O curso de fotografia documental coletiva desenvolvido pela Incubadora de Empreendimentos Econômicos Solidários do Campus Avançado de Umuarama (IEES/CAU/UEM) - com incentivo do Cnpq -, propõe atividades educacionais relacionadas à elaboração de ensaios fotográficos autorais em grupo, na ONG Vida e Solidariedade. A idéia possibilita à democratização da linguagem fotográfica aos beneficiados pela in
stituição, incentivando fotógrafos populares a produzirem imagens sobre ações cotidianas relacionadas ao bairro. A construção artesanal de uma imagem depende fundamentalmente da subjetividade do observador. Todo roteiro imagético, desde a criação do tema até a representação da realidade em si, traz consigo valores artísticos e culturais do fotógrafo. A mistura do momento presente mesclado com o imaginário intuitivo dos moradores resultará num documento histórico de vital importância para a Associação. “A figura do fotógrafo documentarista social não está fadada ao desaparecimento. Pelo contrário: tende a se fortalecer com a descoberta de universos micros. A atividade sofre alterações de acordo com as necessidades do momento, quando sistemas de produção alternativos se configuram em projetos sociais para elaboração de documentos coletivos de afirmação visual, nos quais os sujeitos moradores das comunidades são colocados como narradores de suas próprias histórias, promovendo conhecimento dessas comunidades” (Débora Borges)
Pensar a fotografia como uma finalidade intelectual favorece a autoestima e também a liberdade de expressão dos fotógrafos participantes, pois o documento histórico também é uma obra artística. A foto não é apenas uma representação do que foi, mas sim o próprio fato recriado. O ato fotográfico já traz consigo os autores da posteridade, sendo assim são inseparáveis, em uma imagem bidimensional finalidades documentais e artísticas.