Ordem Soberana e Militar do Templo de Jerusalém-Grande Priorado de Portugal

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⚔️ FELIZ ANIVERSÁRIO, DAMA TEMPLÁRIA ISABEL PARREIRA ⚔️A OSMTJ – Grande Priorado de Portugal assinala com especial estim...
28/10/2026

⚔️ FELIZ ANIVERSÁRIO, DAMA TEMPLÁRIA ISABEL PARREIRA ⚔️

A OSMTJ – Grande Priorado de Portugal assinala com especial estima o aniversário da nossa Irmã, Dama Templária Isabel Parreira.

Neste dia especial, endereçamos os nossos mais fraternos votos de felicidades, saúde, paz e muitas realizações pessoais.

Que a Luz continue a iluminar o seu caminho e que os valores da Fé, Honra, Lealdade e Fraternidade permaneçam sempre presentes na sua caminhada templária.

Muitos parabéns, querida Irmã Isabel Parreira!

⚔️ Non Nobis Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo Da Gloriam!

OSMTJ – Ordem Soberana e Militar do Templo de Jerusalém-Grande Priorado de Portugal

(𝟭) 𝗝𝗲𝗿𝘂𝘀𝗮𝗹é𝗺 𝗮𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗱𝗮 𝗣𝗿𝗶𝗺𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗖𝗿𝘂𝘇𝗮𝗱𝗮𝗔𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗱𝗼𝘀 𝗧𝗲𝗺𝗽𝗹á𝗿𝗶𝗼𝘀, 𝗵𝗼𝘂𝘃𝗲 𝗝𝗲𝗿𝘂𝘀𝗮𝗹é𝗺.Para compreender o nascimento da Ordem do T...
28/10/2026

(𝟭) 𝗝𝗲𝗿𝘂𝘀𝗮𝗹é𝗺 𝗮𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗱𝗮 𝗣𝗿𝗶𝗺𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗖𝗿𝘂𝘇𝗮𝗱𝗮
𝗔𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗱𝗼𝘀 𝗧𝗲𝗺𝗽𝗹á𝗿𝗶𝗼𝘀, 𝗵𝗼𝘂𝘃𝗲 𝗝𝗲𝗿𝘂𝘀𝗮𝗹é𝗺.

Para compreender o nascimento da Ordem do Templo, não basta começar por Hugo de Payens ou pelos primeiros cavaleiros que, no início do século XII, se instalaram junto ao local tradicionalmente associado ao antigo Templo de Salomão.

É preciso recuar algumas décadas.

No final do século XI, Jerusalém era uma cidade distante da Europa ocidental, mas ocupava um lugar central na espiritualidade cristã. Ali se encontravam os locais associados à Paixão, morte e Ressurreição de Cristo e, acima de todos, a Igreja do Santo Sepulcro, construída sobre o lugar onde a tradição cristã situava o Calvário e o túmulo de Jesus.

A peregrinação a Jerusalém era muito anterior às Cruzadas. Durante séculos, cristãos provenientes de diferentes regiões viajaram até à Terra Santa. No século XI, encontramos mesmo grandes peregrinações organizadas, algumas envolvendo centenas ou milhares de pessoas.

Viajar para Jerusalém estava, porém, muito longe de ser uma experiência semelhante a uma deslocação moderna.

Um peregrino podia passar meses — por vezes muito mais — longe de casa. As viagens eram feitas a pé, a cavalo ou por mar, atravessando territórios desconhecidos, enfrentando doenças, intempéries, falta de alimentos, assaltos e conflitos locais. Para muitos, existia ainda a consciência de que poderiam nunca regressar.

Mas a peregrinação tinha também uma enorme dimensão espiritual.

Ir a Jerusalém podia constituir um ato de penitência, de cumprimento de uma promessa ou simplesmente uma manifestação profunda de fé. Para o homem medieval, percorrer fisicamente os lugares associados à vida de Cristo significava aproximar-se da própria História Sagrada.

