29/06/2025
Fim da escala 6x1 em pauta 🚩
A economista Lúcia Garcia, do Dieese, defende que o Brasil já tem condições de adotar 1 jornada semanal de 36h, com 4 dias de trabalho e 3 de folga. “Nós já temos condições para ter imediatamente jornadas de 40h semanais e podemos avançar para 1 jornada de 36h, numa escala 4×3, como 1 acordo importante nacional”, afirma em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.
Especialista em mercado de trabalho, ela defende a adoção de 1 política industrial que agregue valor à produção e 1 reforma trabalhista que responda à transição tecnológica. “Podemos considerar como 1 política importante para animar o mercado de trabalho interno brasileiro termos 1 legislação trabalhista mais adequada à transição tecnológica. Isso significa reconhecer que a produtividade no Brasil, do ponto de vista do trabalho, se encaminhou positivamente”, diz.
No Brasil, o fim da escala 6×1 tem sido 1 das principais mobilizações de trabalhadores com apoio de centrais sindicais, que defendem a redução da jornada de trabalho sem perda de direitos. Projetos com esse objetivo tramitam atualmente no Congresso Nacional, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já se comprometeu publicamente com a causa. Em 1 pronunciamento divulgado no 1º de Maio deste ano, ele declarou apoio à proposta.
A defesa da redução do trabalho feita por Lúcia Garcia vem no contexto da queda da taxa de desemprego para 6,2% no trimestre encerrado em maio, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da melhora nos indicadores, a economista alerta para a precariedade que ainda marca o mercado de trabalho. “Em termos absolutos, o Brasil melhora, mas, em termos relativos, nós continuamos marchando para 1 mercado de trabalho difícil para o trabalhador brasileiro”, afirma.
Entre os principais problemas, ela cita a informalidade, que atinge quase 38% da população ocupada, e a subutilização da força de trabalho, que permanece alta, em torno de 15%. Para Garcia, isso é efeito da reforma trabalhista aprovada no governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), em 2017, que prometia geração de empregos e formalização.
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