01/06/2026
O DIA MUNDIAL DA CRIANÇA
As notícias que os OCS nos trazem de insucesso dos mecanismos e ferramentas do Estado e da Sociedade Civil em garantirem a segurança, o bem-estar e alegria de viver de um menino que morreu numa unidade hospitalar, 24 horas depois nela ter entrado e em causa de uma grave doença infecciosa rara não diagnosticada em tempo útil, ou de uma menina esfaqueada até à morte, por uma sua amiga e em razão de um motivo fútil, impediram abruptamente que um continuasse alegremente a brincar e outra a namoriscar, razões primordiais das suas existências do momento e que nós, aos assistirmos, tornarmo-nos, queiramos ou não, igualmente responsáveis por estes dramáticos desfechos, ao nada termos contribuído para a melhoria das políticas de Protecção das Crianças.
Dir-me-ão, mas o que é isso comparado com a barbárie do rapto, porque de rapto se tratou, de centenas crianças retiradas dos seus lares ucranianos e levadas à força para a Rússia, posteriormente à invasão abjecta da Ucrânia por forças da Federação Russa, ou da matança sistemática de Crianças na Faixa de Gaza, registadas como danos colaterais, de uma resposta, muitas vezes desproporcionada das Forças de Defesa de Israel, combatendo contra um grupo de terroristas cruéis e despudorados, que se servem amiudadas vezes de uma população civil indefesa, para atingir os seus maléficos intentos?
É que também aqui, nós ombreamos por inacção, com a presença “ausente”, a ineficácia e a inoperância, mascaradas por patéticos, bafientos e balofos discursos e apelos dos responsáveis das principais instituições que deveriam na circunstância proteger as Crianças, a ONU e o CICR.
Não levar os principais responsáveis russos até ao TIP, ou não conseguir convencer o Hamas a libertar os poucos reféns vivos e a entregar os corpos daqueles que foram morrendo no cativeiro, o que retiraria razão para uma contínua e feroz intervenção por parte de Israel, certamente continuará a aumentar o sofrimento daquelas Crianças e não anulará ou atenuará o sofrimento de outras pelo Mundo fora.
DEIXEM AS CRIANÇAS BRICAR