27/03/2024
Colorindo o Mundo com Prosa & Verso – Parte X (19/03/2024)
Saímos às 11 horas rumo à promissora aventura literária. No trajeto de ida, presto muita atenção às palavras de quem conhece tanto sobre a vida com suas experiências e viagens pelo "mundão véio sem portera". Conversamos sobre Fernando Pessoa(s), Miguel de Cervantes Saavedra e José de Sousa Saramago. Como de costume, observo os montes verdejantes, os ruminantes em seu preguiçoso caminhar e mastigar e tudo mais. Sobretudo em momentos de viagem, nunca me canso de apreciar as belezas de Minas Gerais.
Já em Juiz de Fora, mais precisamente na Academia Juiz-forana de Letras, a Ana Maria, a Maria de Lourdes, o Cléber e eu nos apresentamos e expressamos o desejo de entender o funcionamento dessa excelente comunidade literária. É o que ocorre. Cada um dos membros descreve sua função ali, narra as atividades praticadas nos tempos recentes e explica como deve ser a dinâmica de uma academia ativa, vicejante e vivaz.
Sem pretender aqui uma apresentação exaustiva ou completa, compreendi, em termos gerais, o seguinte:
- É preciso fazer reuniões frequentes que se caracterizem não apenas pelas questões burocráticas, mas também pelo efetivo debate e apresentação de conteúdo literário, como resenhas, declamações e palestras;
- É importante que cada membro descubra sua vocação, sua preferencial área de atuação na organização da Academia, e coloque isso em prática;
- É preferível estimular membros internos a atuarem, mesmo que sejam inicialmente tímidos, mas pode haver, eventualmente, a contribuição externa ao núcleo duro do grupo;
- É fundamental que haja um comando central atuante, pulsante, capaz de estimular e concretizar os primeiros itens mencionados e, por fim, mas não menos relevante;
- É essencial que a atuação literária seja inclusiva, expansiva na sociedade, aqui e ali, a fim de fortalecer a Literatura e a Leitura no ambiente social e evidenciar a Academia.
Ouço tudo com curiosidade de aprendiz. Na sequência, ocorrem abraços literários, troca de livros e fotos. Adquiro dois novos itens preciosos a serem acrescentados à estante literária e ao repertório da mente. Planto sementinhas literárias de "Miscelânea em Prosa & Verso", inclusive na impressionante Academia Juiz-forana de Letras. Fazemos duas aldravias coletivas, e escolho a palavra aprendizado.
No caminho de volta, já à noite, continuamos o colóquio literário. Dessa vez, chamam a minha atenção Carlos Drummond de Andrade e Chaya Pinkhasovna Lispector, a Clarice. Na parada no restaurante de estrada, rústico e bonito, abasteço o corpo, adquiro um pouco de queijo curado e de queijo canastra, além de dois mingaus de milho verde. No caso do queijo curado, qual foi a enfermidade da qual ele se curou? Sinceramente, não sei.
Enquanto escrevo estas palavras, perto do momento da virada, apesar do cansaço e do sono, pensando no quanto aprendi em um só dia e noite com figuras tão inteligentes e tão cultas, de Visconde do Rio Brando e de Juiz de Fora, sinto que sou uma embarcação navegando de modo aprazível pelos mares da Literatura.
Agradeço de coração à Maria Elizabeth, à Marisa Pontes, ao Arlindo Tadeu, ao José Renato, à Marisa Timponi, à Luciane, à Flávia, ao Edgard e à Cecy, Presidente da AJL, por nos receberem de modo tão caloroso e amável e por compartilharem conosco um pouco de sua vivência acadêmica e experiência literária. Que emocionante e exitosa aventura pelos mares da Literatura!