Grito de Mulher

Grito de Mulher Vozes do mundo unidas contra a violência das mulheres. Para conhecer nosso festival e seu projeto de marca, junte-se à causa!

Festival Internacional de Poesia e Marca Grito de Mulher (Grito de Mujer®) ao tema da mulher, contra violência. Movimento Mulheres Poetas Internacional

A origem da palavra “feminismo” é uma história fascinante e cheia de reviravoltas inesperadas. Você sabia que sua primei...
10/05/2026

A origem da palavra “feminismo” é uma história fascinante e cheia de reviravoltas inesperadas. Você sabia que sua primeira aparição documentada, em Paris, em 1871, aconteceu em uma tese médica? Sim, o médico Ferdinand Valère Faneau de la Cour utilizou o termo para descrever uma suposta “patologia” em homens tuberculosos. Ele observou que alguns pacientes desenvolviam características que considerava femininas, como quadris largos ou voz aguda, e chamou esse conjunto de traços de “feminismo”, entendendo-o como uma interrupção do desenvolvimento masculino, uma feminização patológica do corpo. Ele chegou até mesmo a relacioná-lo à fraqueza de caráter, características que na época eram associadas negativamente às mulheres.

Um ano depois, a palavra deu outro salto, desta vez para o campo do insulto. O escritor Alexandre Dumas filho a utilizou de forma pejorativa em seu panfleto L’homme-femme.

Chamava de “feministas” os homens que apoiavam os direitos políticos das mulheres, associando-os àquela suposta “doença” do corpo masculino. Assim, chamar alguém de feminista era acusá-lo de uma fraqueza moral e intelectual.

Mas a história não termina aí. Graças à força e à visão de mulheres corajosas como a sufragista francesa Hubertine Auclert, a palavra foi ressignificada. O que antes era um termo ofensivo transformou-se em bandeira de luta e símbolo poderoso do movimento pela igualdade de direitos entre mulheres e homens. Essa ressignificação é um ato linguístico de rebeldia: tomar uma palavra usada contra você e transformá-la em identidade.
No Grito de Mulher, celebramos essa capacidade das palavras de se rebelarem e se transformarem, assim como nós. Hoje, o feminismo é o princípio de igualdade que nos une e nos impulsiona a continuar levantando nossas vozes, sem fronteiras, por um mundo mais justo para todas e todos.

Somos grito
www.gritodemujer.com

Às vezes, o silêncio de uma mulher é mais estrondoso do que qualquer explosão. No coração de Beirut, uma voz que dedicou...
23/04/2026

Às vezes, o silêncio de uma mulher é mais estrondoso do que qualquer explosão. No coração de Beirut, uma voz que dedicou sua vida a decifrar o misticismo e a fragilidade humana através da poesia se apagou.

Khatoon Salma Kershet não era ap***s pesquisadora e graduada da American University of Beirut; era uma poeta, uma dessas vozes discretas e profundas que preferem a sombra da reflexão ao brilho da notoriedade. Por meio de obras como *Embracing a Waiting Woman* e *The Last Inhabitants of the Moon*, Salma explorou a dor do exílio com uma sensibilidade que ap***s aqueles que caminharam à beira do abismo podem carregar.

Sua morte, ao lado de seu marido Mohammed, em um ataque em Tallet al-Khayyat, não é ap***s uma perda biográfica. É, como já foi dito, um “massacre da linguagem”. Quando uma poeta morre dessa forma, perdemos as palavras que ainda não haviam sido escritas para nomear nosso próprio sofrimento e nossa esperança.

Salma escrevia a ferida em uma linguagem que não se parecia com nada além da verdade. Seu interesse pelo sufismo ia além do acadêmico; era uma busca por luz em meio à escuridão, uma forma de compreender que, mesmo na perda mais absoluta, existe uma essência que não pode ser destruída.

Hoje, seu nome se junta ao de tantas outras vozes silenciadas pela violência da guerra, lembrando-nos de que a cultura e a poesia são, muitas vezes, os alvos mais vulneráveis e, ao mesmo tempo, os mais resistentes. Falamos dela não ap***s para lamentar sua morte, mas para afirmar o direito de toda mulher de que sua voz, seu pensamento e sua vida sejam sagrados.

