Comitê Popular de Santos por Memória, Verdade e Justiça

Comitê Popular de Santos por Memória, Verdade e Justiça o direito a memoria verdade e a justiça !! Metalúrgicos/Comissão Anistiados, Sind.

O conceito de direito a verdade e a memória está intimamente relacionado a construção da identidade, legitimidade, credibilidade e adesão social necessário ao trabalho concreto de resgate da memória e da verdade. Entidades que compõem o Comitê Popular de Santos:
Associação Cultural José Marti, AELAC (Associação dos Educadores da América Latina e Caribe), CDH Irmã Maria Dolores, Fórum da Cidadania,

Nuclim (núcleo de mulheres da Zona Noroeste), OAB, PCdoB, Sind. Urbanitários, UBM (União Brasileira de Mulheres), UJS(União da Juventude Socialista), UNE, Unegro, UNIFESP, UNISANTOS, Bety Gomes (filha do prefeito cassado José Gomes),José Luiz Baeta, Mariana Prestes (filha de Luiz Carlos Prestes).

21/12/2025
CONVITE!Dia 06 de dezembro, a partir das 9h, será realizado o 1º Laboratório que integra o Caminho da Memória, da Verdad...
05/12/2025

CONVITE!

Dia 06 de dezembro, a partir das 9h, será realizado o 1º Laboratório que integra o Caminho da Memória, da Verdade e da Justiça, uma iniciativa dedicada a preservação dos espaços de memória da cidade e dos trabalhadores relativos ao período da ditadura civil-militar no Município de Santos.

Este primeiro encontro faz parte do projeto cultural subsidiado pelo Comitê Popular de Santos por Memória, Verdade e Justiça, que busca a partir das presenças e ausências na cultura material e imaterial, a experimentar um novo olhar sobre a cidade, conectando urbanismo, patrimônio e práticas do turismo cultural como caminhos para fortalecer a preservação das memórias coletivas — sobretudo aquelas que ainda exigem reconhecimento, reparação e debate público.

Compareça!

Atividade aberta!

📍Local de encontro: Atracadouro das barcas para Vicente de Carvalho, Centro – Santos.

PARA QUE NÃO SE ESQUEÇA, PARA QUE NUNCA MAIS ACONTEÇA!

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🗓️ Três dias dedicados à memória, à história e à luta por memória, verdade e justiça em Santos.O Comitê Popular de Santo...
02/12/2025

🗓️ Três dias dedicados à memória, à história e à luta por memória, verdade e justiça em Santos.

O Comitê Popular de Santos por Memória, Verdade e Justiça convida todas e todos para a sua programação semanal:

📍 04/12/2025 — 19h
Apresentação do Comitê na Câmara Municipal de Santos.
Um momento de diálogo público e afirmação do compromisso com a preservação da história da cidade.

💻 05/12/2025 — 19h
Assembleia de Fundação do Comitê (on-line).
Um passo essencial para formalizar nossa organização e fortalecer a participação popular.

🔗 O link será disponibilizado no dia.

🚶‍♂️ 06/12/2025 — 9h
Início do percurso dos Caminhos de Memória — saída da Alfândega de Santos.
Uma caminhada para resgatar histórias silenciadas e reafirmar que nossa cidade não esquecerá.

PARA QUE NÃO SE ESQUEÇA, PARA QUE NUNCA MAIS ACONTEÇA!

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Nascido em Salvador, em 5 de dezembro de 1911, Carlos Marighella foi um dos sete filhos de Augusto Marighella, imigrante...
05/11/2025

Nascido em Salvador, em 5 de dezembro de 1911, Carlos Marighella foi um dos sete filhos de Augusto Marighella, imigrante italiano e operário metalúrgico, e de Maria Rita do Nascimento, mulher negra baiana, filha livre de escravizados africanos trazidos do Sudão.

Ainda muito jovem, engajou-se na luta contra as injustiças sociais. Em 1932, foi preso pela primeira vez por escrever um poema crítico ao interventor Juracy Magalhães.
Em 1934, abandonou o curso de Engenharia Civil na Escola Politécnica da Bahia para ingressar no Partido Comunista Brasileiro (PCB), tornando-se militante e mudando-se para o Rio de Janeiro, onde participou da reorganização do partido.

