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“Patente em remédio de criança é mais que um crime hediondo. Eu fico nervosa de verdade. Os comprimidos de lopinavir/rit...
14/09/2026

“Patente em remédio de criança é mais que um crime hediondo. Eu fico nervosa de verdade. Os comprimidos de lopinavir/ritonavir eram enormes, fediam a peixe e não podiam ser macerados. A gente só via as crianças morrerem por falta de adesão”. A indignação da médica infectologista Fernanda Rick, que acompanhou crianças vivendo com HIV em diversas regiões do Brasil e do mundo, tem uma razão concreta. Durante anos ela viu de perto crianças enfrentarem dificuldades na adesão ao tratamento diante de medicamentos inadequados para sua idade. E essa não é apenas uma história do passado.

O Ministério da Saúde reconhece expressamente a escassez de apresentações adequadas para crianças. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para manejo da infecção pelo HIV em crianças e adolescentes afirma que tornar a terapia antirretroviral mais tolerável permanece sendo um desafio diante das limitadas apresentações disponíveis para essa população. O documento também reconhece que as opções pediátricas são restritas, principalmente pela ausência de formulações específicas, e aponta a palatabilidade e os efeitos adversos dos medicamentos entre os fatores associados à não adesão de crianças e adolescentes.

Crianças vivendo com HIV representam um “mercado pequeno”. E é justamente aí que está uma das falhas essenciais de tratar necessidades de saúde como mercado: quando a demanda é considerada pequena, formulações pediátricas deixam de ser comercialmente interessantes para a indústria farmacêutica e podem simplesmente desaparecer do mercado. Nesse contexto, ao longo dos últimos anos, foi necessário readequar o tratamento de inúmeras crianças diante da interrupção do fornecimento de formulações pediátricas. Foi assim com a apresentação de ritonavir em sachê e, mais recentemente, com a solução oral de lopinavir/ritonavir.

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Armazém na região de Kiev reunia pr*********os, seringas, agulhas e outros materiais avaliados em mais de US$ 2,6 milhõe...
08/09/2026

Armazém na região de Kiev reunia pr*********os, seringas, agulhas e outros materiais avaliados em mais de US$ 2,6 milhões; programas atendem mais de 300 mil pessoas por ano

Um ataque russo destruiu mais de 62 milhões de itens destinados à prevenção do HIV na Ucrânia e comprometeu o estoque preparado para os programas nacionais em 2027. O armazém atingido na região de Kiev, em 19 de julho, reunia materiais avaliados em mais de US$ 2,6 milhões e abasteceria iniciativas que alcançam mais de 300 mil pessoas por ano em diferentes regiões do país.

A destruição levou o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) a condenar publicamente o ataque e cobrar a proteção de instalações e insumos de saúde durante a guerra. Em comunicado divulgado em 1º de setembro, a agência das Nações Unidas alertou que os estoques precisam ser repostos com urgência para evitar interrupções nos serviços no próximo ano.

Segundo a Alliance for Public Health (Aliança para a Saúde Pública), organização responsável pela compra dos materiais, estavam armazenados no local mais de 30,5 milhões de seringas, 1,38 milhão de agulhas, 6,28 milhões de lenços com álcool, mais de 14,6 milhões de pr*********os e 9,4 milhões de unidades de lubrificante, além de outros insumos utilizados nas ações de prevenção.

Apesar da dimensão da perda, os serviços não devem sofrer interrupção imediata. Em junho, antes do ataque, os materiais necessários para atender a demanda de 2026 haviam sido distribuídos antecipadamente entre organizações parceiras e serviços de saúde de diferentes regiões da Ucrânia. Com isso, há estoque suficiente para manter as ações até o final deste ano.

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Ponto mais crítico da denúncia envolve a exposição de dados de menores de idadeA rotina de prestação de contas na rede p...
25/08/2026

Ponto mais crítico da denúncia envolve a exposição de dados de menores de idade

A rotina de prestação de contas na rede pública de saúde de Santo Estêvão, município do centro-norte baiano se tornou uma grave violação de privacidade da população. Uma representação protocolada nesta terça-feira, 18, no Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA) aponta um grave vazamento de dados de saúde de pacientes da rede pública da cidade.

A falha, conforme denúncia a qual o portal A TARDE teve acesso, ocorreu sob a gestão do prefeito Tiago Gomes Dias, conhecido como Tiago da Central (União Brasil), ao disponibilizar relatórios de faturamento sem restrição de acesso em portal público, o que ocasionou na publicização de dados de saúde dos pacientes da cidade baiana.

