Associação Cultural Comunitária de Santa Luzia

Associação Cultural Comunitária de Santa Luzia Associação Cultural Comunitária de Santa Luzia/MG. Entidade civil, sem fins lucrativos, de caráter sócio-cultural. Preservação dos bens culturais.

Associação Cultural Comunitária de Santa Luzia

Criada por sugestão da então presidente do IEPHA/MG, Anna Marina Vianna Siqueira, a Associação Cultural Comunitária foi fundada em 06 de julho de 1987 e registrada no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas da Comarca de Santa Luzia sob o número 236, folhas 517, livro A-1, em 11 de setembro de 1987. A Associação, desde a sua criação, teve com

o presidente o médico luziense Márcio José de Castro Silva (1931-2015) que, até o seu falecimento, comandou a entidade com dinamismo e entusiasmo, em uma gestão que tem como principal característica a formação de uma rede agregada de parceiros que não faltaram com o seu apoio aos projetos de preservação do patrimônio cultural luziense. A cartela de serviços prestados pela Associação Cultural Comunitária confere-lhe a credencial de ser a mais importante instituição luziense, da sociedade civil, na área do patrimônio cultural. Entre as dezenas de projetos desenvolvidos, destacam-se: a restauração da Igreja Matriz de Santa Luzia – parte física e artística; restauração da imaginária da Matriz e capelas; intermediação para a gestão municipal e restauração da Estação Ferroviária; restauração do Solar da Baronesa – parte física e artística; solicitação do Tombamento estadual do Centro Histórico; montagem do atelier de restauração na Casa da Cultura de Santa Luzia; diversas exposições e cursos; implantação do projeto de revitalização da Rua Direita, em parceria com a Cemig, Telemig e Prefeitura (que resultou na colocação de iluminação subterrânea em todo o trecho da citada rua); aquisição de diversas peças e mobiliário de época para composição do acervo do Museu Histórico Aurélio Dolabella de Santa Luzia; realização do concurso de presépios de Santa Luzia; realização de documentário sobre a história da cidade (em parceria com a Rede Minas); parceria com a Secretaria Municipal de Cultura visando a preservação do Centro Histórico, com emissão de pareceres sobre construções e reformas no local; Ação Civil Pública para resgate dos Anjos Barrocos pertencentes ao Santuário de Santa Luzia (sub judice); administração da Casa de Cultura e do Museu Aurélio Dolabella (1992-jan.2014); restauração das Capelas do Bonfim e do Hospital de São João de Deus; exposição Nós Fizemos História (sobre personalidades luzienses); assinatura de Protocolo de Intenções com o Instituto Flávio Gutierrez para criação do Museu da Mulher Mineira; e criação do “pronto-socorro” para restauração e preservação das partituras musicais do acervo da Casa de Cultura de Santa Luzia, dentre outras. Texto extraído do livro: Santa Luzia: Atos de Proteção - Bens Culturais Tombados.

90 ANOS DE NICE DE PINHO COSTAA Associação Cultural Comunitária de Santa Luzia presta homenagem aos 90 anos de nasciment...
22/02/2026

90 ANOS DE NICE DE PINHO COSTA

A Associação Cultural Comunitária de Santa Luzia presta homenagem aos 90 anos de nascimento de Nice de Pinho Costa. Nascida em 17 de fevereiro de 1936, Nice é filha de José Feliciano Costa e Durcelina de Pinho Costa. Do lado materno, descende do juiz de Paz e restaurador Sebastião Ferreira de Pinho, atuante em Santa Luzia na primeira metade do século 20.

Nice fez parte da primeira turma do Ginásio Santa Luzia, fundado em 1951. Com a formatura e apoio do jornalista Geraldo Teixeira da Costa, Nice conquistou um emprego em Belo Horizonte. Contratada no Sistema S como funcionária do Sesi (Serviço Social da Indústria), se destacou por sua ética e seu compromisso profissional. Na entidade, recebeu o prêmio José Alencar Gomes da Silva, pelos 20 anos de trabalho exaltando seus valores profissionais.

Nice teve grande participação na vida religiosa de Santa Luzia, com destaque para sua participação no coral da Paróquia de São João Batista, ao lado de Imelda Giovanini. Na década de 1980, quando o padre João Habian instituiu as missas nas manhãs de domingo na Capela de Nossa Senhora do Carmo (ao lado do Cemitério do Carmo), Nice passou a atuar na capela apoiando Maria José Martins Gouveia (a dona Teca).

Na Capela do Carmo, Nice assumiu a coordenação dos trabalhos religiosos, litúrgicos, pastorais e de manutenção do templo religioso. Na Semana Santa e nos dias de Finados, Nice completava turnos inteiros durante todo o dia na capela garantindo as portas abertas para as centenas de pessoas que visitavam a capela em busca das celebrações e momentos de oração. Ao lado de suas atividades na comunidade, Nice também participou da equipe da Pastoral da Saúde da Paróquia Santa Luzia com atuação no grupo da medicina alternativa, com milhares de atendimentos ao longo de mais de 20 anos.

