Juntes pelo orgulho e respeito por meio da conscientização sobre a diversidade e legitimidade das formas de ser e amar. CARTA DE PRINCÍPIOS
Em 2014, seu décimo ano de existência, o Grupo CORES – Consciência, Orgulho e Respeito no Espírito Santo decidiu esboçar um registro dos ideais que inspiram a sua atuação, e dá-los a público na forma da presente Carta de Princípios e Metas. O Grupo CORES foi
criado em 3 de julho de 2004 por jovens desejosos de intensificar sua atuação pela consciência do valor e dignidade de todas as pessoas em sua diversidade, em especial das pessoas Lésbicas, G**s, Bisse***is, Travestis, Transe***is, Transgêneros, Interse***is, Asse***is e ainda aquelas cuja sexualidade não tem ou não precisa de nome (LGBTIA+), bem como pela construção de respeito entre todas e todos, cidadãs e cidadãos, sejam LGBTIA+ ou não. Hoje o CORES reafirma seu compromisso de fomentar, criar e executar ações, eventos e atividades afirmativas de cunho sociopedagógico, cultural e político que promovam o empoderamento da população LGBTIA+ e o diálogo com toda a sociedade, visando a superação de todas discriminações, não apenas as por orientação sexual e por identidade de gênero, como também por idade, raça, etnia, origem geográfica, condição socioeconômica, nível de escolarização, compleição ou condição corporal ou psíquica, e as que mais houver. O CORES reafirma também que defende a livre expressão da afetividade, sexualidade e identidade em todo o espectro da diversidade humana, abraçando a causa LGBTIA+ por entender que contempla todas as orientações se***is – homossexual, bi*****al, heterossexual, pansexual e assexual – e todas as identidades de gênero – masculinas, femininas, cis e trans, binárias e não-binárias – em suas diversas combinações, inclusive aquelas de que ainda não temos entendimento. O CORES assume assim o compromisso de lutar contra as violências que têm origem nos preconceitos contra as orientações se***is e identidades de gênero não dominantes (homofobia em sentido estrito ou generalizado, lesbofobia, gayfobia, bifobia, transfobia, misoginia e capacitismo, entre outros). O CORES se empenha, portanto, em conscientizar e sensibilizar a todas e a todos sobre a natureza e importância dos direitos humanos, em especial às próprias pessoas LGBTIA+ e àquelas em contato diário com estas, como familiares, profissionais da educação, saúde, segurança pública, assistência social etc., seja no serviço público, seja na sociedade civil, iniciativa privada e na vida cotidiana em geral. Para isso, o CORES busca, entre outros meios, oferecer às pessoas oportunidades de convívio e interação não mediadas por interesses comerciais nem de qualquer tipo de doutrinação (que é o oposto da conscientização). Busca desenvolver formas de decisão consubstanciadas em diálogo e participação, com níveis de responsabilidade correspondentes ao grau de envolvimento e dedicação, seja de modo conjunto ou individual, nas ações que o grupo reconhece como suas. Entre as diferentes leituras do mundo e estratégias de militância, aposta na soma complexa, vendo riqueza e complementaridade na diferença, mais que em quaisquer tentativas de redução a unanimidades. Sem descuidar da denúncia e enfrentamento do que é errado, aposta principalmente na afirmação e reafirmação do que é bom. Dentro de desses parâmetros, objetivamos:
conscientizar a população LGBTIA+ de sua dignidade e importância enquanto seres humanos com direito à plena participação na sociedade geral;
conscientizar a população em geral da dignidade humana da população LGBTIA+ e de seu direito à plena participação;
promover o intercâmbio e solidariedade entre todos os indivíduos e grupos que lutam contra discriminações e preconceitos por orientação sexual e identidade de gênero, e também contra os demais tipos de discriminação;
contribuir, intervindo e participando, na elaboração de políticas públicas afirmativas nos campos da educação, saúde, trabalho e todos os demais;
mobilizar a sociedade civil e pressionar o poder público pela criação e aplicação de leis que se posicionem claramente contra a discriminação e garantam a plena igualdade de direitos e oportunidades e o avanço da qualidade de vida. Afirmamos, enfim, nossa fé na universalidade da dignidade humana, e nosso compromisso com a busca da sua plena realização.