09/06/2026
A Associação Grupo Orgulho, Liberdade e Dignidade (GOLD) denunciou ao Ministério Público, à Secretaria de Estado da Segurança Pública, ao Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ e a outros mecanismos de prevenção e combate à violência pelo assassinato de Francisca Chaguiana Dias Viana e Daniele Toneto. Duas mulheres, duas vidas interrompidas de forma brutal e irreparável. Duas famílias que agora convivem com a dor da perda e com a espera por justiça.
Este caso, infelizmente, não pode ser visto como um fato isolado. Diante da gravidade dos fatos, a GOLD acionou os órgãos competentes e encaminhou denúncias.
No dia 21 de maio de 2026, foi realizada uma reunião a pedido do Conselho Nacional LGBT 🏳️🌈 com familiares e representantes do Ministério Público, da Polícia Militar, da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ do Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, do Fórum LGBTI+ da Serra-ES, do Conselho Estadual dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, do SAUHV, da Subsecretaria de Direitos Humanos e da Gerência de Políticas de Diversidade Sexual e Gênero + Fórum Municipal Gabi Monteiro . O encontro reafirmou a necessidade de justiça, transparência e responsabilização.
Hoje, diante das mortes de Francisca e Daniele, a sensação que f**a é de indignação e revolta. É impossível não questionar quantas vidas poderiam ter sido preservadas se houvesse uma resposta mais rápida e efetiva das instituições responsáveis.
Francisca, Daniele e Lara mulheres lésbicas não podem ser reduzidas a números ou estatísticas. Tinham histórias, sonhos, afetos e projetos de vida. A sociedade precisa de respostas. As famílias precisam de justiça.
Em 2022, a GOLD denunciou o assassinato da tr****ti Lara da Costa Santos, conhecida como Lara Croft, no bairro Alto Laje, em Cariacica. Na época, denunciamos a atuação do policial militar Luiz Gustavo Xavier do Vale ao Ministério Público do Espírito Santo, à Secretaria de Estado da Segurança Pública e ao Comando da Polícia Militar, cobrando investigação e responsabilização. Quatro anos depois, o caso de Lara ainda não foi julgado.