Psicanálise&Cultura

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Psicanálise&Cultura Instituição psicanalítica fundada em 2004, comprometida com a transmissão da Psicanálise e a formação do psicanalista.

Constitui-se em um espaço para compartilhar e divulgar atividades e laços de trabalho, fundamentados no nó que torna Psicanálise e Cultura indissociáveis, articulando de forma moebiana as duas dimensões da Psicanálise - intensão e extensão - imprescindíveis à formação do psicanalista e à sua transmissão.

No próximo sábado, 26 de setembro, daremos continuidade ao trabalho da Comissão de Proposição para uma Escola, retomando...
23/09/2026

No próximo sábado, 26 de setembro, daremos continuidade ao trabalho da Comissão de Proposição para uma Escola, retomando a apresentação e discussão da Proposta dos Lugares de Transmissão e do Regimento Interno.

Uma Escola não pode garantir que alguém seja analista. Pode, entretanto, sustentar dispositivos nos quais aquilo que uma análise produz encontre condições de ser interrogado, colocado em trabalho e transmitido.

Cartel, publicação, dispositivos clínicos, Quartas com Freud e Lacan, Passe e os diferentes lugares de trabalho não completam uma formação: mantêm aberta a questão da formação e da responsabilidade de cada um por aquilo que sustenta em nome da psicanálise.

Por isso, discutir o Regimento não é uma tarefa meramente administrativa. As formas que damos aos nossos lugares de trabalho dizem da concepção de formação que estamos dispostos a sustentar. É essa concepção ou política de formação que deve regular nossos laços e constituir a ética que nos orienta.

Se uma Escola se orienta pela descoberta freudiana e pelas consequências que Lacan dela extraiu, seu Regimento deverá ser capaz de acolher uma tensão fundamental: instituir lugares sem institucionalizar o desejo; oferecer referências sem transformá-las em critérios de conformidade; sustentar garantias sem fazer delas garantia do ser analista.

É esse trabalho que desejamos continuar.

➡️Atividade híbrida
Comissão de Proposição para uma Escola
Simoni do C. M Hulle
Roberto Perobelli
Lara de Moysés Moura
Angela Cassol

No próximo sábado, 19/09, estaremos reunidos para mais um Conversas de Cartel.Contaremos com a presença de Renata Conde ...
17/09/2026

No próximo sábado, 19/09, estaremos reunidos para mais um Conversas de Cartel.

Contaremos com a presença de Renata Conde Vescovi, psicanalista e professora convidada da FDV — Faculdade de Direito de Vitória, que fará as articulações em torno dos trabalhos apresentados pelo Cartel O Objeto da Psicanálise.

Desde a abertura do Seminário 13 — O objeto da psicanálise, Lacan indica que, nesse momento de seu ensinamento, o retorno a Freud passará, mais especificamente, por um de seus últimos textos: “A cisão do Eu no processo de defesa”.

Em que esse retorno interessa aos analistas?

Lacan articula o objeto a à Spaltung, à divisão constitutiva do sujeito. Interroga o sujeito analisável em sua relação com o real e com os objetos da demanda e avança em direção à questão do final de análise, fazendo incidir sobre ela o objeto a e a transferência.

Como, então, articular a divisão do sujeito, o desejo e o objeto a como causa?

É com essa questão que convidamos Membros e Participantes a se juntarem a nós para seguirmos, com Lacan, os ponteiros da bússola em direção ao objeto da psicanálise.

Andrezza M. Fraga
Gabriel Pirovani
Simoni C. M. Hulle
Vanda Ferreira.

Nas Quartas com Freud e Lacan, percorrendo os textos metapsicológicos de Freud — O Inconsciente, A Repressão, Suplemento...
16/09/2026

Nas Quartas com Freud e Lacan, percorrendo os textos metapsicológicos de Freud — O Inconsciente, A Repressão, Suplemento Metapsicológico à Teoria dos Sonhos, As Pulsões e seus Destinos, À Guisa de Introdução ao Narcisismo — tentamos apreender, a partir da própria clínica que os provoca, o ponto em que cada texto interroga o que Freud já havia estabelecido.

Hoje, 16/09, chegamos a um dos mais decisivos: Luto e Melancolia. Freud se depara com um enigma: diante da mesma perda, por que alguns fazem o trabalho do luto e outros adoecem de si mesmos — se acusam, se esvaziam, se tratam como dejeto, sem sequer a vergonha que se esperaria de quem fala assim de si?

