28/06/2026
Nota de Falecimento e Homenagem: A Última Viagem do Profeta
O motoclubismo está em luto. Partiu hoje para a grande estrada do infinito o lendário Profeta, um dos pioneiros do motociclismo e orgulhoso integrante do Cruz de Ferro Motoclube.
O Começo de Tudo: O Asfalto da Penha
Ele foi um dos pioneiros que ajudaram a transformar o lendário Mercadão da Penha, na Zona Leste de São Paulo, no maior ponto de encontro de motociclistas na década de 1970.
Naquele pedaço de asfalto, entre o ronco dos motores de duas tempos como as Yamaha RD 50 e DT, e o som imponente das Honda CB 400 e da icônica CB 750 "Sete Galo", nasceu a base do motoclubismo no estado de São Paulo. Foi dali que brotaram os gigantes das estradas, e Profeta estava lá, ajudando a pavimentar esse caminho.
A Escolha pela Irmandade
Mesmo sendo uma figura conhecida, Profeta ouviu o seu coração em um evento na Praia Vermelha, em Ubatuba. Foi ali que ele escolheu a sua casa. Ele sempre fazia questão de dizer que escolheu o Cruz de Ferro — a quem chamava carinhosamente de Família Cruz de Ferro — porque enxergou algo raro: a humildade genuína e o forte senso de irmandade de seus integrantes.
Humildade e Legado Inestimável
Profeta foi o responsável pela aproximação do motoclube nos 50 anos da Esquadrilha da Fumaça, em Pirassununga-SP.
Apesar de sua importância e antiguidade, sua postura sempre foi a da mais pura modéstia:
• Nunca quis cargos de diretoria.
• Nunca exigiu privilégios por sua história.
• Sempre esteve à disposição do seu motoclube, servindo como um soldado da estrada.
Ele defendia com unhas e dentes a tríade sagrada do motociclismo: Liberdade, Igualdade e Respeito.
O respeito que os integrantes têm por ele vai além do colete; é o respeito pelo homem, pelo motociclista exemplar e pelo irmão de escudo.
A Estrada Segue no Coração
O Cruz de Ferro sentirá uma falta imensa de sua presença física, de suas histórias ricas, e de suas locuções sempre inflamadas e apaixonadas pelas motos, pelos irmãos de estrada e pelo seu motoclube.
A Família Cruz de Ferro chora a perda de um pilar, mas celebra o privilégio de ter rodado ao lado de um verdadeiro mestre. Que o vento seja eterno em seu rosto, Profeta.