A cidade, contudo, não pertencia ao mundo cristão latino.

Desde o século VII, Jerusalém encontrava-se sob domínio muçulmano, embora a situação variasse significativamente de período para período. Cristãos continuaram a viver na cidade e peregrinos continuaram a visitá-la, ainda que em condições que podiam alterar-se de acordo com os governantes e com a situação política da região.

Um dos episódios mais traumáticos ocorreu em 1009, quando o califa fatímida al-Hakim (aquele que governa pela ordem de Deus) ordenou a destruição de grande parte da Igreja do Santo Sepulcro.

O santuário seria mais tarde reconstruído, com importante intervenção do Império Bizantino, estando novamente restaurado em meados do século XI.

Entretanto, o equilíbrio político no Oriente estava a mudar.

Em 1071, o Império Bizantino sofreu uma pesada derrota frente aos turcos seljúcidas na batalha de Manzikert (ou Manzicerta). A partir daí, os Bizantinos perderam progressivamente vastas áreas da Anatólia, aproximando o poder seljúcida de territórios tradicionalmente ligados ao mundo cristão oriental.

Jerusalém também mudou de mãos várias vezes ao longo deste período.

É importante evitar uma simplificação frequente: os peregrinos cristãos não desapareceram subitamente nem foram permanentemente impedidos de chegar à cidade. A realidade foi mais complexa. Continuaram a existir peregrinações, mas as alterações políticas, os conflitos e a instabilidade regional tornaram algumas rotas e deslocações mais difíceis e imprevisíveis.

É neste contexto que devemos olhar para aquilo que aconteceu em 1095.

O imperador bizantino Aleixo I Comneno preocupado com a perda de territórios e necessitando de reforços militares, procurou apoio no Ocidente.

Poucos meses depois, o Papa Urbano II faria um apelo que mudaria profundamente a História da Europa e do Mediterrâneo.

Milhares de homens e mulheres colocariam então Jerusalém no centro das suas vidas.

Quatro anos mais tarde, em julho de 1099, os exércitos da Primeira Cruzada conquistariam a Cidade Santa.

Mas a conquista de Jerusalém criaria imediatamente uma nova questão:

como proteger uma cidade conquistada a milhares de quilómetros da Europa e garantir a segurança daqueles que continuavam a viajar até aos Lugares Santos?

É precisamente dessa nova realidade que, algumas décadas depois, começará a emergir a história daqueles que ficariam conhecidos como os Templários.

Antes da Ordem do Templo, houve Jerusalém.

E é em Jerusalém que a nossa História tem verdadeiramente de começar.

Dando corpo à estratégia de disseminação do que é o Templarismo, a Ordem Soberana e Militar do templo de Jerusalém (OSMT...
27/10/2026

Dando corpo à estratégia de disseminação do que é o Templarismo, a Ordem Soberana e Militar do templo de Jerusalém (OSMTJ) – Grande Priorado de Portugal inicia uma nova etapa da sua presença nas redes sociais, reforçando uma comunicação regular, estruturada e orientada para o conhecimento, a memória e os valores da Ordem.

Ao longo dos próximos meses, esta presença digital procurará dar a conhecer, de forma progressiva e acessível, a História da Ordem do Templo, a presença templária em Portugal, os seus protagonistas, feitos, símbolos, documentos, património, mitos e curiosidades, bem como a expressão contemporânea do Templarismo.

Mais do que divulgar acontecimentos ou iniciativas, pretende-se criar um espaço capaz de explicar quem foram os Templários, qual o legado que deixaram e de que forma essa herança histórica e espiritual pode continuar a ser compreendida no presente.

A História será, por isso, um ponto de partida fundamental. Mas não será o único.

Queremos igualmente dar a conhecer a Ordem que existe hoje, os princípios que a orientam e a importância que atribui a valores como a Fé, Honra, Fraternidade, Serviço, Lealdade e Disciplina.

