14/04/2026
Mariri Mountain in the green season.
So much beauty, complexity and diversity in Reserva Especial do Niassa - REN. This is a protected area shaped by the lived coexistence between people and nature. An estimated 70,000 people live inside more than 42,000 km². That reality brings both opportunity and challenge.
What makes NSR (Niassa Special Reserve) so unusual is its complexity. It holds space to think differently about both development and conservation, and perhaps to try approaches that do not fit neatly into older models. The range of perspectives is wide: villages, district, provincial and national government, ecotourism and sport hunting operators, conservation NGOs, investors and Administração Nacional das Áreas de Conservação ANAC. That diversity of opinion does not have to be a weakness. If there is room for open discussion, it can be a strength.
There is probably more common ground than we sometimes acknowledge. Clean water, productive rivers, healthy woodlands, good soils, opportunities for work and income, and good health matter to all of us.
Perhaps the opportunity in Niassa is not to choose between old models, whether fortress conservation or traditional CBNRM (community based natural resource management) , but to take what is useful, leave what is not, and build something more fitted to this place. I do not think other models can simply be imported and expected to work here. NSR needs its own model, with careful adaptive governance that allows flexibility, learning, and adjustment over time. And that only works if there is simple monitoring. Without monitoring, it is very difficult to know what is succeeding.
There is no shortage of good ideas or capable people. There is knowledge in business, industry, social enterprise, ecology, farming, tourism and poverty alleviation.These issues are not easy, but they need more open discussion across institutions and interests.
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Montanha Mariri na época verde.
Tanta beleza, complexidade e diversidade na Reserva Especial do Niassa (REN). Esta é uma área protegida moldada pela coexistência vivida entre as pessoas e a natureza. Estima-se que mais de 70.000 pessoas vivam dentro de mais de 42.000 km². Essa realidade traz tanto oportunidades como desafios.
O que torna a REN tão incomum é a sua complexidade. Há aqui espaço para pensar de forma diferente sobre o desenvolvimento e a conservação e, talvez, para experimentar abordagens que não se enquadram bem em modelos mais antigos. A diversidade de perspetivas é grande: aldeias, governo distrital, provincial e nacional, operadores de turismo, ONGs de conservação, investidores e a ANAC. Essa diversidade de opiniões não precisa de ser uma fraqueza. Se houver espaço para uma discussão aberta, pode ser uma força.
Provavelmente há mais pontos em comum do que às vezes reconhecemos. Água limpa, rios produtivos, florestas saudáveis, solos bons, oportunidades de trabalho e rendimento, e boa saúde importam a todos nós.
Talvez a oportunidade em Niassa não esteja em escolher entre posições antigas, seja a conservação de fortaleza ou os modelos tradicionais de CBNRM, mas em aproveitar o que é útil, deixar para trás o que não é, e construir algo mais ajustado a este lugar. Não acredito que outros modelos possam simplesmente ser importados e funcionar aqui. A REN pode precisar do seu próprio modelo, com uma governação adaptativa cuidadosa, que permita flexibilidade, aprendizagem e ajustamentos ao longo do tempo. E isso só funciona se houver monitoria simples. Sem monitoria, é muito difícil saber o que está a resultar.
Não faltam boas ideias nem pessoas capazes. Há conhecimento em negócios, indústria, empreendedorismo social, ecologia, agricultura, turismo e redução da pobreza. Estas questões não são simples e precisam de mais espaço para uma discussão aberta entre instituições e diferentes interesses.