23/09/2026
No próximo sábado, 26 de setembro, daremos continuidade ao trabalho da Comissão de Proposição para uma Escola, retomando a apresentação e discussão da Proposta dos Lugares de Transmissão e do Regimento Interno.
Uma Escola não pode garantir que alguém seja analista. Pode, entretanto, sustentar dispositivos nos quais aquilo que uma análise produz encontre condições de ser interrogado, colocado em trabalho e transmitido.
Cartel, publicação, dispositivos clínicos, Quartas com Freud e Lacan, Passe e os diferentes lugares de trabalho não completam uma formação: mantêm aberta a questão da formação e da responsabilidade de cada um por aquilo que sustenta em nome da psicanálise.
Por isso, discutir o Regimento não é uma tarefa meramente administrativa. As formas que damos aos nossos lugares de trabalho dizem da concepção de formação que estamos dispostos a sustentar. É essa concepção ou política de formação que deve regular nossos laços e constituir a ética que nos orienta.
Se uma Escola se orienta pela descoberta freudiana e pelas consequências que Lacan dela extraiu, seu Regimento deverá ser capaz de acolher uma tensão fundamental: instituir lugares sem institucionalizar o desejo; oferecer referências sem transformá-las em critérios de conformidade; sustentar garantias sem fazer delas garantia do ser analista.
É esse trabalho que desejamos continuar.
➡️Atividade híbrida
Comissão de Proposição para uma Escola
Simoni do C. M Hulle
Roberto Perobelli
Lara de Moysés Moura
Angela Cassol