Quantas palavras ainda teremos que perder antes de entender que cada voz de mulher silenciada é uma parte da nossa própria humanidade que se apaga?

Somos poesia, somos GRITO.
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Mudar seu nome, para que saibam que você existe…Há não muito tempo, a voz de uma mulher escritora era frequentemente sil...
16/04/2026

Mudar seu nome, para que saibam que você existe…

Há não muito tempo, a voz de uma mulher escritora era frequentemente silenciada, questionada ou simplesmente ignorada. Não por falta de talento, mas pela profunda incredulidade na validade da perspectiva feminina dentro do cânone literário. As mulheres não eram levadas a sério.

Nesse cenário restritivo, Charlotte Brontë, Emily Brontë e Anne Brontë decidiram erguer suas p***s. Conscientes das barreiras, optaram por se esconder sob pseudônimos masculinos. Foi uma estratégia de sobrevivência, mais do que estética, para que suas palavras pudessem ser lidas sem serem julgadas pelo gênero.

Seus romances vão além da narrativa. São explorações profundas de conflitos humanos universais: a busca por autonomia, a complexidade do desejo, os dilemas morais e os limites rígidos impostos pela sociedade. Apresentam mulheres que, apesar de tudo, ousam pensar por si mesmas em um mundo que considerava esse ato uma ameaça à sua ordem estabelecida.

A verdadeira conquista não está ap***s no fato de terem conseguido publicar suas obras, mas na compreensão do contexto opressor em que isso aconteceu. Foram forçadas a se adaptar a um sistema que negava sua identidade como autoras legítimas. Deixaram uma marca indelével, um legado que continua a ressoar com força.

Talvez hoje já não precisemos nos esconder atrás de nomes falsos para escrever, mas a luta não terminou. Persistem pressões sutis, e nem tão sutis assim, sobre como a expressão feminina deve se manifestar, quais temas são considerados aceitáveis e até onde nos é permitido incomodar com a nossa verdade.

Por isso, ao evocarmos as irmãs Brontë, não estamos olhando para o passado com nostalgia romântica. Estamos reconhecendo uma história de limitações e resistências que ainda ecoa no presente e nos obriga a uma reflexão profunda: o quanto realmente avançamos na verdadeira emancipação da voz feminina?

Somos voz de mulher que atravessa os séculos.
Somos GRITO.

05/04/2026

No passado mês de março, derrubamos muros.

Ao encerrar esta temporada da décima sexta edição do Grito de Mulher 2026 (Grito de Mujer), sob o lema Sem Fronteiras, não queremos falar de números nem de eventos, mas dos encontros reais e próximos que aconteceram em cada lugar onde o nosso grito foi ouvido.

Queremos agradecer a cada ser humano que se aproximou para compartilhar sua luz, sua escuta e seu tempo com esta causa que nos une e nos torna melhores habitantes do mundo.

Gratidão a quem colocou o corpo e o coração na organização, a quem abriu portas e espaços, e a quem, com sua presença silenciosa ou palavra acolhedora, nos lembrou que ninguém está sozinho quando decide levantar a voz e lançar o seu GRITO.

Este festival vive graças a essa centelha de humanidade, transformando o medo em arte e o exílio em uma canção compartilhada.

Vimos barreiras caírem. Sentimo-nos próximas, muito próximas, apesar das distâncias, porque a dor e a esperança das mulheres e meninas migrantes encontraram neste festival um lar onde são ouvidas com respeito.
Sigamos caminhando de mãos dadas! Seu apoio é o sopro que nos permite continuar sonhando.

Foi ouvido, forte e claro.

Conheça-nos em www.gritodemujer.com


(Canção: Poema musicado “Cartografía de Pies Descalzos”, de Marcela Barrientos, desde Hurlingham, Argentina)



No dia 30 de março, estivemos em Itapevi, pelo segundo ano consecutivo, na Escola EE Prof. Ignês Amélia Oliveira Machado...
04/04/2026

No dia 30 de março, estivemos em Itapevi, pelo segundo ano consecutivo, na Escola EE Prof. Ignês Amélia Oliveira Machado, que acolheu o Festival Grito de Mulher 2026: Sem Fronteiras.