Parabenizamos Nice pelos seus 90 anos reconhecendo a sua presença e dedicação na vida comunitária de Santa Luzia.

230 ANOS DO FALECIMENTO DE CHICA DA SILVAHá exatos 230 anos, no dia 16 de fevereiro de 1796, dona Francisca da Silva de ...
17/02/2026

230 ANOS DO FALECIMENTO DE CHICA DA SILVA

Há exatos 230 anos, no dia 16 de fevereiro de 1796, dona Francisca da Silva de Oliveira, mais conhecida como Chica da Silva, dava os últimos suspiros de uma vida que entrou, até mesmo por interpretações equivocadas, na história e no imaginário brasileiro. A escravizada alforriada em 1753 pelo contratador da região diamantina João Fernandes de Oliveira marcou a sociedade mineira com importantes ações e que repercutiram, inclusive, em Santa Luzia.

A construção do seu mito passou por considerações racistas, exóticas e extravagantes que, após anos de séria pesquisa documental, devem ser abandonados para a leitura de uma Chica da Silva mais humana que viveu de acordo com os padrões da sociedade do século 18. Um dos trabalhos que ajudam a conhecer a dona Francisca da Silva de Oliveira é a pesquisa da professora da Universidade Federal de Minas Gerais, Júnia Furtado que, no livro “Chica da Silva e o contratador de diamantes – o outro lado do mito” apresenta ampla pesquisa que ajuda a interpretar a personagem sob uma ótica mais realista.

Chica da Silva e o contratador João Fernandes de Oliveira internaram suas nove filhas no Recolhimento de Macaúbas, o primeiro educandário feminino de Minas Gerais. O casal foi decisivo para a construção de uma ala do recolhimento – a Ala do Serro, de um dos mirantes que marcam a construção e de uma casa na lateral do prédio para abrigar o casal quando das visitas às filhas internas.

Em uma das temporadas de visita, especificamente no ano de 1770, Chica da Silva redigiu em Macaúbas o seu testamento que, posteriormente, foi registrado na vila do Serro. No texto, a marca de uma senhora que teve a vida compromissada com a família, com a educação dos filhos e com o apoio às igrejas que ajudou a construir e manter como das muitas irmandades de que fez parte.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais produziu o documentário "Chica da Silva - A Descoberta do Testamento" (disponível no YouTube), um site especial (https://www.tjmg.jus.br/portal-tjmg/noticias/chica-da-silva/) e, recentemente, disponibilizou o testamento para consulta (https://www.tjmg.jus.br/portal-tjmg/noticias/testamento-de-chica-da-silva-esta-disponivel-para-consulta-on-line.htm).

Texto: Beto Mateus

BIOGRAFIA DO PADRE JOÃO HABIAN É LANÇADA EM NOVA UNIÃOFoi lançada no último sábado (07/02/2026), na Praça João Habian, n...
08/02/2026

BIOGRAFIA DO PADRE JOÃO HABIAN É LANÇADA EM NOVA UNIÃO

Foi lançada no último sábado (07/02/2026), na Praça João Habian, no centro da cidade de Nova União, a primeira biografia do padre João Habian. Nascido na cidade de Skofja Loka, na Eslovênia, em 22 de agosto de 1917, padre João Habian chegou ao Brasil na década de 1940, no período pós-guerra.

De autoria do escritor Walter Caetano Pinto, a biografia “João Habian – os passos do homem que atravessou continentes, ergueu muros e tocou almas”, relembra a caminhada do religioso que partiu da Eslovênia, na Europa, até o Brasil, onde foi pároco de Nova União, entre os anos de 1948 e 1962, e da Paróquia de Santa Luzia, entre os anos de 1962 e 1995.

O livro destaca as várias habilidades do padre João em sua passagem pelas comunidades destacando as suas habilidades na construção de equipamentos e reformas de templos religiosos. Em Santa Luzia, um dos apoios para a pesquisa foi na família de Adolpho e Modestina (Tiná) Silva, grandes amigos do padre e que deram total apoio durante sua enfermidade. O padre João Habian faleceu em 21 de abril de 1996, sendo sepultado no cemitério do Carmo, em Santa Luzia.

De acordo com o autor, o livro será lançado em breve na cidade de Santa Luzia, onde muitas lembranças ajudaram a recuperar a trajetória do padre João Habian.

PARA NÃO ESQUECER ROBERTO ELÍSIOPost 7: Ser LuzienseNessa semana em que, especialmente, celebramos o legado do jornalist...
02/02/2026

PARA NÃO ESQUECER ROBERTO ELÍSIO
Post 7: Ser Luziense

Nessa semana em que, especialmente, celebramos o legado do jornalista Roberto Elísio de Castro Silva (29/01/1939 – 22/04/2025), lembramos de algumas das dezenas de crônicas que retrataram a memória da cidade, de sua gente e de sua identidade. Como grandes nomes da literatura nacional, como Pedro Nava, Roberto foi um memorialista de nossa cidade, e a cantou em prosa, versos e expressões memoráveis sobre os valores da terra de 1842 e do seu povo. Hoje, apresentamos a crônica Ser Luziense, publicada no jornal Leia Agora na edição de 15 de abril a 1º de maio de 2008. Como uma receita, Roberto indica elementos importantes da identidade luziense, motivadores de orgulho e de pertencimento. É interessante observar na crônica vários temas que foram tratados em textos específicos e numa demonstração de verdade do sentimento, Roberto volta a expressões que se tornaram sínteses em sua descrição. Ao analisar o legado de Roberto Elísio, temos que reconhecê-lo como o maior memorialista de Santa Luzia.

