18/08/2026
🇮🇱 BEN GVIR NÃO DISSE QUE QUERIA MATAR 30 a 40 PESSOAS POR NOITE EM GAZA!
O que Ben Gvir disse é o seguinte, após estarem falando sobre os terroristas palestinos do Hamas que sequestraram e mantiveram Rom Brasvlaski no cativeiro, sob tortura física e sexual por mais de dois anos: " Eu discordei do Primeiro-Ministro, acho que precisamos realizar ataques e focar em Gaza todas as noites. Abater 30, 40, não apenas aqueles que te ameaçam. " Ben Gvir falava ESPECIFICAMENTE de terroristas do Hamas , que, na narrativa da esquerda, "não existem", sendo todos "pessoas", "civis", talvez "nossas pessoas". O Hamas em armas é defendido nas manifestações de rua quando pretende eliminar os judeus do Rio ao Mar, mas em suas atrocidades, para realizar seu objetivo confesso, é tratado como "pessoas".
A fala foi durante o podcast de Rom, à esquerda na foto divulgada pelos terroristas do Hamas quando ele ainda estava nas masmorras de Gaza.
O que foi publicado no Brasil de forma estapafúrdia, é: ‘Itamar Ben-Gvir, defendeu, durante um podcast, que Israel deveria realizar “assassinatos direcionados” de “30 a 40 pessoas por noite” na Faixa de Gaza.’ Simplesmente pegaram duas palavras de uma parte do podcast de mais de 45 minutos, juntaram com com dois números, duas palavras, criando uma fala que não foi dita. Isso é um absurdo e não condiz com qualquer princípio jornalístico.
Os jovens até 18 anos, a idade da maioridade na Faixa de Gaza, em armas, quando atacam não existem e, quando morrem, são "crianças". Oficialmente, o Hamas afirma que só recruta com 18 anos completos, mas ontem mesmo publicamos o filme produzido por eles, sobre o mártir de 15 anos colocando minas e disparando RPG contra um tanque Merkava (cujo sistema de proteção ativa Trophy impediu o impacto). Diz que recruta aos 18 e recruta aos 15...
Também ontem publicamos sobre a reação completamente equivocada em relação a uma postagem falsa originada na Índia, definindo que o Irã iria "continuar" o projeto para a bomba atômica, citando um general da IRGC que não falou o que foi publicado.
Hoje, temos o desprazer de ver setores judaicos SIMILARMENTE PAUTADOS pelos canais da Guerra Híbrida Jihadista islâmica, que ADULTERARAM A FALA e colocaram entre aspas, como citação, algo que não foi dito. Este tipo de reação equivocada não pode acontecer nos setores da mídia judaica.
Antigamente, quando a mídia era produzida por jornalistas, havia um critério de "classificação de credibilidade de fontes" e "checagem de informação". Hoje, qualquer um produz mídia, sem critério algum a não ser o campeonato de likes e views, e algo tão simples como verificar a fala original do Ben Gvir é simplesmente deixado de lado. Pessoas muito inteligentes agindo de forma muito inconsequente. Aliás, inconsequente não! Com muitas consequências, LEGITIMANDO a fala errada e dando munição aos antissemitas. Hoje, qualquer um pode checar informação.
Existe um setor judaico que aplaude ex-reféns quando afirmam que não querem se vingar dos terroristas do Hamas que os estupraram e torturaram, imaginando que serão “pessoas melhores que eles”, enquanto execram ex-reféns como Rom que pediu ao ministro para ser carrasco de terroristas palestinos.
Israel tem todo o direito, reconhecido internacionalmente (menos por seus inimigos, é óbvio), de proteger sua população e remover a ameaça armada dos terroristas palestinos do Hamas da Faixa de Gaza e dos terroristas libaneses xiitas do Hezbollah no sul do Líbano.
Por José Roitberg - jornalista e pesquisador