Com o objetivo de investigar e apurar a utilização da Internet para a prática de crimes de ‘pedofilia’, bem como a relação desses crimes com o crime organizado, foi criada a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pedofilia, com base no Requerimento nº 200, de 4 de março de 2008, de autoria do Senador Magno Malta e outros Senhores Senadores, composta de sete titulares e cinco suplentes, nos ter
mos do § 4º do art. 145 do Regimento Interno do Senado Federal. Para colocar a CPI em funcionamento, o ponto de partida foi a Operação Carrossel, deflagrada pela Polícia Federal, em dezembro 2007. Foi a maior operação policial contra pedofilia realizada no Brasil e incluiu a investigação de suspeitos de 78 países. Três suspeitos foram presos em flagrante, dois em São Paulo e um no Ceará. A PF rastreou cerca de 3,8 mil acessos de computadores à Internet em conexões para a troca de material pornográfico. A partir dos resultados da operação referida, apareceram imagens e informações que, com certeza, chocaram a sociedade brasileira, mas que, concomitantemente, contribuíram para despertar a maior atenção dos órgãos governamentais para que seja aprimorada a legislação pertinente, e também meios para educar e prevenir a sociedade sobre essa sórdida prática que é a pedofilia. Dentro da CPI da Pedofilia, surgiu o movimento “ Todos Contra Pedofilia”, liderado pelo Promotor Carlos José e Silva Fortes, Promotor do Estado de Minas Gerais desde 1991, membro do Grupo de Apoio Técnico da CPI da Pedofilia desde abril de 2008. Contudo, nasceu então a FUNDAÇÃO CARROSSEL ( nome dado em homenagem a Operação Carrossel da PF em 2007), em 2008 regida pela Presidente Danusa Biasi e a Vice-presidente Ivone Rodrigues, e acompanhamos o trabalho do Promotor e abraçando o movimento “Todos Contra a Pedofilia”, através de palestras, passeatas, seminários e denúncias, que recebemos através da página do DIGA NÃO À PEDOFILIA ( https://www.facebook.com/DigaNaoAPedofilia/?ref=bookmarks ), criada em 2012 e que hoje conta com 16 mil seguidores.