A dimensão do vazamento atinge a intimidade de famílias inteiras. Sem necessidade de senha ou cadastro prévio, qualquer cidadão tinha acesso a nomes completos, CPFs, datas de nascimento e resultados de exames de mais de 290 pacientes em um único mês. A exposição alcançou o processo de prestação de contas do Tratamento Fora do Domicílio (TFD), colocando ao alcance do público cartões do SUS, certidões de nascimento, extratos bancários e faturas residenciais.

Outro ponto crítico da denúncia envolve a exposição de dados de menores de idade e diagnósticos protegidos por legislação federal específica. Foram divulgados:

Exames de HIV e Hepatite B: uma lista filtrada expôs 46 pessoas testadas para as patologias, grupo que inclui 22 menores de idade (de recém-nascidos a adolescentes).
ISTs em menores: ao menos dois menores constavam na lista de procedimentos de infecções sexualmente transmissíveis.
Alertas ignorados: os relatórios médicos continham o aviso explícito de documento sigiloso, mas foram publicados na íntegra.

Irregularidades administrativas
A apuração indica que a exposição não decorreu de um ataque hacker, mas de um protocolo interno deficitário. O próprio checklist do setor de compras da prefeitura previa a anexação das listas nominais sem prever etapas de anonimização.

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24/08/2026

Para quem vive com HIV, manter o acompanhamento médico e os exames em dia é fundamental. Saiba quais exames fazem parte desse cuidado e por que eles são importantes.

Com aplicação a cada dois meses, medicamento dispensa o uso diário de comprimidos e apresentou resultados superiores à P...
11/08/2026

Com aplicação a cada dois meses, medicamento dispensa o uso diário de comprimidos e apresentou resultados superiores à PrEP oral em estudos; comissão deu parecer inicial favorável à incorporação e sociedade pode participar até 31 de agosto

Uma injeção a cada dois meses pode se tornar uma nova opção de prevenção do HIV oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) abriu a Consulta Pública nº 76 para avaliar a incorporação do cabotegravir de longa ação como Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP).

A consulta ficará aberta até 31 de agosto e permite que pacientes, profissionais de saúde, pesquisadores, organizações da sociedade civil e qualquer pessoa interessada apresentem opiniões, experiências, críticas, sugestões e evidências sobre a chegada da nova tecnologia ao SUS.

Acesse esse link para participar da consulta: https://brasilparticipativo.presidencia.gov.br/processes/consultas-publicas-conitec/f/5234

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Fonte: Agência Aids

Depois de dois falsos positivos para HIV, a mulher foi submetida a parto cesáreo e, junto à filha, precisou fazer uso de...
06/08/2026

Depois de dois falsos positivos para HIV, a mulher foi submetida a parto cesáreo e, junto à filha, precisou fazer uso de medicamentos

A Justiça de Goiás condenou a Fundação de Assistência Social de Anápolis (Fasa) a pagar indenização de R$ 20 mil a uma paciente que recebeu um falso diagnóstico para HIV em 16 de novembro de 2024. Com base no resultado incorreto, ela foi submetida a um parto cesáreo, impedida de amamentar a filha recém-nascida e, junto à criança, iniciou o uso de tratamento medicamentoso de alta complexidade.

Segundo a sentença da juíza Laryssa de Moraes Camargos, na data do parto a paciente foi submetida a dois te**es rápidos para HIV. No entanto, ambos eram do mesmo fabricante, sem a utilização de um teste de fabricante ou metodologia distinta, conforme exige o Protocolo Nacional de Testagem Sequencial.

Além disso, ao longo do processo, não foi comprovada a realização imediata de teste confirmatório sequencial com metodologia diferente no momento do resultado reagente. O exame confirmatório laboratorial teria sido realizado posteriormente, mas sem registro de encaminhamento formal, aconselhamento estruturado ou comunicação ativa e tempestiva do resultado à paciente.

A magistrada destacou que a vítima foi submetida a sofrimento físico e psicológico ao ser levada a acreditar que era portadora do HIV, ser impedida de amamentar a própria filha e ver a recém-nascida ser submetida, desnecessariamente, ao uso de medicamentos de alta complexidade. Segundo a juíza, a situação extrapola o mero dissabor do cotidiano.

No laudo pericial, foi destacado que a Fasa não adotou medidas para minimizar os impactos psicológicos da situação. O documento aponta que “não há registro de aconselhamento estruturado e contínuo; não houve comunicação ativa do resultado definitivo negativo; não foi garantido acompanhamento psicológico imediato durante o período de incerteza diagnóstica; e o esclarecimento definitivo ocorreu de forma tardia e passiva”.

