Nossa História
O Grupo Escoteiro Tupanciguara foi fundado em 03 de Setembro de 1952. A reunião de fundação ocorreu nas dependências da extinta Escola Industrial Hugo Taylor, situada na avenida Rio Branco, esquina com a rua dos Andradas, em Santa Maria, RS. A sessão foi presidida pelo irmão Bento Labre e teve a presença dos chefes escoteiros, irmão Luíz Augusto e irmão Urbano Mário, além de professores da referida escola e ainda por vários jovens interessados em praticar o escotismo.
O nome Tupanciguara foi escolhido acatando-se sugestão do irmão Luíz Augusto e que significa “Recanto da mãe de Deus”. Foi escolhida a Nossa Senhora Medianeira como padroeira do Grupo Escoteiro Tupanciguara. O irmão Bento Labre foi escolhido para ser o 1º Diretor-presidente do Grupo Escoteiro Tupanciguara. A partir de então 15 meninos começaram a preparar-se para fazer sua promessas. A promessa deles acorreu em 3 de setembro de 1952.
As primeiras patrulhas foram: Águia, Guará e Lobo. Os meninos quando iam acampar, levavam o material em uma carrocinha, e o deslocamento era à pé como é, até hoje, nosso costume. Iam em fila indiana, cantando músicas escoteiras.
O Grupo Escoteiro Tupanciguara foi crescendo e em 1958 estava com duas tropas de escoteiros: a Tupanciguara e a Tiarajú. As patrulhas eram: Lobo, Guará e Águia da Tupanciguara e a Graxaim, Leão e Cavalo da Tiarajú. Também foi criada a Quero-Quero, por pouco tempo.
O Grupo Escoteiro Tupanciguara continuava crescendo e em 21 de Abril de 1960 foi criada a Alcatéia de Lobinhos, tendo como primeiro akelá o Chefe Guaporé que tinha curso para tal.
Em 23 de Abril de 1961, dia do escoteiro, num Fogo de Conselho solene, o Comissário Distrital de Santa Maria, Wilson Dias, autorizou a abertura da nossa Tropa Sênior, para meninos apartir de 15 anos. Ela foi batizada de Tropa Sênior Tupambaé. Contava com duas patrulhas: A Zeso Leal e a Caio Martins.
Entretanto, ainda em 1961 os irmãos Bento Labre e Luiz Augusto foram transferidos de Santa Maria. Isto provocou o enfraquecimento do Grupo Escoteiro Tupanciguara. A nova diretoria da Escola Hugo Taylor pediu para o Grupo Escoteiro Tupanciguara sair e tivemos de nos transferir para um prédio abandonado cedido por esta nova diretoria. Ele localizava-se na Rua José do Patrocínio, 26. Após instalar-se continuamos a praticar o escotismo.
Em 1965, auxiliando a Alcatéia de Lobinhos, iniciou a presença feminina no Grupo Escoteiro Tupanciguara. Neste mesmo ano, alguns escoteiros do Grupo Escoteiro Tupanciguara participaram do Jamboree Panamericano, no Rio de Janeiro.
Em 1968, o Grupo Escoteiro Tupanciguara teve que mudar-se novamente. Fomos então para o prédio da ação social, na Avenida Rio Branco, junto à catedral Diocesana.
Mas logo a seguir o Grupo Escoteiro Tupanciguara teve de dividir-se para poder continuar suas atividades. Lobinhos e Escoteiros foram para um chalé no pátio da Escola Santa Catarina, no Bairro Itararé. A tropa sênior vaia para um chalé cedido pelo emérito colaborador Waldemar Bresolim na Rua Visconde de Pelotas, 412. O Clã de Pioneiros reúne-se na igreja do Bom Fim, na Rua Venâncio Aires.
Nesta época, o Grupo Escoteiro Tupanciguara destaca-se pelas grandes viagens de seus escoteiros, os “Raides”. Chegamos no Rio de Janeiro, Brasília, Amazonas, Paraguai e outras grandes aventuras.
Em 1976, o Grupo Escoteiro Tupanciguara ganhou um terreno para erguer sua sede própria. Após os tramites legais e após cansativas, mas eficazes campanhas financeiras, construímos a sede atual na Avenida Liberdade, 350.
Na década de 80 e 90 o Grupo Escoteiro Tupanciguara participa de Jamborees em outros países, com alguns membros, entre outras atividades.
Em setembro de 2002, com um acampamento na Estação Experimental, o Grupo Escoteiro Tupanciguara comemorou seus 50 anos de existência.
Do ano de 2002 à 2009 somam-se sete anos de muitas alegrias e algumas tristezas.
Muitas crianças e jovens passaram pelo Tupanciguara, alguns deixando sua marca, alguns permanecendo e outros mesmo à distância são irmãos de ideal e de Tupã.
A sede, situada na Avenida Liberdade vem sofrendo a ação do tempo, das chuvas e até mesmo de ladrões.
A chefia, composta integralmente por ex-escoteiros do Grupo Escoteiro busca manter as atividades e a chama do espírito de Baden Powell vivas.