Sindserv Santos

Sindserv Santos Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santos A missão do Sindiserv é lutar pela defesa e ampliação dos direitos dos servidores municipais de Santos.

O SINDSERV foi fundado em 17 de outubro de 1988 e representa legalmente toda a “categoria profissional dos Servidores Públicos Municipais, ativo e inativos, da administração pública direta, câmara municipal, autarquias e fundações públicas, incluídas todas as carreiras existentes nesses órgãos, tendo como base territorial o município de Santos”, conforme a Carta Sindical aprovada pelo Ministério d

o Trabalho. Somos um sindicato que acredita na representatividade classista da categoria, comprometida com os interesses dos trabalhadores. Sabemos que é por meio da valorização do funcionalismo, em termos salariais e também no que diz respeito ao aprimoramento profissional, que uma administração municipal tem condições de oferecer o atendimento de qualidade que sua população merece. Avançar nas conquistas é o nosso maior desafio. Com a participação de todos é muito mais fácil!

14/08/2026

VEJA COMO FOI O ATO PELO PAGAMENTO RETROATIVO DO DESCONGELA

Servidoras e servidores foram ao Paço nesta quarta (12/8), junto com a diretoria do Sindserv, cobrar o agendamento de uma reunião com a prefeita em exercício, Audrey Kleys, para tratar do pagamento retroativo do chamado Descongela, conforme faculta a Lei Complementar Federal 226/2026.

Mais uma vez a resposta foi marcada por desrespeito e o descaso com as trabalhadoras e trabalhadores. Além do Governo continuar negando pagar o retroativo com argumentos jurídicos frágeis, o gabinete de Audrey sequer atendeu o grupo para agendar uma reunião. Como se não bastasse, a Polícia Militar foi chamada.

A categoria cobra um posicionamento político da prefeita em exercício, que sempre disse trabalhar com as portas abertas para os servidores, mas agora ignora pleitos estratégicos. Pleitos que incluem não só o reembolso retroativo dos 583 dias congelados (a tal granada do Paulo Guedes), mas também a reclassificação geral do quadro da Prefeitura e a correção do adicional dos trabalhadores que atuam em funções insalubres.

Mais uma vez, o representante do Governo que desceu para falar com os servidores veio da Secretaria de Finanças e Gestão. A categoria não quer mais intermediários. Queremos uma resposta política de quem está sentado ou sentada na cadeira de prefeito ou prefeita. De quem tem o poder de decidir.

Foi uma decisão política do prefeito Rogério Santos de congelar os benefícios dos servidores e adotar a linha do Governo Bolsonaro. Audrey Kleys é do mesmo grupo político que tomou essa decisão.

É uma obrigação moral que o atual Governo faça a justa reparação e restitua as nossas perdas retroativas. E o caixa da administração tem recursos para isso!

E as licenças-prêmio?
Para piorar, neste mês de julho nenhum servidor da ativa recebeu licença-prêmio. Até o final do ano passado, a fila de pagamento das licenças-prêmio estava demorando até noventa dias. Quem solicitou o direito em pecúnia até dezembro recebeu o pagamento somente em junho, ou seja, seis meses depois.

A interrupção do pagamento coincidiu justamente com o início da solicitação de pagamento das pessoas que tiveram o pagamento descongelado em janeiro. Os servidores que pediram depois disso já não receberam. O governo simplesmente não pagou ninguém e nem deu satisfação alguma até agora. Mais um motivo para a categoria se mobilizar e pressionar!

Relembre o que foi a granada no nosso bolso e entenda o que está em jogo:
Em plena pandemia, o ex-presidente Bolsonaro congelou a contagem de tempo de serviço para o recebimento de qualquer benefício. O ex-prefeito Paulo Alexandre (PSDB) e seus vereadores aceitaram fazer essa punição aos servidores.

Agora no começo do ano (12/01), quase 6 anos depois, finalmente os servidores conseguiram conquistar o descongela. A Lei Complementar Federal 226/2026 obriga o descongelamento automático dos 583 dias e autoriza o pagamento retroativo.

Assim que a Lei foi publicada, o SINDSERV Santos oficiou a Prefeitura para que a Lei fosse cumprida e que o governo pagasse o retroativo. O governo só descongelou os 583 dias (como é obrigado), mas continua se recusando a pagar o retroativo.

