movimientos LGBTIQ+, a las instituciones públicas y a la sociedad toda a profundizar el diálogo, construir alianzas y promover espacios y agendas donde cada persona pueda ejercer plenamente sus derechos, en igualdad de oportunidades y con el pleno reconocimiento de su dignidad inherente.
Gladys Diaz
Presidenta ULAC
Elizabeth Campos
Secretaria General ULAC
Unión Latinoamericana de Ciegos – ULAC
¡Comprometidos con la inclusión!
Apoyo: Fundación ONCE para la Solidaridad con las Personas Ciegas de América Latina (FOAL)
Descripción de la imagen: en un cuadrado se encuentra, sobre un fondo con los colores del arcoíris, el logo de la ULAC con la representación de las siglas en Braille, en la parte superior, y el nombre Unión Latinoamericana de Ciegos, abajo. En la esquina inferior derecha del cartel está la palabra apoyo y el logo de FOAL..........
Declaração da ULAC no Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+
28 de junho
No Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, a União Latino-Americana de Cegos (ULAC) reafirma seu compromisso com a construção de sociedades nas quais todas as pessoas possam viver plenamente sua identidade, livres de discriminação, violência e exclusão.
As pessoas LGBTQIA+ com deficiência visual continuam enfrentando barreiras múltiplas e inter-relacionadas que limitam o pleno exercício de seus direitos humanos.
O resultado é uma realidade marcada por desigualdades persistentes, invisibilização, estigmatização e maiores obstáculos para acessar a educação, o trabalho, a saúde, a justiça, a participação política e os espaços de tomada de decisão.
A interseccionalidade não é uma categoria teórica abstrata. É a experiência cotidiana de quem vive identidades atravessadas simultaneamente por múltiplas formas de discriminação.
Compreender essas realidades exige abandonar perspectivas fragmentadas e reconhecer que as desigualdades não atuam de forma isolada, mas se entrecruzam, se reforçam e exigem respostas igualmente integrais.
Persistem, além disso, resistências inclusive em alguns espaços ligados à deficiência, onde ainda se interpreta que dar visibilidade às diversidades sexual e de gênero signif**a retirar protagonismo da agenda dos direitos das pessoas com deficiência.
A ULAC, ao contrário, sustenta que reconhecer a diversidade presente em nossa própria comunidade não enfraquece o movimento das pessoas com deficiência visual. Pelo contrário, reivindicar e acolher essa diversidade confere ao nosso movimento maior legitimidade, capacidade de representação e incidência política.
Invisibilizar as experiências das pessoas LGBTQIA+ com deficiência visual não protege nenhuma agenda. Reproduz as mesmas lógicas de exclusão que historicamente denunciamos e contradiz os princípios de igualdade, dignidade e direitos humanos que defendemos.
As agendas da deficiência e da diversidade sexual e de gênero compartilham um mesmo horizonte emancipatório: questionam modelos sociais que pretendem impor uma única forma legítima de viver os corpos, as identidades e os projetos de vida; reivindicam a autonomia, o reconhecimento da diversidade humana e o direito de todas as pessoas a viverem livres de violência, discriminação e exclusão.
Articular essas agendas fortalece a incidência política, amplia as alianças, enriquece as estratégias de transformação social e permite construir políticas públicas mais integrais e inclusivas.
Não se trata de disputar espaços de visibilidade, mas de compreender que a defesa dos direitos humanos constitui um projeto coletivo de igualdade, no qual ninguém deve f**ar para trás.
Nesse sentido, reafirmamos que o orgulho também é uma poderosa ferramenta política para a transformação social. Diante de sociedades que, durante tempo demais, ensinaram o silêncio, a vergonha e o ocultamento, o orgulho representa a decisão coletiva de viver plenamente todas as dimensões de nossa identidade.
Ninguém deveria ser obrigado a renunciar a uma parte de sua identidade para ser aceito, reconhecido ou participar em igualdade de condições.
A ULAC acolhe a diversidade de sua comunidade e conclama as organizações de pessoas com deficiência, os movimentos LGBTQIA+, as instituições públicas e toda a sociedade a aprofundarem o diálogo, construírem alianças e promoverem espaços e agendas nos quais cada pessoa possa exercer plenamente seus direitos, em igualdade de oportunidades e com o pleno reconhecimento de sua dignidade inerente.
Gladys Diaz
Presidenta da ULAC
Elizabeth Campos
Secretária Geral da ULAC
União Latino-Americana de Cegos – ULAC
Comprometidos com a inclusão!
Descrição da imagem: em um quadrado está, sobre fundo com as cores do arco-íris, o logotipo da ULAC com a representação das iniciais em Braille, na parte superior, e o nome União Latino-Americana de Cegos, abaixo. No canto inferior direito está a palavra “apoio” e a logo da FOAL.