10/10/2026
OUTUBRO ROSA | MITOS E VERDADES SOBRE O CANCRO DA MAMA
O cancro da mama continua a ser um dos principais desafios para a saúde da mulher. Apesar da crescente sensibilização, muitas mulheres ainda convivem com dúvidas, informações erradas e crenças que podem atrasar a procura de cuidados médicos.
Neste Outubro Rosa, a Associação do Empoderamento Feminino (AEFEM) esclarece alguns dos mitos mais comuns sobre a doença.
❌ MITO 1: Só quem tem casos de cancro da mama na família corre riscos.
✅ VERDADE: A maioria das mulheres diagnosticadas com cancro da mama não apresenta histórico familiar da doença. Por isso, todas devem estar atentas à sua saúde, independentemente dos antecedentes familiares.
❌ MITO 2: O autoexame substitui a mamografia.
✅ VERDADE: Conhecer o próprio corpo ajuda a identificar alterações, mas não substitui a avaliação médica nem os exames recomendados pelos profissionais de saúde. A mamografia pode detectar alterações que ainda não são perceptíveis ao toque.
❌ MITO 3: O cancro da mama tem uma única causa.
✅ VERDADE: Existem vários factores que podem aumentar o risco de desenvolver a doença, incluindo a idade, os antecedentes familiares e determinados hábitos de vida. A prática de actividade física, a manutenção de um peso saudável e a redução do consumo de álcool podem ajudar a diminuir o risco, embora não eliminem completamente a possibilidade de desenvolver a doença.
❌ MITO 4: Se a mama não dói, não há motivo para preocupação.
✅ VERDADE: O cancro da mama pode desenvolver-se sem provocar dor. O aparecimento de caroços, alterações na pele, mudanças no formato da mama, retracção do mamilo ou secreções anormais são sinais que devem ser avaliados numa unidade sanitária.
A AEFEM lembra que o diagnóstico precoce e o acesso atempado ao tratamento podem fazer a diferença na vida de muitas mulheres.
Mulher moçambicana, não espere sentir dor para cuidar da sua saúde. Conheça o seu corpo, procure aconselhamento médico e informe-se sobre os exames adequados à sua idade e aos seus factores de risco.
Partilhe esta informação com a sua mãe, irmã, filha, amiga ou vizinha. Uma conversa pode incentivar alguém a procurar ajuda a tempo.
A informação correcta salva vidas!
Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS).