25/10/2025
50 ANOS SEM VLADIMIR HERZOG!
Em 25 de outubro de 1975 foi brutalmente assassinado pela ditadura empresarial-militar o jornalista, professor e cineasta Vladimir Herzog.
Filho de judeus, Herzog nasceu na antiga Iugoslávia em 1937 e, com a eclosão da 2ª Guerra Mundial, foge com os pais para Itália e depois para o Brasil.
Cursou Filosofia na USP nos anos 50 e nesta mesma época se interessa pela produção de filmes, realizando as obras Marimbás, em 1963, e Subterrâneos do Futebol, em 1965. Sua carreira de jornalista se inicia no Estado de São Paulo e depois vai para Londres trabalhar na BBC. Nos anos 70, Vlado torna-se diretor de jornalismo na TV Cultura.
Herzog era militante do PCB (Partido Comunista Brasileiro) e durante a Operação Radar (1973-1976), criada para neutralizar os comunistas, a ditadura avança sobre o jovem jornalista. Herzog é alertado pelo amigo e jornalista Paulo Markun que está na mira dos militares, mas mesmo assim decide comparecer espontaneamente ao DOI-CODI após ser convocado para prestar esclarecimentos sobre seu vínculo com o Partidão.
Herzog apresentou-se na manhã do dia 25 de outubro de 1975, por volta das 9h, e de lá nunca mais saiu vivo. Segundo a versão oficial, o jornalista teria se suicidado com o próprio cinto, o que é bastante improvável, já que os cintos e os cadarços eram retirados dos uniformes dos prisioneiros. Além disso, a distância entre a grade e o chão era de apenas 1,63 e os pés de Herzog tocavam o chão, tornando a fraude ainda mais explícita.
A repercussão da morte de Vladimir Herzog abalou os diversos setores da sociedade brasileira, resultando em um grande ato na Praça da Sé no dia 31 de outubro, que concentrou milhares de estudantes, trabalhadores, líderes religiosos, etc. e denunciar os crimes da ditadura.
VLADIMIR HERZOG, PRESENTE!
PARA QUE NÃO SE ESQUEÇA, PARA QUE NUNCA MAIS ACONTEÇA!
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