Para responder, Freud precisa amarrar tópica, economia e dinâmica num só nó: uma parte do eu passa a tratar a outra como objeto — “a sombra do objeto caiu sobre o eu”. É desse nó, ainda hoje, que os leitores de Lacan extraem o germe de um dos conceitos mais decisivos da psicanálise: o objeto a.

Vem pensar com a gente essa letra freudiana que não parou de interrogar — de Freud a Lacan, da clínica de 1917 à clínica de hoje.

Luto e Melancolia — Freud, 1917
Apresentação: Simoni do C. M. Hulle
Comentário: Marcela Serrat
Articulação teórico/clínica: Andrezza Fraga

09/09/2026

No Quartas com Freud e Lacan de hoje, dia 09 de setembro, faremos uma articulação clínica abordando um dos temas tratados durante a apresentação do texto freudiano “À guisa de introdução ao narcisismo” (1914).

Freud termina a primeira parte de seu artigo apresentando uma série de reflexões sobre as relações entre o narcisismo primário e a parcela de renúncia pulsional exigida no processo de subjetivação.

Partindo de um comentário de Lacan acerca da constituição subjetiva na atualidade, destacado do Seminário XXI, será levada à discussão a pergunta sobre o que pode funcionar, na atualidade, como função paterna.

Esse debate tem uma importância fundamental se consideramos a estrutura real, simbólica e imaginária da condição e da experiência humanas.

Quais desafios estão hoje colocados para a Psicanálise quanto: à direção do tratamento, às intervenções do analista, ao tema da transferência e à ética da psicanálise, considerando a subjetividade do nosso tempo?

Até lá!

No último sábado, foi dia de compartilhar os caminhos percorridos ao longo do nosso Cartel do Amor. ❤️Partindo dos texto...
03/09/2026

No último sábado, foi dia de compartilhar os caminhos percorridos ao longo do nosso Cartel do Amor. ❤️

Partindo dos textos reunidos em Amor, feminilidade e sexualidade, de Freud, cada uma de nós foi puxando um fio — e deixando-se atravessar por ele.

Falamos da relação entre mãe e filha, dos caminhos do tornar-se mulher, do amor e de seus destinos, dos nós e dos laços que vamos tecendo ao longo da vida. Falamos também da “trabalheira” da separação, da violência que pode se imbricar nas relações amorosas e das possibilidades de construir outros modos de se relacionar.

Foram trabalhos diferentes, atravessados pelas questões de cada uma, que encontraram muitos pontos de costura quando colocados em conversa.

E talvez tenha sido justamente isso que tornou esse encontro tão bonito: perceber quantos caminhos podem se abrir quando nos dispomos a percorrer uma obra juntas — cada uma puxando seu fio, fazendo e desfazendo seus nós, construindo seus próprios laços. 🪢❤️

Um sábado de muita troca, psicanálise e trabalheira — porque, como aprendemos por aqui, separar, elaborar e construir novos laços dá trabalho mesmo. ✨

Texto escrito por: Mayara Cavalheri

Confira a programação de setembro da Psicanálise&Cultura.
31/08/2026

Confira a programação de setembro da Psicanálise&Cultura.

Convidamos os Membros e Participantes da Psicanálise & Cultura para a atividade Conversas de Cartel.O Cartel do Amor apr...
27/08/2026

Convidamos os Membros e Participantes da Psicanálise & Cultura para a atividade Conversas de Cartel.

O Cartel do Amor apresentará seus produtos e contaremos com o convidado externo, Lucas Fraga Gomes, que contribuirá com as articulações em torno da temática do amor, mulher e feminilidade.

Em todos os textos reunidos no volume, Amor, Sexualidade, Feminilidade, Freud nos dá pistas sobre o trabalho de transferência em torno dos acontecimentos que nos chegaram em 2025, período em que estávamos trabalhando os textos da Trilogia do Amor – Sobre um tipo particular de escolha de objeto nos homens (1910); Sobre a mais geral degradação do objeto amoroso (1912); O tabu da Virgindade (1918).

Sobre quais acontecimentos estamos nos referindo?

Desde sua formação, o Cartel do Amor foi constituído somente por mulheres! Cinco mulheres que foram inundadas com as notícias de violência contra meninas, adolescentes, mulheres e idosas. Durante aquele tempo acompanhamos a repercussão na sociedade sobre as notícias de tentativas de feminicídios, sobre os relacionamentos amorosos que tiveram seu fim marcado pela violência contra a mulher, e os casos de violência sexual contra meninas e adolescentes.

