28/04/2026
O Rum Black nasce do amor, do respeito e do compromisso com a valorização, o fortalecimento e a visibilidade da cultura negra — e, hoje, seguimos de mãos dadas com a cultura indígena, reconhecendo nossas raízes, saberes e ancestrais.
Por isso, atualmente, nossas atividades artísticas e culturais são realizadas prioritariamente com pessoas afro-indígenas. Essa é uma escolha de justiça cultural e, acima de tudo, de coerência com a nossa missão e com a nossa história.
Nos últimos dias, acompanhamos situações que reacendem um debate importante: eventos que se apresentam como espaços de cultura negra, mas que, na prática, contam com pouquíssimos artistas negros em sua programação. Isso nos faz refletir sobre um desafio que ainda persiste no campo cultural — o da representatividade real, que vai além do discurso e precisa se materializar nos palcos, nas oportunidades e nos recursos.
A cultura nossa cultura não pode ser apenas tema, estética ou nome de festival. Ela precisa ser vivida, sentida e protagonizada por quem a constrói, protege e mantém viva todos os dias, nas comunidades, nos territórios e nas tradições.
No Rum Black, acreditamos que promover oportunidades para nossos artistas afro-indígenas é uma forma concreta de enfrentar desigualdades históricas e abrir caminhos para que mais pessoas tenham acesso aos palcos, aos editais, ao reconhecimento e à dignidade do seu fazer cultural. É também uma forma de fortalecer nossa identidade, nossa economia e o futuro das nossas comunidades.
Seguimos abertos ao diálogo, às parcerias e à construção coletiva. Mas afirmamos, com responsabilidade e consciência: enquanto ainda houver desigualdade de acesso e invisibilização, priorizar pessoas pretas e indígenas continuará sendo uma escolha necessária, educativa e transformadora.
Representatividade não é detalhe.
É base. É raiz. É fundamento. ✊🏿🪶
Rum Black — cultura, identidade e protagonismo.