Em 1936, foi novamente preso e brutalmente torturado, permanecendo encarcerado por cerca de um ano. Retornou à clandestinidade e foi recapturado em 1939, ficando preso até 1945, quando foi libertado pela anistia da redemocratização.

Com a abertura política, elegeu-se deputado federal constituinte pelo PCB baiano em 1946, destacando-se na defesa dos direitos dos trabalhadores e das liberdades democráticas.

Com o golpe de 1964, rompeu com o PCB e fundou a Ação Libertadora Nacional (ALN), tornando-se uma das principais lideranças da resistência armada à ditadura empresarial-militar.

Perseguido e considerado o inimigo número um do regime, foi assassinado pelo DOPS em 4 de novembro de 1969, numa emboscada coordenada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, conhecido torturador da ditadura, na Alameda Casa Branca, em São Paulo.

Símbolo de coragem e resistência, PARA QUE NÃO SE ESQUEÇA, PARA QUE NUNCA MAIS ACONTEÇA!

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Devido a questões burocráticas, o Projeto de Lei será votado na quinta, dia 6, a partir das 16h na Câmara Municipal. Div...
04/11/2025

Devido a questões burocráticas, o Projeto de Lei será votado na quinta, dia 6, a partir das 16h na Câmara Municipal.

Divulgue e compareça!

O Projeto de Lei que será pautado institui no calendário oficial do município o dia 24 de abril como data em que o navio-presídio Raul Soares atracou no Porto de Santos para torturar e humilhar diversos trabalhadores, sindicalistas e estudantes menos de um mês após o golpe empresarial-militar de 1964.

A presença de todas e todos na Câmara é fundamental para que este projeto seja aprovado e a memória dos/as trabalhadores/as santistas não seja esquecida!

📍 Praça Tenente Mauro Batista de Miranda, 1 - Vila Nova, Santos.

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Hoje, aos 100 anos, faleceu Clara Charf, militante comunista histórica e viúva de Carlos Marighella. Filha de judeus rus...
03/11/2025

Hoje, aos 100 anos, faleceu Clara Charf, militante comunista histórica e viúva de Carlos Marighella.

Filha de judeus russos, Clara nasceu em Maceió, Alagoas, e em 1946 inicia sua militância no PCB (Partido Comunista Brasileiro), atuando na formação política e na organização de base das mulheres trabalhadoras. É no PCB também onde conhece Carlos Marighella, iniciando com ele uma trajetória áspera de romance e clandestinidade.

Após romper com o PCB, Clara adere à luta armada junto à Ação Libertadora Nacional (ALN) para combater a ditadura. Em 4 de novembro de 1969 Marighella é assassinado e Clara exila-se em Cuba retornando ao Brasil 10 anos depois. Participa da fundação do PT (Partido dos Trabalhadores) em 1980, onde foi candidata a deputada federal em 1982 e 1986.

Clara Charf entra para a história da classe trabalhadora após atravessar um século de vida lutando por uma outra sociedade, livre da exploração de uns pelos outros e no sentido da emancipação humana.

CLARA CHARF, PRESENTE!

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Nesta terça, dia 4 de novembro, às 16h, a Câmara de Santos irá pautar o Projeto de Lei que institui no calendário oficia...
02/11/2025

Nesta terça, dia 4 de novembro, às 16h, a Câmara de Santos irá pautar o Projeto de Lei que institui no calendário oficial do município o dia 24 de abril como data em que o navio-presídio Raul Soares atracou no Porto de Santos para torturar e humilhar diversos trabalhadores, sindicalistas e estudantes menos de um mês após o golpe empresarial-militar de 1964.

A presença de todas e todos na Câmara é fundamental para que este projeto seja aprovado e a memória dos/as trabalhadores/as santistas não seja esquecida!

📍 Praça Tenente Mauro Batista de Miranda, 1 - Vila Nova, Santos.

Divulgue e compareça!

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Venha participar da Roda de conversa com os autores do livro sobre a cumplicidade da Docas de Santos/Codesp nos crimes c...
31/10/2025

Venha participar da Roda de conversa com os autores do livro sobre a cumplicidade da Docas de Santos/Codesp nos crimes contra a classe trabalhadora durante a ditadura militar.

📍Sábado, 08/11/25, a partir das 16h.

Lançamento do Livro: Cia Docas de Santos/Codesp. Estado empresa na repressão aos trabalhadores durante a ditadura (1964-1985).