Esta estratégia pretende também aproximar novos públicos, estimular a curiosidade, valorizar o património e criar uma comunidade mais informada, participativa e próxima da realidade da OSMTJ.

Cada publicação será, assim, uma oportunidade para conhecer melhor uma parte desta história, compreender um símbolo, descobrir uma figura, revisitar um acontecimento ou refletir sobre o significado atual dos valores templários.

Mas queremos também que este seja um espaço de participação. Deixe-nos as suas sugestões, partilhe os seus comentários e diga-nos que temas, episódios, personalidades, lugares ou curiosidades gostaria de ver abordados nesta nova dinâmica. A sua participação poderá ajudar-nos a tornar esta página mais rica, próxima e interessante para todos.

Iniciamos este caminho com a convicção de que preservar uma tradição é também saber comunicá-la, explicá-la e transmiti-la às gerações presentes e futuras.

Conhecer a História. Compreender a Tradição. Viver os Valores. Dar a conhecer a Ordem.

🇵🇹 DIA DO EXÉRCITO PORTUGUÊSA honra de servir. A coragem de defender. O dever de proteger.Neste Dia do Exército, prestam...
24/10/2026

🇵🇹 DIA DO EXÉRCITO PORTUGUÊS

A honra de servir. A coragem de defender. O dever de proteger.

Neste Dia do Exército, prestamos homenagem a todos aqueles que, ao longo da nossa História, fizeram da coragem, da disciplina, da lealdade e do espírito de sacrifício um compromisso ao serviço de Portugal.

São valores que encontramos também na tradição templária, onde a espada simbolizava não apenas a força, mas sobretudo a responsabilidade, a honra e o dever de proteger.

Porque a verdadeira grandeza de um guerreiro não está na força que possui, mas na justiça da causa que defende e na nobreza dos princípios que o orientam.

Ontem como hoje, servir exige coragem, mas também humildade, integridade e sentido de missão.

Ao Exército Português, aos seus militares e a todos os que honraram a Pátria com o seu serviço, o nosso reconhecimento e respeito.

Honra, Lealdade e Serviço.

🇵🇹 Viva o Exército Português! Viva Portugal!

Non Nobis Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo Da Gloriam.

⚔️ 14 DE OUTUBRO DE 1307  QUANDO A INJUSTIÇA PROCUROU VESTIR-SE DE VERDADEHá mais de sete séculos, o poder procurou impo...
14/10/2026

⚔️ 14 DE OUTUBRO DE 1307 QUANDO A INJUSTIÇA PROCUROU VESTIR-SE DE VERDADE

Há mais de sete séculos, o poder procurou impor a sua verdade. Hoje, a História continua a recordar-nos que nem tudo o que é legal é justo, nem tudo o que é proclamado verdadeiro corresponde à Verdade.

A 14 de outubro de 1307, um dia após a prisão dos Cavaleiros Templários em França, consolidava-se uma narrativa destinada a justificar a perseguição à Ordem do Templo.

Mais de setecentos anos depois, o que torna este episódio tão inquietante não é apenas a injustiça do passado, mas a atualidade dos mecanismos que a tornaram possível.

Mudaram os tempos, os protagonistas e os instrumentos de poder. Mas continuam presentes a manipulação da verdade, a condenação sem julgamento, a instrumentalização das instituições e a tentação de colocar os interesses acima dos princípios.

Vivemos numa sociedade em que a informação circula à velocidade de um instante, em que uma reputação pode ser destruída antes de os factos serem conhecidos e em que, demasiadas vezes, a força de uma narrativa se sobrepõe à verdade.

*LA História dos Templários recorda-nos que a injustiça nem sempre se apresenta como injustiça. Por vezes, veste-se de legalidade, reclama autoridade e apresenta-se como defensora do bem comum.

É por isso que recordar os Templários deve ser mais do que evocar castelos, espadas ou glórias passadas. É reafirmar princípios que não envelhecem: a Justiça, a Verdade, a Honra, a Lealdade, a Fraternidade e o Serviço ao próximo.