Freud deu ouvidos às mulheres da sua época, escutando os sintomas decorrentes das metas passivas que sofriam influência das normas sociais. Nos textos trabalhados no Cartel do Amor acompanhamos a atualidade do pensamento freudiano, pois a descoberta do inconsciente, das pulsões e o recalque estão longe de estarem ultrapassadas.

Ao escrevermos os trabalhos que finalizam essa travessia, fazemos coro junto à Freud e perguntamos: O que quer a mulher? Ou ainda, que caminhos são percorridos para se constituir uma mulher?

E nós, analistas, de que modo estamos escutando sobre o amor, a mulher e a violência de gênero na atualidade?

Esperamos vocês e até breve!

Texto: Andrezza M. Fraga
Local - Sede Psicanálise & Cultura
29/08/2026 – 9h
Atividade presencial e on-line

Antes de amar o outro, o que em nós já estava investido de amor?Quando ouvimos a palavra narcisismo, é fácil pensar em v...
26/08/2026

Antes de amar o outro, o que em nós já estava investido de amor?

Quando ouvimos a palavra narcisismo, é fácil pensar em vaidade ou excesso de amor-próprio. Freud, porém, segue outro caminho e amplia a questão.

Em *Introdução ao narcisismo* (1914), ele retira o narcisismo dessa caricatura e o apresenta como uma dimensão fundamental da constituição psíquica. O próprio Eu recebe investimento libidinal, mas essa libido também pode se deslocar em direção aos objetos externos.

O que leva a psique a ultrapassar as fronteiras do narcisismo e investir a libido em objetos externos? É nesse contexto que Freud escreve: “afinal é preciso começar a amar, para não adoecer”.

Essa frase não deve ser tomada apenas em sentido romântico. Freud está dizendo que, para não adoecer, é preciso que a libido possa ir além do próprio Eu. Amar, aqui, é poder dirigir o investimento libidinal para aquilo que está no mundo.

Ao acompanhar esse movimento, Freud fala de narcisismo primário e secundário e das escolhas amorosas. Passa também por conceitos como o Eu-ideal, o ideal-de-Eu e a consciência moral, abrindo questões que seguirão vivas na psicanálise.

Assim, falar de narcisismo é falar da relação com a própria imagem, mas também do amor, dos ideais, do sofrimento e dos modos como cada um se situa diante do Outro.

Uma das coisas mais interessantes no ensaio é perceber Freud pensando enquanto escreve. Ele formula ideias, retoma questões e muda de direção quando a clínica pede. Algumas respostas aparecem — outras permanecem abertas. Talvez seja justamente isso que mantenha o texto tão vivo.

No Projeto Quartas com Freud e Lacan,esse percurso é apresentado acompanhando a lógica do texto, seus conceitos e suas tensões, sem perder de vista as questões que ainda alcançam a clínica e o nosso tempo.

Apresentadora: Scheila Canal
Comentador: Roberto Perobelli
Articulação clínica: Vanda Ferreira - Psicanalista

25/08/2026

Sabemos que Freud era um grande leitor e que ele sempre recorria à literatura para fazer avançar a clínica.

Nesta visada, como leitores de Freud, propõe-se percorrer as obras que ele lia, começando pelo Édipo Rei, de Sófocles e outras duas peças que compõem A trilogia tebana: Édipo em Colono e Antígona.

O mito de Édipo e os de seus descendentes eram os preferidos dos tragediógrafos gregos. Édipo Rei é a peça mais conhecida, representada pela primeira vez em 430 a. C.; gira em torno do castigo divino- a peste que assolou a cidade de Tebas- em consequência do assassinato do pai cometido por Édipo “sem saber”.

O horror causado pela revelação da verdade no decorrer da narrativa e o consequente sentimento de culpa dão a tônica da história, utilizada por Freud para criar um conceito fundamental para a psicanálise: o complexo de Édipo. O “ele não sabia” constitui um nó estrutural à subjetividade humana e não é à toa que a tragédia ainda hoje é encenada e comentada, caracterizando o caráter atemporal do inconsciente.

Longe de querer interpretar a obra ou fazer uma análise psicológica das personagens, pretende-se neste percurso apreender como a literatura pode contribuir com a psicanálise, partindo do entendimento, como pensava Freud, de que o escritor tem uma proximidade com o inconsciente, maior do que poderíamos imaginar.

Endereço

Avenida Champagnat, 501, Ed. Mariner Center, Sala 605
Vila Velha, ES
29101-390

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