📚 Livraria Realejo
Av. Marechal Deodoro, nº2 - Gonzaga. Santos/SP
Atividade aberta e gratuita com a venda de livros!

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Em 30 de outubro de 1979, foi assassinado pela polícia militar o operário e militante sindical Santo Dias da Silva. Nasc...
30/10/2025

Em 30 de outubro de 1979, foi assassinado pela polícia militar o operário e militante sindical Santo Dias da Silva.

Nascido em Terra Roxa, em 1942, Santo era o primogênito de 8 filhos de um casal de trabalhadores rurais. Após serem expulsos da fazenda onde trabalhavam por lutar por melhores condições de trabalho, mudam-se para a zona sul de São Paulo no início dos anos 60.

Santo Dias começa a trabalhar como operário metalúrgico e, ao mesmo tempo, começa a se engajar nas lutas da categoria. Participou da Oposição Sindical Metalúrgica, composta por diversas forças para combater o modelo sindical imposto pela ditadura.

Católico desde cedo, Santo Dias integrou organizações de base ligadas aos setores progressistas da igreja católica. Participou também da criação do Movimento de Custo de Vida, que denunciava a carestia nos lares brasileiros, fruto da política econômica que arrochava os salários dos trabalhadores.

Em 30 de outubro de 1979, Santo Dias, que fazia parte do comando de greve, coordenou um piquete em frente à fábrica de televisores Sylvania, em Santo Amaro, para impedir a entrada dos trabalhadores do turno da tarde. Assim que os policiais chegaram, começou o tumulto e Santo Dias foi baleado e morto pelo PM Herculano Leonel.

A revolta e comoção da população resultou em cerca de 30 mil pessoas acompanhando o cortejo fúnebre do jovem sindicalista morto aos 37 anos. O filme "Eles não usam black-tie", de Leon Hirszman, tem uma cena inspirada no assassinato de Santo Dias, além de ruas, pontes, escolas que levam seu nome.

SANTO DIAS, PRESENTE!

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50 ANOS SEM VLADIMIR HERZOG!Em 25 de outubro de 1975 foi brutalmente assassinado pela ditadura empresarial-militar o jor...
25/10/2025

50 ANOS SEM VLADIMIR HERZOG!

Em 25 de outubro de 1975 foi brutalmente assassinado pela ditadura empresarial-militar o jornalista, professor e cineasta Vladimir Herzog.

Filho de judeus, Herzog nasceu na antiga Iugoslávia em 1937 e, com a eclosão da 2ª Guerra Mundial, foge com os pais para Itália e depois para o Brasil.

Cursou Filosofia na USP nos anos 50 e nesta mesma época se interessa pela produção de filmes, realizando as obras Marimbás, em 1963, e Subterrâneos do Futebol, em 1965. Sua carreira de jornalista se inicia no Estado de São Paulo e depois vai para Londres trabalhar na BBC. Nos anos 70, Vlado torna-se diretor de jornalismo na TV Cultura.

Herzog era militante do PCB (Partido Comunista Brasileiro) e durante a Operação Radar (1973-1976), criada para neutralizar os comunistas, a ditadura avança sobre o jovem jornalista. Herzog é alertado pelo amigo e jornalista Paulo Markun que está na mira dos militares, mas mesmo assim decide comparecer espontaneamente ao DOI-CODI após ser convocado para prestar esclarecimentos sobre seu vínculo com o Partidão.

Herzog apresentou-se na manhã do dia 25 de outubro de 1975, por volta das 9h, e de lá nunca mais saiu vivo. Segundo a versão oficial, o jornalista teria se suicidado com o próprio cinto, o que é bastante improvável, já que os cintos e os cadarços eram retirados dos uniformes dos prisioneiros. Além disso, a distância entre a grade e o chão era de apenas 1,63 e os pés de Herzog tocavam o chão, tornando a fraude ainda mais explícita.

A repercussão da morte de Vladimir Herzog abalou os diversos setores da sociedade brasileira, resultando em um grande ato na Praça da Sé no dia 31 de outubro, que concentrou milhares de estudantes, trabalhadores, líderes religiosos, etc. e denunciar os crimes da ditadura.

VLADIMIR HERZOG, PRESENTE!

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25/10/2025

Endereço

Santos, SP

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