14/03/2025
Posicionamento da FACISC e da AEST
A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) e a ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL DE SANTA HELENA E TUNÁPOLIS - AEST manifestam sua total discordância em relação à recente decisão do presidente do Senado de novos benefícios aos servidores deste poder. Essa medida, tomada sem qualquer debate público, contrariando o cenário econômico atual do país, marcado por aumento de impostos, insegurança jurídica e desafios estruturais que afetam diretamente o setor produtivo.
A assinatura do Ato nº 9/2025 , em um momento estratégico, às vésperas do Carnaval, demonstra falta de transparência e desconexão com a realidade da maioria dos brasileiros. A criação de um privilégio que permite a determinados servidores uma escala de quatro dias de trabalho para três de folga, inclusive com a possibilidade de venda desses dias, ignora completamente a necessidade de eficiência e responsabilidade no uso dos recursos públicos.
A ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL DE SANTA HELENA E TUNÁPOLIS - AEST , junto com a FACISC , recebe essa decisão com indignação. Empreendedores, pequenos empresários, trabalhadores independentes e comerciantes enfrentam longas jornadas diárias para gerar empregos, sustentar suas famílias e contribuir para o desenvolvimento econômico do país. Enquanto isso, o setor público segue acumulando privilégios, sem contrapartidas de produtividade ou meritocracia.
Diante de um cenário de alta carga tributária, infraestrutura precária e baixa competitividade internacional, medidas como essa apenas ampliam o distanciamento entre os que produzem riqueza e aqueles que deveriam zelar pelo bom uso do dinheiro público. Além disso, iniciativas populistas, como a redução obrigatória da jornada de trabalho, preocupam ainda mais o setor empresarial, que já lida com inúmeras dificuldades para manter sua competitividade.
A ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL DE SANTA HELENA E TUNÁPOLIS - AEST e a FACISC reafirmam a urgência de uma reforma administrativa que modernize o setor público, eliminando privilégios e garantindo maior eficiência na gestão dos recursos. É inaceitável que, em um momento de tantos desafios, a resposta do Senado seja o aumento de benefícios para um grupo selecionado, sem qualquer preocupação com o impacto disso para a sociedade.