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18/07/2026
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Chup cabra e Morta de fome

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11/07/2026

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15/05/2026

Néia Nantes

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04/05/2026

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19/04/2026

OS USA LIQUIDARAM COM A ECONOMIA JAPONESA

AGORA QUEREM FAZER O MESMO COM A CHINA

Em 1985, os USA liquidaram com a economia japonesa. A mesma estratégia pode estar sendo aplicada à China agora.

Muitas perguntas estão chegando. Por que a China está em silêncio? Seus aliados estão sob pressão. Linhas de energia estão sendo cortadas. Tarifas alfandegárias estão aumentando.

Por que ela não está fazendo nada? A resposta está escondida em 1985. Mas, antes, é preciso entender o que aconteceu naquela época.

No início dos anos 1980, o Japão parecia imparável. A Toyota estava destruindo a indústria automotiva americana. Sony, Canon, Panasonic haviam tomado o mercado de eletrônicos. Sete dos dez maiores bancos do mundo eram japoneses. O déficit comercial dos USA havia atingido 150 bilhões de dólares.

O Congresso estava furioso. Senadores diziam: "Vamos impor uma tarifa alfandegária de 50% ao Japão". A equipe de Reagan não queria uma solução temporária. Não queriam apenas desacelerar o Japão, queriam pará-lo. Permanentemente.

Eles fizeram um plano. Em 22 de setembro de 1985, em Nova York, cinco países sentaram-se à mesa. USA, Japão, Alemanha, França, Inglaterra.

Deixaram o Japão com uma única opção.

"Ou aceite a valorização da moeda ou o Congresso impõe uma tarifa de 50%. Escolha."

O Japão era aliado, aceitou.

Em 24 meses, o iene japonês valorizou 100%. Os produtos japoneses de repente ficaram duas vezes mais caros. Toyota, Sony, Honda começaram a ter prejuízos. As exportações caíram. O desemprego aumentou.

O Banco Central do Japão entrou em pânico. As exportações acabaram, a economia estava encolhendo. Eles tinham duas opções. Ou baixariam as taxas de juros ou assistiriam ao colapso da economia.

Eles baixaram as taxas de forma agressiva. 1985: 5%. 1990: 2,5%. 1995: 0,5%. 2000: 0,1%. 2016: -0,1%. Juros negativos.

A economia cresceu? Não.

Com juros baixos, trilhões de ienes foram impressos. Mas o dinheiro impresso não foi para a produção. Foi para bolhas de ativos.

O valor do terreno em Tóquio ficou mais caro que toda a Califórnia. A bolsa japonesa subiu de 10.000 para 38.900 em 4 anos. Em 1990, a bolha estourou. A bolsa caiu 82%. De 38.900 para 7.000. Um colapso que durou 13 anos.

Mas a verdadeira destruição veio depois. Os preços começaram a cair. 1991: 3% de inflação. 1995: 0%. 1999: -1% de deflação. 2009: -2% de deflação profunda.

Por que a deflação é tão destrutiva?

Pense assim. Há um produto que você quer comprar hoje. Mas os preços caem todo mês. Você diz: "Vou esperar, no próximo mês vai ficar mais barato". No próximo mês, cai. Você diz: "Vou esperar um pouco mais, vai ficar ainda mais barato".

Todo mundo faz o mesmo. Ninguém compra. As empresas não vendem. Não lucram. Demissões começam. O desemprego aumenta. As pessoas gastam menos.

Os preços caem ainda mais. Um ciclo vicioso. Durou 20 anos. E o pior chegou.

O carry trade. No Japão, a taxa de juros era de 0,1%. Nos USA, 5%. O que o mundo fez?

Pegaram ienes emprestados no Japão. Quase de graça. Converteram em dólares. Investiram em títulos americanos. Receberam 5% de retorno. No final do ano, pagaram a dívida. A diferença era lucro.

Todos os grandes fundos do mundo fizeram isso. O dinheiro do Japão foi usado de graça pelo mundo por 30 anos. O capital vazou continuamente para fora. Passaram-se 40 anos.

O Japão ainda não se recuperou.

Agora, pare e olhe para o presente.

A China está prestes a ultrapassar a América. Está três vezes à frente na produção de energia. Duas vezes à frente na manufatura.

A estimativa dos analistas é que, se continuar assim, a China será a maior economia do mundo em dez anos.

A América tem que pará-la. Pode forçá-la a sentar à mesa e impor um acordo como em 1985? Não.

Porque o Japão era aliado. A China não é. Então, o que está fazendo?

Primeiro, aplica tarifas alfandegárias. Segundo, corta as linhas de energia. A Venezuela vendia 800 mil barris de petróleo por dia para a China. Maduro foi capturado. A linha foi cortada. O Irã vendia 1,5 milhão de barris por dia. A guerra começou.

A crise de Ormuz continua. A Rússia está sob pressão com sanções. A China importa 73% do petróleo que consome. Suas fontes de energia estão sendo pressionadas uma por uma.

O ponto de conexão crítico do Projeto Cinturão e Rota, o Irã, está sendo bombardeado. Seus aliados estão sendo enfraquecidos. As rotas comerciais estão sendo perturbadas.

O que foi feito ao Japão em 1985 com um único golpe está sendo aplicado à China em quatro frentes. E enquanto tudo isso acontece, o que a China está fazendo?

Pense assim. Você vai fazer um investimento. À sua frente, há dois ativos. O primeiro tem preço muito alto. Perto do pico. Potencial de crescimento limitado. O segundo tem preço muito baixo. Potencial de crescimento enorme.

Países são assim. Todo país tem um ponto de saturação. Depois do período de crescimento, vem a desaceleração.

USA, Europa. Economias que atingiram o ponto de saturação. Crescimento lento. Dívidas altas. População envelhecendo.

E onde está o lugar com preço baixo, mas potencial enorme? África.

Estima-se que sua população chegue a 2,5 bilhões em 2050. O continente mais jovem do mundo. Rico em matérias-primas. A China viu isso.

Enquanto os USA gastavam 4 trilhões de dólares no Iraque e no Afeganistão, a China investiu em infraestrutura em 49 países africanos.

Construiu ferrovias. Ergueu barragens. Abriu portos. Teceu uma rede de telecomunicações.

Mas não é só a África. O yuan está se espalhando. Em Ormuz, o Irã cobra taxas de passagem em yuan.

Os BRICS estão se expandindo. Sistemas de pagamento alternativos estão sendo criados. As compras de ouro continuam.

A cada guerra que os USA iniciam, perdem um aliado. A cada aliado perdido, ele bate à porta da China.

Em 1985, o Japão era aliado, aceitou. Perdeu 40 anos. Em 2026, a China não é aliada. Está aguentando.

Os USA podem eliminar um rival diferente com a mesma estratégia? A resposta para essa pergunta definirá o período que está por vir.

…………..

Artigo de Nusret Köseoğlu, analista econômico e geopolítico da Turquia.

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02/04/2026

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03/03/2026

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