Ou seja, a Prefeitura quer embolsar todo o dinheiro que perdemos no período. Esse dinheiro é nosso por direito. Foi uma escolha política aceitar congelar, mesmo não sendo obrigado por Lei. Agora a Prefeitura não é obrigada por Lei, mas também não há nenhuma Lei que impeça de corrigir essa injustiça.

ESSE DINHEIRO É NOSSO! QUEREMOS O RETROATIVO E COM JUROS!

11/08/2026

🎥🍿 LANÇAMENTO DO DOCUMENTÁRIO VAMOS FAZER ACONTECER - UMA RECEITA DE LUTA

Uma história de luta que merece ser vista na telona. Assim é a trajetória das cozinheiras e cozinheiros de Santos, uma categoria que há mais de 10 anos sofre um processo intenso de desmonte por parte dos últimos governos. Um verdadeiro projeto de sucateamento para justificar a terceirização, com apoio de vereadores governistas.

Hoje, as cozinhas de 66 escolas públicas de Santos (43 municipais e 23 estaduais) estão nas mãos de empresas terceirizadas. As demais unidades resistem, mas estão no radar de novas terceirizações.

Um serviço que deveria ser sinônimo de eficiência e segurança alimentar esconde uma teia de precarização do trabalho e adoecimento.

Esses são os principais elementos do documentário “Vamos Fazer Acontecer - Uma receita de luta”. Neste filme fizemos ainda um resgate dos bastidores da Greve das Cozinheiras (os), que este ano completa 10 anos.

Você está convidado a conhecer as engrenagens do desmonte das cozinhas escolares, relembrar os momentos de resistência e se inspirar para as lutas que se fazem necessárias nesta e nas demais categorias.

Esperamos você no lançamento! Sua presença é muito importante!

🗓️ Data: 19/08 (quarta-feira)
🕓 Horário: 19h
📍 Local: Cine Roxy 5 (Av. Ana Costa, 443, Santos) e Youtube do Sindserv
🍿 Entrada: gratuita, mediante confirmação de presença pelo QR Code ou pelo link: https://www.sind.srv.br/vamosfazeracontecer

Após pressão da categoria, governo encaminha projeto que garante que servidores possam se aposentar levando a reclassifi...
07/08/2026

Após pressão da categoria, governo encaminha projeto que garante que servidores possam se aposentar levando a reclassificação

Foi apresentado nesta terça (05/08), na Câmara, o Projeto de Lei Complementar 53/2026, que visa tirar das novas regras da aposentadoria as palavras “nível” e “classe”, mantendo apenas a obrigação de estar por pelo menos 5 anos no cargo.

Fruto da pressão da categoria junto ao Governo, o PLC de autoria do Governo está sendo analisado pela Procuradoria e depois receberá os pareceres das comissões da Câmara antes de ser votado.

De forma demagógica, antes do recesso um outro projeto de igual teor havia sido apresentado pelo vereador Adilson Júnior (PP). Juridicamente, não tinha como vigorar, pois só o prefeito pode alterar uma Lei que altera a carreira dos servidores. No dia 28 de maio os vereadores acataram o veto do prefeito, em virtude do vício de origem.

Ficou a dúvida: a prefeita em exercício, Audrey Kelys, que é também secretária de Educação, faria o quê a respeito? Com a mobilização dos servidores da Educação, ela acabou encaminhando a propositura corrigindo o absurdo que o prefeito afastado Rogério Santos havia cometido contra os trabalhadores.

Relembre
A Reforma da Previdência Municipal, feita no primeiro mandato de Rogério Santos, foi um dos maiores ataques aos servidores de Santos. E incluir a obrigatoriedade de 5 anos no nível/classe afetou todos, principalmente aos servidores dos cargos que conquistaram a reclassificação, como os professores, EDIs, Guardas, cargos administrativos, auxiliares de serviços gerais e outros.

Na época da Reforma, Rogério não quis escutar a categoria, disse apenas que se houvesse algum problema ele reveria a Lei. Houve inúmeros prejuízos para a categoria e esse é mais um.

Embora o IPREV tenha revisado as aposentadorias concedidas sob essas regras após as reclassificações de abril de 2024 e, em resposta às denúncias dos trabalhadores, tenha alterado a metodologia de cálculo, a legislação ainda mantém os termos “nível e classe”, o que gera insegurança jurídica para essas aposentadorias.

07/08/2026

Promessas não cumpridas, desrespeito ao Regimento Escolar e nomeações de professores a "conta-gotas" marcam o Governo de Rogério Santos e Audrey Kleys na Educação.

Nos meses de junho e julho esse descaso ficou ainda mais nítido. A Prefeitura ignorou os aprovados no concurso da Educação de 2024 e abriu um novo processo, obrigando quase 386 educadores a prestarem uma nova prova.

No último dia 31 de julho, foi publicado no D.O. o Edital nº 79/2026 para os cargos de Professor Adjunto (PAD) I e Professor Adjunto II.
O que deveria ser uma boa notícia para a educação da cidade é o retrato de um profundo desrespeito com os profissionais do setor:
a nova prova foi anunciada logo após o prazo de vigência do concurso anterior expirar, em 26 de junho. Centenas de candidatos aprovados e habilitados ficaram sem a tão sonhada convocação.

Ao longo de 2025 e 2026, parte desses profissionais participaram de diversos atos e manifestações cobrando a Prefeitura por suas convocações. Eles estiveram ao lado dos professores adjuntos I e II da rede, que cobravam a promoção para Professor de Educação Básica I e II. Uma série de reuniões foi realizada com a secretária de Educação e vice-prefeita, Audrey Kleys, e outros representantes do Governo. Tudo enrolação.

Em 13 de outubro do ano passado, após um destes atos, o secretário de Finanças e Gestão, Adriano Leocádio, garantiu que a administração faria as convocações da lista vigente do último certame. Nove meses depois, veio a certeza de que a promessa era vazia.

A raiz do problema que travou a fila de aprovados reside na própria administração municipal. Em diversas escolas, a Prefeitura tem falhado em cumprir o Regimento Escolar, não promovendo em número suficiente os PADs para PEBs.

Como a ascensão de um PAD para PEB é o que abre a vaga para que um novo professor adjunto seja chamado, esse represamento nas promoções engessou a fila de aprovados do Edital nº 20/2024. As vagas existiam, a necessidade nas salas de aula era real, mas a burocracia e a falta de vontade política mantiveram os habilitados do lado de fora das escolas.

Em 19 de janeiro desse ano, o Sindserv entrou com uma ação de obrigação de fazer, requerendo o cumprimento do Estatuto do Magistério, que diz que para cada três salas de aula é necessário um PAD. A ação está em fase de recurso junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo.

De acordo com o novo edital, a quantidade de vagas agora oferecidas (somando ampla concorrência, PCDs e negros) poderia ter sido perfeitamente suprida pelos profissionais que já estavam na lista de espera.

O caso do cargo de PAD I beira o absurdo: eram 216 professores habilitados aguardando o chamado. O novo concurso abriu exatamente 217 vagas. Ou seja, por uma diferença de apenas 1 vaga, a Prefeitura preferiu deixar o edital de 2024 caducar para obrigar 216 pessoas a passarem por todo o desgaste financeiro e psicológico de um novo certame. Nos demais cargos, todos os habilitados poderiam já estar já em sala de aula.

Resumindo: quase 400 profissionais aprovados já poderiam estar dentro das escolas, contribuindo para a educação das crianças santistas e suprindo o déficit da rede municipal. Mas eles foram descartados.

Professor, você pode ajudar a desmascarar a farsa da Educação em Santos.

Na ação que o Sindserv ingressou para garantir a agilidade nas nomeações, o juiz de primeira instância pediu apresentação de provas robustas da falta de professores e do descumprimento do regimento. Como o portal da transparência da Educação está fora do ar desde a chegada do sistema GIER, o sindicato só pode contar com a denúncia dos servidores.

Pedimos para que os educadores entrem em contato com o Sindicato e respondam às seguintes perguntas:
Quantas salas existem na sua escola? Existe um professor substituto para cada 3 salas? As salas do Infantil estão com quadro completo, com a proporcionalidade aluno x professor? O número de PAEIs é suficiente?

Envie seu relato e vamos juntos lutar por uma Educação Pública de qualidade de verdade, não a que aparece nas redes sociais do prefeito e da vice-prefeita.

SÓ A LUTA COLETIVA MUDA A VIDA!

06/08/2026

Cumpra a Lei Somos Todas Professoras, prefeito Rogério Santos!

O governo de Rogério Santos/ Audrey Kleys continua ignorando as Educadoras de Desenvolvimento Infantil (EDIs) e se recusa a efetivar o reconhecimento real das profissionais na carreira do magistério.

Elas são professoras, cumprem os deveres do cargo, porém não têm os mesmos direitos.

No dia 29 de julho, durante o Encontro do Movimento "Somos Todas Professoras" em Santos, as EDIs reforçaram a disposição de continuar lutando pelo cumprimento da lei federal, que desde janeiro deste ano prevê o justo reconhecimento.

