23/04/2026
Um amigo escreveu e estamos republicando .
22 de abril, é o Dia da Terra.
Desta terra que nos abriga neste lindo planeta. Que nos alimenta e mata nossa sede, mesmo que seus habitantes teimem em não preservá-la como deveriam, nem darem valor ao bem mais preciso que possuímos a água. Sim, este líquido maravilhoso do qual nosso corpo, em maioria, é constituído. Das matas que abatemos sem dó nem piedade, das quais saem os frutos que aliviam a nossa fome e os remédios que curam nossas doenças. Enfim, hoje é mais um daqueles dia que, ao invés de festejar, só temos a lastimar. Para tanto preparei este simples poema que é, na verdade, um lamento a tudo que fazem este planeta.
O Lamento do Chão e do Rio
Não é dia de festa, nem de brinde ao azar,
Não há sob o céu azul motivo para celebrar.
O Dia da Terra é um grito que ecoa no vazio,
Entre o solo que padece e o suspiro do rio.
Trocamos o ouro da vida, a água que nos sustenta,
Por uma sede de posse que a própria alma atormenta.
Esquecemos que o barro, onde o fruto se faz semente,
É o corpo que nos alimenta, que nos mantém, que nos sente.
Mais valioso que a gema que brilha em mãos gananciosas,
É a seiva que corre e a terra em suas formas generosas.
Mas o homem, cego, caminha sobre a própria fundação,
Transformando em lastro o que deveria ser gratidão.
Que este dia não seja de festa ou de festim,
Mas o despertar da consciência, o início do fim.
Pois o planeta não pede prece, nem flores, nem brado,
Pede apenas que não destruamos o que nos foi ofertado.
Alfredo de Souza (22/04/26 - 10h23)