18/04/2026
Repudiamos veementemente a violência sofrida pela Vereadora Fernanda Henrique, em Ribeirão Pires, e denunciamos a grave conivência institucional que marcou esse episódio.
Segundo relatos públicos, a parlamentar foi intimidada no exercício de sua função fiscalizatória. Ao levar a denúncia à tribuna, encontrou um plenário esvaziado, sem acolhimento e sem posicionamento — um retrato do silenciamento que mulheres enfrentam cotidianamente na política.
O silêncio da Câmara não é neutro. Ele legitima a violência.
Em um cenário de aumento dos feminicídios, da violência sexual e da violência política de gênero no ABC e no país, o que está em curso é a tentativa de intimidar e afastar mulheres dos espaços de poder. Quando uma vereadora eleita é atacada e ignorada, todas as mulheres são atingidas.
Nomear e denunciar essa violência é fundamental para romper sua naturalização e exigir a aplicação da Lei nº 14.192/2021.
Fernanda Henrique não está sozinha. Sua luta é coletiva — e exige resposta pública.
Diante disso, também chamamos todas pela aprovação de medidas concretas de enfrentamento à violência contra as mulheres.
No dia 25/04, às 14h, no MASP, estaremos nas ruas pela aprovação do PL 896/23, que inclui a misoginia como crime. A proposta já foi aprovada por unanimidade no Senado, fruto da mobilização social, mas segue sendo bloqueada na Câmara dos Deputados.
Enquanto isso, a violência cresce. O feminicídio é o último estágio de uma cadeia que começa no ódio e na misoginia, alimentados nas redes, nas ruas e também nos parlamentos.
É urgente criminalizar a misoginia para proteger todas as mulheres.
Ir às ruas é romper o silêncio.
Apoiar Fernanda é defender todas nós.