O que diz a Lei
A Lei Federal nº 15.326/2026 determina explicitamente que as prefeituras façam as adequações necessárias em suas legislações locais para garantir o direito constitucional à isonomia salarial, à evolução na carreira docente e ao acesso à aposentadoria especial.

O próprio Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), por meio do Comunicado nº 36/26, já emitiu orientação aos municípios paulistas para que cumpram a lei imediatamente, sob pena de rejeição de contas.

Em Santos, porém, o que se vê o descaso e desrespeito. As servidoras seguem trabalhando sem o reconhecimento formal de suas funções pedagógicas na folha de pagamento.

Somos todas Professoras!

SÓ A LUTA COLETIVA MUDA A VIDA!

Ato pelo retroativo do descongela: 12/08 (quarta), 17hO governo continua negando pagar o retroativo do descongela. Marca...
05/08/2026

Ato pelo retroativo do descongela: 12/08 (quarta), 17h

O governo continua negando pagar o retroativo do descongela. Marcamos um ato no último dia 29/07, mas devido às fortes ventanias e à recomendação da Defesa Civil, a atividade foi cancelada. O ato foi remarcado para o dia 12/08 (quarta-feira), às 17h , no Paço Municipal (Praça Mauá, Centro).

Importante que todos os servidores que puderem, COMPAREÇAM! Principalmente os diretamente atingidos. Mas não só eles, os demais também devem comparecer. Hoje o governo está sendo injusto com uma parcela dos servidores, amanhã pode ser com você.

Foi uma decisão política do governo municipal de congelar os benefícios dos servidores e adotar a linha do governo Bolsonaro. Tanto Rogério Santos quanto Audrey Kleys são do mesmo grupo político que tomou essa decisão.

Por isso, é uma obrigação moral que o atual governo faça a justa reparação e restitua as nossas perdas retroativas.

Prefeitura não pagou licenças-prêmio em julho
Neste mês de julho nenhum servidor da ativa recebeu licença-prêmio. Até o final do ano passado a fila de pagamento das licenças-prêmio estava demorando até noventa dias. Quem solicitou o direito em pecúnia até dezembro recebeu o pagamento somente em junho, ou seja, seis meses despois.

A interrupção do pagamento coincidiu justamente com o início da solicitação de pagamento das pessoas que tiveram o pagamento descongelado em janeiro. Os servidores que pediram depois disso já não receberam. O governo simplesmente não pagou ninguém e nem deu atisfação alguma até agora. Mais um motivo para a categoria se mobilizar e pressionar!

Para quem não lembra:
Em plena pandemia, o ex-presidente Bolsonaro congelou a contagem de tempo de serviço para o recebimento de qualquer benefício. O ex-prefeito Paulo Alexandre (PSDB) e seus vereadores aceitaram fazer essa punição aos servidores.

Agora no começo do ano (12/01), quase 6 anos depois, finalmente os servidores conseguiram conquistar o descongela. A Lei Complementar Federal 226/2026 obriga o descongelamento automático dos 583 dias e autoriza o pagamento retroativo.

Assim que a Lei foi publicada, o SINDSERV Santos oficiou a Prefeitura para que a Lei fosse cumprida e que o governo pagasse o retroativo. O governo só descongelou os 583 dias (como é obrigado), mas continua se recusando a pagar o retroativo.

Ou seja, a Prefeitura quer embolsar todo o dinheiro que perdemos no período. Esse dinheiro é nosso por direito. Foi uma escolha política aceitar congelar, mesmo não sendo obrigado por Lei. Agora a Prefeitura não é obrigada por Lei, mas também não há nenhuma Lei que impeça de corrigir essa injustiça.

ESSE DINHEIRO É NOSSO! QUEREMOS O RETROATIVO E COM JUROS!

TODOS AO ATO 12/08 (quarta-feira) às 17h no Paço Municipal (Praça Mauá, Centro)!

DESCASO NA EDUCAÇÃO: Prefeitura ignora aprovados em 2024 e abre novo concurso para professoresPromessas não cumpridas, d...
05/08/2026

DESCASO NA EDUCAÇÃO: Prefeitura ignora aprovados em 2024 e abre novo concurso para professores

Promessas não cumpridas, desrespeito ao Regimento Escolar e nomeações a "conta-gotas" marcam o Governo Rogério Santos / Audrey Kleys, obrigando quase 400 educadores a prestarem uma nova prova.

