02/06/2026
❌ Ensino Médio: sem garantia de permanência, Minas deixa para trás mais de 50 mil jovens
Para que Minas Gerais alcance a universalização proposta no Plano Estadual de Educação para a população de 15 a 17 anos de idade, é necessário incluir no atendimento escolar cerca de 53,3 mil jovens
A universalização do atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevação da taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85% até 2027 é uma das metas do Plano Estadual de Educação (P*E) que o governo mineiro não deu conta de cumprir. A conclusão é do monitoramento do cumprimento das metas do P*E, feita pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG), a partir da apresentação da Secretaria de Estado da Educação, durante audiência da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa.
Para que Minas Gerais alcance a universalização proposta para a população de 15 a 17 anos de idade, é necessário incluir no atendimento escolar cerca de 53,3 mil jovens.
Em 2019, antes da pandemia, a taxa de cobertura medida pelos indicadores do P*E alcançou 92,6%. Em 2024, esse índice chegou a 93,7%. Apesar do pequeno avanço percentual, o estado ainda falha em garantir o acesso total, mantendo uma parcela significativa da juventude excluída do direito à educação.
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
Outra Meta longe de ser cumprida é a que prevê a oferta de, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) das matrículas de EJA – Educação de Jovens e Adultos – nos ensinos fundamental e médio, na forma integrada à educação profissional.
Em 2024, apenas 0,5% das matrículas da EJA estavam integradas à educação profissional, evidenciando um déficit de cerca de 24,5 pontos percentuais e o não cumprimento absoluto da meta.
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