Princípios que não podem existir apenas nas palavras, nos símbolos ou nas cerimónias, mas que exigem coerência, coragem e compromisso nas nossas ações quotidianas.

Porque defender a Justiça quando ela nos favorece é fácil. Mais difícil é defendê-la quando exige contrariar a maioria, questionar o poder ou reconhecer direitos àqueles de quem discordamos.

Talvez a maior homenagem que possamos prestar à memória templária não seja apenas recordar as injustiças de que a Ordem foi vítima, mas impedir que os mesmos erros se repitam no nosso tempo.

O Grande Priorado de Portugal da OSMTJ evoca esta memória com a convicção de que a verdadeira herança templária não reside apenas naquilo que fomos, mas, sobretudo, nos valores que somos capazes de preservar e praticar.

Porque a questão que a História nos coloca não é o que teríamos feito em 1307, mas aquilo que fazemos hoje perante a injustiça, a mentira e a indiferença.

⚔️Non Nobis, Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo Da Gloriam.*l

OSMTJ — Grande Priorado de Portugal

Sua Santidade, neste momento difícil, a Ordem Soberana e Militar do Templo de Jerusalém-Grande Priorado de Portugal  une...
13/10/2026

Sua Santidade, neste momento difícil, a Ordem Soberana e Militar do Templo de Jerusalém-Grande Priorado de Portugal une-se em oração, desejando a Sua Santidade força, serenidade e resiliência. Que a fé e a esperança sejam sempre a Sua luz.»

⚔️ 13 DE OUTUBRO DE 1307 — QUANDO SE TENTOU DESTRUIR UMA ORDEM, MAS NÃO SE CONSEGUIU APAGAR O SEU LEGADOHá datas que per...
13/10/2026

⚔️ 13 DE OUTUBRO DE 1307 — QUANDO SE TENTOU DESTRUIR UMA ORDEM, MAS NÃO SE CONSEGUIU APAGAR O SEU LEGADO

Há datas que pertencem à História. Outras, pela profundidade do seu significado, pertencem também à memória dos homens.

Na madrugada de sexta-feira, 13 de outubro de 1307, por ordem do rei Filipe IV de França, conhecido como Filipe, o Belo, desencadeou-se uma vasta operação de prisão dos membros da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão.

Homens que haviam consagrado as suas vidas a um ideal de fé, disciplina, serviço e fraternidade viram-se, subitamente, acusados de heresia, privados da liberdade e submetidos a interrogatórios, torturas e processos cuja legitimidade permanece profundamente questionada pela investigação histórica.

Por detrás das acusações encontravam-se também interesses políticos, financeiros e disputas de poder. A crescente influência da Ordem, a sua autonomia e o seu património constituíam realidades incómodas para uma monarquia determinada a consolidar a sua autoridade.

Mas o que aconteceu naquele dia foi muito mais do que a perseguição a uma Ordem religiosa e militar. Foi também o confronto entre o poder e os princípios, entre a força e a consciência, entre a autoridade dos homens e a fidelidade a um ideal.

A História ensina-nos que nenhuma instituição humana está acima do escrutínio. Mas ensina-nos igualmente que a justiça deixa de o ser quando se transforma num instrumento ao serviço da ambição, do medo ou da conveniência política.

Os acontecimentos de 1307 iniciaram um processo que culminaria, em 1312, com a supressão da Ordem do Templo pelo Papa Clemente V. Dois anos depois, em 18 de março de 1314, Jacques de Molay, o seu último Grão-Mestre, seria condenado à fogueira em Paris.

A morte de Jacques de Molay tornou-se um dos episódios mais simbólicos da memória templária. Perante o poder que o condenava, a tradição preservou a imagem de um homem que, nos seus últimos momentos, procurou afirmar a sua inocência e a dignidade da Ordem a que dedicara a vida.

Podem destruir-se fortalezas, confiscar-se patrimónios, dissolver-se instituições e silenciar-se homens. Mas há valores que nenhuma sentença consegue condenar ao esquecimento.