No último dia 31 de julho, a Prefeitura de Santos publicou o Edital nº 79/2026, abrindo um novo concurso público para os cargos de Professor Adjunto (PAD) I e Professor Adjunto II.

O que deveria ser uma boa notícia para a educação da cidade, no entanto, é o retrato de um profundo desrespeito com os profissionais do setor: a nova prova foi anunciada logo após o prazo de vigência do concurso anterior (Edital nº 20/2024) expirar, em 26 de junho, deixando centenas de candidatos aprovados e habilitados sem a tão sonhada convocação.

Ao longo de 2025 e 2026, parte desses profissionais participaram de diversos atos e manifestações cobrando a Prefeitura por suas convocações. Eles estiveram ao lado dos professores adjuntos I e II da rede, que cobravam a promoção para Professor de Educação Básica (PEB I e II). Uma série de reuniões meramente protelatórias foi realizada com a secretária de Educação e vice-prefeita, Audrey Kleys, e outros representantes do Governo.

Em 13 de outubro do ano passado, após um destes atos, o secretário de Finanças e Gestão, Adriano Leocádio, garantiu que a administração faria as convocações da lista vigente do último certame. Nove meses depois, veio a certeza de que a promessa era vazia.

O gargalo das promoções
A raiz do problema que travou a fila de aprovados reside na própria administração municipal. Em diversas escolas, a Prefeitura tem falhado em cumprir o Regimento Escolar, não promovendo em número suficiente os PADs para Professores de Educação Básica (PEBs).

Como a ascensão de um PAD para PEB é o que abre a vaga para que um novo PAD seja chamado, esse represamento nas promoções engessou a fila de aprovados do Edital nº 20/2024. As vagas existiam, a necessidade nas salas de aula era real, mas a burocracia e a falta de vontade política mantiveram os habilitados do lado de fora das escolas.

Em 19 de janeiro de 2026, o Sindserv entrou com uma ação de obrigação de fazer, requerendo o cumprimento do Estatuto do Magistério (Lei Complementar 752/2012), que diz que para cada três salas de aula é necessário um PAD. A ação está em fase de recurso junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo.

386 professores prejudicados
De acordo com o novo edital, a quantidade de vagas agora oferecidas (somando ampla concorrência, PCDs e negros) poderia ter sido perfeitamente suprida pelos profissionais que já estavam na lista de espera.

O caso do cargo de PAD I beira o absurdo: havia 216 professores habilitados aguardando o chamado. O novo concurso abriu exatamente 217 vagas. Ou seja, por uma diferença de apenas 1 vaga, a Prefeitura preferiu deixar o edital de 2024 caducar para obrigar 216 pessoas a passarem por todo o desgaste financeiro e psicológico de um novo certame. Nos demais cargos, todos os habilitados poderiam já estar já em sala de aula.

Pelo menos 386 profissionais aprovados que já poderiam estar dentro das escolas, contribuindo para a educação das crianças santistas e suprindo o déficit da rede municipal, foram descartados. Os dados podem ser conferidos aqui: https://egov.santos.sp.gov.br/dadosabertos/concursos/edital/20%2F2024%20%E2%80%93%20SEPLA%20%E2%80%93%20RH/cargo/PROFESSOR%20ADJUNTO%20I

Veja na imagem do post o quadro comparativo.

Professor, você pode ajudar a desmascarar a farsa da Educação em Santos

Na ação que o Sindserv ingressou para garantir a agilidade nas nomeações, o juiz de primeira instância pediu apresentação de provas robustas da falta de professores e do descumprimento do regimento. Como o portal da transparência da Educação está fora do ar desde a chegada do sistema GIER, o sindicato só pode contar com a denúncia dos servidores.

Pedimos para que os educadores entrem em contato com o sindicato, por meio do e-mail [email protected] , e respondam às seguintes perguntas:

- Quantas salas existem na sua escola?
- Existe um professor substituto para cada 3 salas?
- As salas do Infantil estão com quadro completo (proporcionalidade aluno x professor está sendo cumprida)?
- O número de PAEIs é suficiente?

Abaixo, confira a cronologia da luta por agilidade no ingresso e promoção no Magistério:

Primeira quinzena de Janeiro de 2025
Sindserv protocola pauta deliberada em assembleia para a vice-prefeita e secretária de Educação, Audrey Kleys, que inclui o chamamento dos aprovados no concurso de ingresso, as promoções de PADs para PEBs, concurso de PEB para Especialista I, além de fixação de sede. Seduc responde por meio de ofício, passando a bola para a Secretaria de Finanças e Gestão.

