Psicanálise&Cultura

Psicanálise&Cultura Instituição psicanalítica fundada em 2004, comprometida com a transmissão da Psicanálise e a formação do psicanalista.

Constitui-se em um espaço para compartilhar e divulgar atividades e laços de trabalho, fundamentados no nó que torna Psicanálise e Cultura indissociáveis, articulando de forma moebiana as duas dimensões da Psicanálise - intensão e extensão - imprescindíveis à formação do psicanalista e à sua transmissão.

20/08/2026

Na quarta (19/08), iniciamos os trabalhos em torno do artigo de Freud Introdução ao narcisismo (1914), texto metapsicológico de grande importância para a clínica psicanalítica.

O artigo trata das relações entre o Eu e os objetos, e dos laços libidinais que se estabelecem no convívio social.

É possível perceber a importância e a atualidade do conceito de narcisismo, que hoje se faz bastante presente em nossa linguagem cotidiana.

A proposta do Quartas com Freud e Lacan é justamente possibilitar uma retomada dos fundamentos da Psicanálise, de modo a torná-la viva na Cultura de nossa época.

A apresentação foi de Scheila Canal com o comentário de Roberto Perobelli.

No dia 02/09 tem mais!

Texto de Rosane Morais

Estamos quase completando 2 anos de trabalhos em cartel em torno do Seminário 9 - A Identificação, de Lacan.Na Lição XV,...
13/08/2026

Estamos quase completando 2 anos de trabalhos em cartel em torno do Seminário 9 - A Identificação, de Lacan.

Na Lição XV, de onde partirão nossas discussões no próximo sábado, Lacan continua articulando a partir da topologia do toro as operações de identificação, particularmente a identificação significante a partir do traço unário.

Aqui, ele fala sobre o toro ser feito para articular o desejo como suposto e subjacente às voltas repetitivas da demanda, essencial para abordarmos as neuroses, sempre atuais. Assim o sujeito segue as suas vias e os seus caminhos sem saber.

Lacan nos diz:
“O sujeito, é destinado à Coisa, mas sua lei, seu destino, é esse caminho que ele só pode descrever através da passagem pelo Outro, enquanto marcado pelo significante. E é no aquém dessa passagem necessariamente para o significante que se constituem como tais o desejo e seu objeto.” (Lacan, 1962, p.231)

Todos os membros e participantes da Psicanálise&Cultura que se sentirem instigados por essas questões, sejam muito bem vindos!!

Na semana passada voltamos com os encontros do Quartas com Freud e Lacan.A articulação clínica em torno do texto As puls...
12/08/2026

Na semana passada voltamos com os encontros do Quartas com Freud e Lacan.

A articulação clínica em torno do texto As pulsões e seus destinos recoloca, mais uma vez, a força do trabalho com Freud quando ele é tomado não como um saber estabelecido, mas como operador de leitura da clínica.

Trazer Freud para as questões que hoje são endereçadas à psicanálise tem se revelado um exercício rigoroso e, ao mesmo tempo, surpreendente. Não porque encontremos respostas prontas, mas porque somos levados a trabalhar — cada um, a partir de seu ponto — aquilo que na clínica insiste e não se resolve pelo saber e nem pelo ensino dos conceitos.

É nesse laço, sustentado pela transferência de trabalho entre psicanalistas comprometidos com a transmissão da descoberta freudiana, que algo da formação pode encontrar suas condições.

E o trabalho continua.
No encontro de hoje (12), uma quarta posição dará continuidade às questões suscitadas pela articulação clínica de hoje, tomando especialmente dois pontos que se destacaram na discussão: o trabalho da transferência e a gramática pulsional.

Retornaremos, assim, à distinção freudiana entre pulsões de autoconservação e pulsões se***is e ao lugar singular que o amor introduz nessa elaboração — particularmente quando Freud é levado a interrogar as relações entre Eu e objeto, amor e ódio.

Mais do que concluir a leitura de um texto, interessa-nos acompanhar as questões que ele faz surgir e que nos obrigam a retornar a Freud.

Talvez seja justamente aí que sua atualidade se faça sentir: Freud permanece vivo não como referência histórica, mas como aquele que ainda nos coloca para trabalhar.

Texto de Simoni Hulle

Perdi meu pai há dois anos, mas ele vive em mim. Permanecem seus gestos, seus trejeitos, algumas semelhanças e, sobretud...
09/08/2026

Perdi meu pai há dois anos, mas ele vive em mim. Permanecem seus gestos, seus trejeitos, algumas semelhanças e, sobretudo, as marcas das palavras ditas, dos ensinamentos transmitidos e da presença que ajudou a forjar quem hoje sou.