Neste ano, refletimos sobre um tema urgente: o feminicídio, uma das causas que tem impulsionado a migração de mulheres e meninas.

Junto com a advogada Dra. Simone Henrique e a promotora legal Maria Paula Pelagardi, conversamos com turmas do 7º, 8º ano e ensino médio. Encontramos jovens receptivos, participativos e corajosos, muitos deles compartilhando suas vozes no microfone aberto.

Registramos mensagens de apoio às mulheres vítimas de violência doméstica e homenagens às que já não estão mais entre nós. Palavras escritas em folhas e corações formarão um mural na escola.

Foi especialmente significativo ver o acolhimento dos rapazes, conscientes de seu papel na construção de uma sociedade sem violência.

O manifesto de Jael Uribe foi recebido com aplausos por todas as turmas.

Esses jovens são gigantes. Com eles, construiremos uma nova história.

Agradecimentos ao diretor Eduardo Márcio Beatrici, à querida Antonia Evanilcia Lima (Eva), pela coordenação exemplar, a Lucilene e Eliane pelo apoio, e à equipe que nos recebeu com tanto cuidado.

Nosso reconhecimento também à Secretária de Direitos Humanos de Itapevi, Renata Simões, pelo apoio contínuo, e a todos que tornam essa ação possível.

Coordenação: Soira Celestino 🇧🇷

Gritamos em Itapevi. E fomos muitas vozes juvenis.

03/04/2026

Encerramos a temporada do
Conseguimos!

Gritamos no Brasil! E como gritamos! Termino o Grito de Mulher Sem Fronteiras 2026 com lágrimas nos olhos. Lágrimas de e...
31/03/2026

Gritamos no Brasil! E como gritamos!

Termino o Grito de Mulher Sem Fronteiras 2026 com lágrimas nos olhos. Lágrimas de exaustão, de emoção, de gratidão, de cura.

Este terceiro foi imensamente mágico. Penso que como a pessoa que me inspirou a estar no Festival Grito de Mujer : Julieta Hernandez.

Minha profunda gratidão a todos que participaram. A todos que somaram forças para que mesmo diante das dificuldades e desafios, o Festival acontecesse.

Gratidão aos que seguraram minhas mãos e minhas lágrimas durante todo mês.

Gratidão aos que repetidamente me mostram que não estou sozinha.

Aos amigos que mostraram o amor, amizade e lealdade que atravessam o tempo e as fronteiras.

Aos que me acolheram, me deram espaço, colo, mão e esperança.

Em alguns momentos fomos poucas, em outros, um número maior de pessoas.

Mas alinhados ao mesmo propósito, ao mesmo olhar, ao mesmo legado, ao mesmo Grito.

Gritamos tanto que cansamos mas saímos com a alma repleta de boas emoções, com o senso de dever cumprido.

Mas este foi só o começo.

Em 2027 seremos mais porque é para isso que nascemos. Para somar!

Soira Celestino
Coordinatora Grito de Mulher Brazil 🇧🇷.




31/03/2026

No último dia 28, a ONG Amigos da Esperança esteve presente na celebração da força feminina durante o encontro do Movimento Vozes Mulheres, no Festival Grito de Mujer 2026: Sem Fronteiras, iniciativa que vem unindo vozes e despertando a consciência coletiva em todo o Brasil.

Tivemos a honra de participar deste importante momento ao lado de parte da nossa comunidade atendida, especialmente mulheres e meninas imigrantes haitianas que hoje constroem suas histórias em nosso país.





Congreso Mulher y Negócios: Sem Fronteiras. Festival Grito de Mulher 2026.
31/03/2026

Congreso Mulher y Negócios: Sem Fronteiras. Festival Grito de Mulher 2026.







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Congreso Mulher y Negócios: Sem Fronteiras. Festival Grito de Mulher 2026.
31/03/2026

Congreso Mulher y Negócios: Sem Fronteiras. Festival Grito de Mulher 2026.







O Congreso Mujer Y Negócios Sin Fronteras é um evento coordenado por AMELAC BRASIL, coordenado por Sóira Celestino, que faz parte do calendário de ações do F...

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