O Lar Padilha foi criado em abril de 1978, pelo Pastor Sebaldo Nornberg (in memorian), fundador da ABEFI (Associação Beneficente Evangélica Floresta Imperial), mantenedora do Lar até hoje. A instituição, além de acolher e proteger em regime de abrigo, também realiza oficinas lúdicas terapêuticas, tais como acompanhamento escolar, artístico, cultural e esportivo. O público atendido são crianças a
p
artir de zero anos de idade e adolescentes até os 18 anos incompletos. Hoje o Lar Padilha atende cerca de 100 crianças e adolescentes. Embora haja
casos de orfandade, a maioria deles vem de famílias desestruturadas, seja pelas dr**as, pela violência, pela miséria ou pela negligência. Praticamente todos têm histórico de abusos, maus-tratos, violência sexual ou abandono
absoluto. O Lar mantém sua sede na localidade de Padilha, interior de Taquara, onde tem três casas, uma para as crianças de 5 a 12 anos e outras duas para os adolescentes, onde os meninos ficam em uma delas e as meninas n'outra. Também mantém o Centro de Defesa e Proteção Social Lar Padilha, que está
situado no centro de Taquara e atende crianças de zero a 11 anos de idade, além de disponibilizar uma República para o acolhimento de adolescentes acima de 18 anos, até que consigam manter-se sozinhos.
É oferecido aos acolhidos alimentação, lazer, esportes, saúde, reforço escolar, formação religiosa, atendimento psicológico e proteção, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA. Todos estão regularmente
matriculados em escolas municipais e estaduais de Taquara e, recebem transporte escolar. Dentro do abrigo, os jovens têm seus direitos garantidos, tendo acesso lazer, esportes, saúde, reforço escolar, formação religiosa, atendimento psicológico e proteção, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente -
ECA. Todos estão regularmente matriculados em escolas municipais e estaduais
de Taquara e, recebem transporte escolar, alimentação, saúde, educação e lazer. Os adolescentes são encaminhados a cursos profissionalizantes externos ao Lar Padilha, bem como inseridos no mercado de trabalho por intermédio do Programa Aprendiz Legal, oportunizando perspectivas reais de
mudança do ciclo social a que estavam inseridos. Aqueles que completam a
maioridade civil e não possuem condições de retorno ao convívio familiar são encaminhados para o Projeto República, apoiado pela FLD. Os principais resultados percebidos são a proteção das crianças e adolescentes acolhidos frente aos riscos e vulnerabilidades sociais e o
fortalecimento de vínculos familiares que o serviço psicossocial do abrigo faz, buscando o retorno e uma melhor relação com o convívio familiar. Para que não percam seus vínculos familiares, o Lar Padilha mantém um Programa de Reinserção Familiar, através do qual uma Assistente Social visita regularmente as famílias desses jovens, com o objetivo de inseri-las
nas redes sociais do poder público, viabilizar a visitação mensal das crianças e agilizar o processo de desligamento do abrigo. Pelo importante trabalho realizado na promoção ao retorno familiar e comunitário, no ano de 2007, o Lar Padilha foi premiado pela AMB (Associação dos Magistrados do Brasil). Toda esta estrutura faz com que o Lar Padilha
seja referência no segmento de abrigos em nível estadual.