Freud, em Uma recordação da infância de Leonardo da Vinci (1910), mostra como as experiências infantis e as figuras parentais deixam marcas profundas na constituição subjetiva. Um pai nem sempre é lembrado pelo que disse, mas pelo lugar que ocupou na história afetiva do filho.

Quantos de vocês, tenham o pai vivo ou não, também se reconhecem nessa experiência?

Na psicanálise, o pai não é apenas quem gera biologicamente. Ele representa uma função: a função paterna. É aquele que introduz o limite, transmite valores, favorece a autonomia e possibilita a entrada da criança no mundo da cultura e da linguagem.

No texto “A dissolução do Complexo de Édipo”(1924), Freud mostrou que é justamente a experiência do limite (da lei), que permite ao sujeito construir sua identidade, desejar, crescer e tornar-se adulto. Lacan amplia essa compreensão ao situar a função paterna não na pessoa do pai, mas no lugar simbólico que torna possível essa passagem.

Neste Dia dos Pais, a homenagem é para todos aqueles que, para além dos laços biológicos, exercem a função paterna: pela presença, pelo cuidado e pela transmissão que deixam marcas para toda a vida.

Texto de Luiz Cláudio Oliveira da Silva

Ao longo dos últimos meses, a Comissão Proposição para uma Escola dedicou-se a recolher a experiência construída pela Ps...
07/08/2026

Ao longo dos últimos meses, a Comissão Proposição para uma Escola dedicou-se a recolher a experiência construída pela Psicanálise&Cultura no decorrer da sua trajetória e a interrogá-la à luz da descoberta freudiana e das contribuições de Jacques Lacan para a formação do analista e a transmissão da psicanálise.

Esse trabalho resultou na elaboração de uma Proposição de funcionamento para uma Escola da Psicanálise&Cultura, na qual são apresentados a estrutura e os dispositivos que, em nosso entendimento, respondem hoje às exigências da formação do psicanalista e da transmissão da psicanálise.

O encontro será presencial para todos os que residem na Grande Vitória, pois entendemos que este é um momento importante de trabalho e conversação para nossa comunidade.

Para os participantes que residem fora da Grande Vitória e que não puderem estar presentes, haverá transmissão on-line, garantindo sua participação nesse momento de elaboração coletiva.
Esperamos por vocês para dar início a mais uma etapa do trabalho da Psicanálise&Cultura.

Data: 01 de agosto (sábado)
Horário: 9h
Local: Sede da Psicanálise&Cultura

06/08/2026

Na Psicanálise&Cultura, as Quartas com Freud e Lacan constituem uma atividade de entrada para aqueles que desejam iniciar um percurso na psicanálise.

No vídeo, os participantes Jussara Passo e Thiago Sousa contam um pouco sobre seus primeiros meses com a gente. Confira!

06/08/2026
Voltamos do recesso com algumas novidades! Confira nossa programação de atividades de agosto 😃
06/08/2026

Voltamos do recesso com algumas novidades! Confira nossa programação de atividades de agosto 😃

Pensar em uma formação que escape dos modelos escolares, por meio de cursos, não é tarefa fácil. Quando se trata da form...
31/07/2026

Pensar em uma formação que escape dos modelos escolares, por meio de cursos, não é tarefa fácil.

Quando se trata da formação do psicanalista, então, a tarefa é ainda mais desafiadora, especialmente porque, se, por um lado, o saber inconsciente consiste em “um saber que não se sabe”, por outro, os postulados psicanalíticos só atravessaram o tempo desde Freud porque algumas pessoas se ocuparam de fazê-los ecoar não sem sofrer os impasses da cultura.

Nesse sentido, a Psicanálise&Cultura, desde o início de 2026, vem se dedicando a implementar um dispositivo de formação que valoriza o trabalho com os pares, a partir do ponto em que cada um se encontra em sua formação e favorecendo um rodízio de posições em que, sempre a partir de um dos textos metapsicológicos do Freud, alguém apresenta um texto, outra pessoa comenta essa apresentação a partir do que escutou e, em uma terceira posição, alguém faz uma articulação com os ecos da clínica.

Trata-se de uma tentativa de retomar as bases freudianas que sempre empreendia uma aposta de trabalho, recolhia os efeitos disso e depois revisitava suas próprias teorias.

No caso do Quartas com Freud e Lacan, a ocupação desses lugares é sempre acompanhada por uma audiência atenta que, através de comentários, questionamentos e observações, dão um retorno de como as apresentações, comentários e articulações clínicas lhes chegam.

Neste segundo semestre, os textos “Introdução ao Narcisismo”, “Luto e Melancolia”, “Além do Princípio do Prazer”, entre outros serão os eixos do trabalho a ser realizado neste dispositivo.

Endereço

Avenida Champagnat, 501, Ed. Mariner Center, Sala 605
Vila Velha, ES
29101-390

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