E talvez seja essa a maior lição que o dia 13 de outubro nos oferece, mais de sete séculos depois.

A verdadeira força não reside apenas na espada que se empunha, na autoridade que se exerce ou no poder que se possui. Reside, sobretudo, na capacidade de permanecer fiel à consciência, de defender a justiça perante a adversidade e de colocar o serviço acima do interesse pessoal.

Ser Templário, na dimensão simbólica e espiritual que hoje procuramos honrar, não significa viver prisioneiro de um passado glorioso, nem reivindicar uma continuidade histórica que importa distinguir com rigor. Significa reconhecer nesse passado uma fonte de inspiração e assumir, no presente, a responsabilidade de cultivar os valores que nele encontramos.

A espada deve dar lugar à palavra. A fortaleza deve erguer-se no caráter. A batalha deve travar-se contra a ignorância, a injustiça, a intolerância e a indiferença.

Porque os verdadeiros templos que somos chamados a construir não se erguem apenas em pedra. Constroem-se na consciência, na integridade dos nossos atos, na fraternidade que praticamos e no bem que somos capazes de realizar.

O legado templário não deve ser apenas contemplado. Deve ser estudado, compreendido e, acima de tudo, transformado em compromisso.

Compromisso com a verdade, mesmo quando é incómoda.

Com a justiça, mesmo quando exige coragem.

Com a fraternidade, mesmo quando o mundo insiste em dividir.

Com a humildade de servir, mesmo quando ninguém observa.

Hoje, ao recordarmos aquele 13 de outubro de 1307, não celebramos a perseguição nem glorificamos o sofrimento. Honramos a memória, refletimos sobre a fragilidade da justiça perante o poder e reafirmamos a importância de princípios que transcendem os séculos.

Porque a grandeza de um ideal não se mede apenas pela duração das instituições que o representam, mas também pela capacidade de continuar a inspirar gerações.

Naquele 13 de outubro, o poder procurou determinar o fim de uma Ordem.

Mais de sete séculos depois, a História continua a recordar-nos que há uma diferença profunda entre vencer os homens e vencer os ideais.

Que a memória seja conhecimento. Que o conhecimento seja consciência. E que a consciência se transforme em ação.

OSMTJ — Grande Priorado de Portugal

Non Nobis, Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo Da Gloriam.

🏰 DIA NACIONAL DOS CASTELOS | TOMAR, A MEMÓRIA VIVA DOS TEMPLÁRIOSHá pedras que guardam histórias. Há muralhas que resis...
08/10/2026

🏰 DIA NACIONAL DOS CASTELOS | TOMAR, A MEMÓRIA VIVA DOS TEMPLÁRIOS

Há pedras que guardam histórias. Há muralhas que resistem ao tempo. E há castelos que são muito mais do que fortalezas: são símbolos de uma herança que atravessa os séculos.

Erguido em 1160, por iniciativa de D. Gualdim Pais, Mestre da Ordem do Templo em Portugal, o Castelo de Tomar constitui um dos mais notáveis testemunhos da presença templária no nosso país.

Mais do que uma fortaleza militar, Tomar foi um centro de defesa, de povoamento, de espiritualidade e de afirmação de um ideal de Cavalaria. Entre as suas muralhas, os Cavaleiros do Templo encontraram um lugar onde a espada e a fé, o dever e o conhecimento, a coragem e a disciplina faziam parte de uma mesma missão.

A sua magnífica Charola, inspirada no Santo Sepulcro de Jerusalém, recorda-nos a profunda dimensão espiritual que acompanhava a vida daqueles cavaleiros.

Com a extinção da Ordem do Templo, no século XIV, a sua herança encontrou em Portugal uma singular continuidade através da Ordem de Cristo, criada em 1319, por iniciativa de D. Dinis.

Hoje, o Castelo Templário e o Convento de Cristo, classificados como Património Mundial da UNESCO desde 1983, permanecem como testemunhos maiores dessa história.