28/05/2025 - ato promoção e ingresso
Aprovados da lista vigente do concurso para PAD I e II fazem ato no Paço junto com demais educadores da rede, que reivindicavam chamada do concurso de Promoção de PEB para Especialista I (0.E., C.P., A.D.) e abertura imediata de concurso de Promoção de PADs I e II para PEB I e II.
https://www.youtube.com/watch?v=O107j2PCyow&t=7s

12/09/2025 - Sindserv solicita mais uma reunião com o Governo
O objetivo é cobrar prazo para atendimento das pautas de reivindicações do Magistério, incluindo a convocação de aprovados da lista do concurso vigente. Seduc não responde às solicitações.

13/10/2025 - Ato promoção e ingresso na Praça Mauá
Secretário de Finanças e Gestão, Adriano Leocádio, promete chamar os aprovados para repor as vagas geradas pela promoção.
https://www.youtube.com/watch?v=TqGH43vLRIc

05/11/2025 - Ato dos profissionais do Magistério, em frente à Seduc
Educadores denunciam: faltam professores em toda a rede e a Seduc não cumpre o Regimento Escolar.
https://www.youtube.com/watch?v=WFWfdrs5lOw

15/11/2025 - Ato no Gonzaga, em defesa da Educação
Trabalhadores fizeram panfletagem na Praça das Bandeiras para denunciar o desmonte da Educação e a demora em chamar os aprovados no concurso de ingresso.
https://www.youtube.com/watch?v=1eB5ZR2PYpE&t=16s

19/01/2026 - Sindserv entra com ação de obrigação de fazer
O objetivo é fazer a Prefeitura cumprir o artigo 30 do Estatuto do Magistério (Lei Complementar 752/2012), que diz que para cada três salas de aula é necessário um PAD. A ação está em fase de recurso junto ao TJ-SP.

29/04/2026 - Ato por Ingresso e Promoção, no Paço
A menos de dois meses do encerramento do prazo para nomeação dos professores aprovados em concurso público de ingresso no Magistério, Governo age mais uma vez com descaso e não atende professores.
https://www.youtube.com/watch?v=7f1Ks7qxXOo

31/07/2026 - Publicado edital de novo concurso para PAD I e PAD II
https://diariooficial.santos.sp.gov.br/edicoes/inicio/download/2026-07-31

🎥🍿 LANÇAMENTO DO DOCUMENTÁRIO VAMOS FAZER ACONTECER - UMA RECEITA DE LUTAUma história de luta que merece ser vista na te...
04/08/2026

🎥🍿 LANÇAMENTO DO DOCUMENTÁRIO VAMOS FAZER ACONTECER - UMA RECEITA DE LUTA

Uma história de luta que merece ser vista na telona. Assim é a trajetória das cozinheiras e cozinheiros de Santos, uma categoria que há mais de 10 anos sofre um processo intenso de desmonte por parte dos últimos governos. Um verdadeiro projeto de sucateamento para justificar a terceirização, com apoio de vereadores governistas.

Hoje, as cozinhas de 66 escolas públicas de Santos (43 municipais e 23 estaduais) estão nas mãos de empresas terceirizadas. As demais unidades resistem, mas estão no radar de novas terceirizações.

Um serviço que deveria ser sinônimo de eficiência e segurança alimentar esconde uma teia de precarização do trabalho e adoecimento.

Esses são os principais elementos do documentário “Vamos Fazer Acontecer - Uma receita de luta”. Neste filme fizemos ainda um resgate dos bastidores da Greve das Cozinheiras (os), que este ano completa 10 anos.

Você está convidado a conhecer as engrenagens do desmonte das cozinhas escolares, relembrar os momentos de resistência e se inspirar para as lutas que se fazem necessárias nesta e nas demais categorias.

Esperamos você no lançamento! Sua presença é muito importante!

🗓️ Data: 19/08 (quarta-feira)
🕓 Horário: 19h
📍 Local: Cine Roxy 5 (Av. Ana Costa, 443, Santos) e Youtube do Sindserv
🍿 Entrada: gratuita, mediante confirmação de presença pelo QR Code

Endereço

Avenida Campos Sales, 106
Santos, SP
11013-400

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 18:00
Terça-feira 08:00 - 18:00
Quarta-feira 08:00 - 18:00
Quinta-feira 08:00 - 18:00
Sexta-feira 08:00 - 18:00

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