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23/07/2026

Arraiá cheio de alegria, música, sorrisos e muito carinho!
Nossa festa junina foi preparada com muito amor para as pessoas vivendo com HIV atendidas pela instituição, proporcionando um dia de convivência, diversão e celebração.
Obrigado a todos que fizeram parte dessa celebração.

Documento publicado na The Lancet HIV reúne consenso de 63 especialistas de diversos países e busca preencher uma lacuna...
20/07/2026

Documento publicado na The Lancet HIV reúne consenso de 63 especialistas de diversos países e busca preencher uma lacuna clínica no acompanhamento de pessoas que apresentam carga viral persistentemente detectável, ainda que em baixos níveis

Uma carga viral baixa, mas persistentemente detectável, continua sendo uma das principais áreas de incerteza no tratamento do HIV. Embora nem sempre represente falha terapêutica, essa condição pode estar associada ao desenvolvimento de resistência aos medicamentos, à progressão da infecção e até mesmo à necessidade de mudanças no esquema antirretroviral.

Com o objetivo de orientar médicos diante desse cenário, um painel internacional de especialistas publicou, na revista The Lancet HIV, o primeiro conjunto abrangente de recomendações para o manejo da chamada viremia de baixo nível. O documento, coordenado pelo pesquisador Dr. Tommaso Clemente, reúne evidências científicas de uma revisão exploratória da literatura e o consenso de especialistas de diferentes países para oferecer um roteiro clínico mais padronizado.

Até então, embora algumas diretrizes internacionais abordassem situações específicas, inexistia uma orientação ampla capaz de diferenciar as possíveis causas da viremia de baixo nível e indicar condutas para os casos mais complexos.

O que é a viremia de baixo nível

Os especialistas definiram como viremia de baixo nível a presença persistente de carga viral entre 50 e 1.000 cópias/ml, embora tenham elaborado recomendações específicas para duas faixas distintas: 50 a 200 cópias e 200 a 1.000 cópias.

Tradicionalmente, cargas virais acima de 1.000 cópias são consideradas indicativas de falha terapêutica em muitos países. Entretanto, em sistemas de saúde com maior disponibilidade de recursos, valores superiores a 200 cópias já costumam ser interpretados como falha virológica.

Segundo os autores, entre 3% e 26% das pessoas vivendo com HIV podem apresentar episódios de viremia de baixo nível, dependendo dos critérios utilizados em cada estudo e do contexto clínico analisado.

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Fonte: Agência Aids com informações do Aidsmap

14/07/2026

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Av. Epitácio Pessoa, 278 – Santos
De segunda a sexta, das 9h às 17h30.

Três estudantes de medicina de Cubatão (SP) foram selecionadas para apresentar, na maior conferência internacional sobre...
06/07/2026

Três estudantes de medicina de Cubatão (SP) foram selecionadas para apresentar, na maior conferência internacional sobre HIV e Aids, uma proposta que usa a prática de exercícios físicos no cuidado complementar de pessoas que vivem com o vírus. O projeto surgiu em uma atividade em sala de aula e não substitui o uso de medicamentos.

As estudantes Júlia Costa Gusmão, de 20 anos, Maria Luiza Junqueira de Lima, de 21, e Priscilla Rodrigues Gonçalves, 23, receberam o convite da Sociedade Internacional de Aids (IAS), responsável pela conferência que será realizada pela primeira vez na América do Sul.

A 26ª Conferência Internacional sobre Aids acontecerá entre os dias 26 e 31 de julho, no Rio de Janeiro (RJ). Segundo o Ministério da Saúde, o evento é considerado o maior encontro global dedicado à saúde pública, à ciência e aos direitos humanos relacionados ao HIV e a Aids.

As jovens estão no 4° semestre do curso de medicina da Universidade São Judas Tadeu, em Cubatão. Ao g1, Maria Luiza contou que uma professora propôs que todos os alunos fizessem um projeto para inscrever na conferência.

“Vimos que a maioria pensou no diagnóstico, consequências e carga viral. Então, decidimos vir com um olhar diferente, pensando no exercício físico como uma estratégia para complementar o cuidado e para abranger a pessoa como um todo, e não pensar somente na doença”, explicou a jovem.

A proposta é usar o exercício físico como um tratamento complementar não medicamentoso para pessoas que vivem com HIV e Aids. Maria Luiza afirmou que a prática não substitui a terapia antirretroviral, mas ajuda a reduzir os impactos da doença no organismo.

A estudante destacou que o vírus causa um tipo de inflamação crônica, então a atividade física entra para reduzir essa complicação e auxiliar na prevenção de alterações musculares, ósseas e metabólicas, além de contribuir para a saúde mental, o bem-estar e a qualidade de vida dos pacientes.

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Fonte: G1

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