⚔️ Mas preservar a memória templária não é apenas recordar o passado. É compreender os valores que o tempo não apagou.

A honra, a lealdade, a fraternidade, o serviço ao próximo e a procura permanente do aperfeiçoamento individual continuam a encontrar significado no mundo contemporâneo.

Neste Dia Nacional dos Castelos, a OSMTJ – Grande Priorado de Portugal evoca Tomar e presta homenagem a todos aqueles que, ao longo dos séculos, ergueram, defenderam e preservaram este extraordinário património.

Porque um castelo não é apenas aquilo que os homens construíram em pedra. É também aquilo que foram capazes de construir em valores, memória e identidade.

E essa é uma herança que nos cabe conhecer, honrar e transmitir às gerações futuras.

Non Nobis Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo Da Gloriam.

04/10/2026

Edificar a nossa vida sobre o alicerce de Cristo: para Leão XIV, este é o ensinamento deixado por São Francisco, ao recordar no Angelus dominical os 800 anos da morte do Pobrezinho de Assis.

O Santo Padre o definiu um “homem de oração ardente, cheio de caridade para com todos”, um exemplo para os primeiros frades que partilharam a sua ascese como condição autêntica para a reforma da Igreja. “São Francisco reparou-a em virtude da fé no Senhor Jesus, sanando as fissuras da discórdia com o testemunho do amor fraterno.”

O carisma de São Francisco, ressaltou o Papa, continua a dar frutos ainda hoje, após oito séculos: disso dão testemunho não só a grande e viva família franciscana, mas também os muitos dons que o seu legado espiritual difunde no Povo de Deus. Por isso, exortou, “enquanto celebramos o ano jubilar franciscano, imploremos com perseverança o dom da paz e comprometamo-nos sinceramente a construir a concórdia entre os povos”.

Um dos santos mais amados, há 800 anos São Francisco de Assis é um farol para a Igreja pela sua plena adesão ao Evangelho, que lhe conferiu o nome de “alter Christus”: a escolha da pobreza para encontrar o Senhor, o amor a Deus Pai e aos irmãos, o respeito pela criação.

600.000 pessoas... ou mais.Seiscentas mil pessoas reunidas em torno da fé, para celebrar, em Paris, uma das expressões m...
26/09/2026

600.000 pessoas... ou mais.

Seiscentas mil pessoas reunidas em torno da fé, para celebrar, em Paris, uma das expressões mais antigas e profundas da identidade europeia: o Cristianismo.

Num tempo em que a Europa enfrenta incertezas, conflitos, mudanças demográficas e culturais e uma crescente interrogação sobre os seus próprios valores, a imagem de tantos milhares de pessoas reunidas na fé e nos valores cristãos não pode ser ignorada.

A Igreja pode atravessar dificuldades. Pode ser questionada. Pode ter de se renovar. Mas continua a possuir algo que, uns acham não existir, outros talvez já se tenham esquecido, mas que está viva: uma extraordinária capacidade de mobilização, de união e de resistência espiritual.

Uma força de defesa da liberdade de consciência, da dignidade humana, da paz, da família, da cultura e das raízes cristãs da Europa.

Uma força que estas centenas de milhares de pessoas mostram que existe e está pronta.

Para os Templários há símbolos que não precisam de muitas palavras.

A Cruz nunca foi apenas um sinal.

Foi compromisso, coragem e serviço.

E foi, sobretudo, a disposição de permanecer firme quando os tempos eram difíceis.

Hoje, séculos depois, a Cruz, como antes, deve erguer-se sobre multidões que procuram esperança.

Não contra quem pensa ou acredita de forma diferente.
Mas pela preservação daquilo que somos.

A Europa pode acolher, respeitar e conviver com diferentes culturas e religiões. Mas isso não significa esquecer a sua própria história, as suas raízes e os valores que moldaram e devem continuar a moldar a nossa civilização.

✠ Non Nobis Domine.

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