Vejamos alguns trechos do texto, lembrando que sua integralidade está nas imagens do post:

“A doutora Ephigenia de Jesus Werneck, que Santa Luzia adotou e que ela ocupou por direito de conquista, costuma observar que ser luziense não é mera circunstância geográfica. Mais, bem mais do que isto, ser luziense é um estado de espírito. Ser luziense é pisar as ruas do passado com o passo da reverência, como se cada pedra simbolizasse uma gota de sangue dos heróis da Revolução Liberal de 1842, aos quais a cidade ofereceu o seu cenário, generoso e solidário. É curvar-se na Praça da Matriz, diante da majestade da igreja e da tradição do casarão secular à sua frente. E assistir, ali, a fé e a história se entreolharem.

Ser luziense é manter sempre acesa a chama de seu amor à origem. (...) O luziense é assim: por uma dessas circunstâncias que o destino traça, ele pode ter que um dia sair de Santa Luzia. Santa Luzia, porém, nunca sai dele. Ser luziense, enfim, é nas horas de intensa dor e amargura, não se entregar ao desespero. (...)”.

PARA NÃO ESQUECER ROBERTO ELÍSIOPost 6: A ressurreição do lendário Rio das VelhasApós a saída dos Diários Associados, Ro...
01/02/2026

PARA NÃO ESQUECER ROBERTO ELÍSIO
Post 6: A ressurreição do lendário Rio das Velhas

Após a saída dos Diários Associados, Roberto Elísio escreveu o livro Sob a sombra da noite, com vários textos relembrando o seu passado: a Santa Luzia de antigamente e as memórias de sua atuação profissional no jornalismo mineiro. Logo, foi reintegrado ao espaço da imprensa mineira, escrevendo crônicas aos domingos no jornal Hoje em Dia. Nas crônicas, Roberto relacionava suas memórias com notícias do cotidiano, coletadas pelo próprio noticiário da capital. Nessa crônica, publicada em 25/03/2007, a partir de uma notícia veiculada pelo Hoje em Dia ele recupera a memória das relações da cidade com o Rio das Velhas. A meta não se cumpriu, a esperança prossegue como o curso do rio que é “lendário e boêmio”.

Vejamos alguns trechos do texto, lembrando que sua integralidade está nas imagens do post:

“Não poderia ter havido melhor notícia para a população de Belo Horizonte e de sua Região Metropolitana do que a divulgada pelo HOJE EM DIA na sua edição da última quinta-feira: o projeto de ressurreição do rio das Velhas, mediante a liberação de R$ 1 bilhão para obras de saneamento básico, construção de redes e de estações de tratamento de esgotos, recuperação de fundos de vales e urbanização de vilas e favelas. O que se busca é diminuir o despejo de rejeitos nas águas do maior afluente do São Francisco, reduzindo-se, consequentemente, os índices de poluição e degradação dos recursos hídricos de sua bacia.

Quando eu era menino – e não faz tanto tempo assim, acreditem – o Rio das Velhas era um amplo manancial de peixes e sua presença referência obrigatória em qualquer descrição geográfica e histórica que se fazia com relação à antiga e doce Santa Luzia. A começar do próprio nome de origem da cidade: Santa Luzia do Rio das Velhas. Era fonte permanente de inspiração poética. (...)

A notícia auspiciosa também situa no processo ressuscitador o coordenador da Meta 2010 do Projeto Manuelzão, da Universidade Federal de Minas Gerais, o também jovem e idealista Thomaz Gonzaga da Matta Machado. Seu nome é garantia de seriedade. Seu sobrenome, certeza na pureza das intenções.”.

PARA NÃO ESQUECER ROBERTO ELÍSIOPost 5: O velho São João de DeusNa crônica, Roberto Elísio volta os olhos para o princip...
31/01/2026

PARA NÃO ESQUECER ROBERTO ELÍSIO
Post 5: O velho São João de Deus

Na crônica, Roberto Elísio volta os olhos para o principal palco de batalhas da sobrevivência humana ante as imprevisibilidades e inconstâncias da saúde física. O Hospital de São João de Deus, fundado em 1840, pelos barões de Santa Luzia – Manoel e Maria Alexandrina Vianna – é dos mais antigos de MG. E sempre buscou, à semelhança dos seus doentes, a sobrevivência. Roberto encontrou ali um diálogo com a memória do pai, Antônio de Castro Silva (1898-1983). Na casa de saúde, via o próprio futuro da identidade luziense, tanto por seu caráter humanitário quanto por sua função de maternidade dos filhos de Santa Luzia ali nascidos.

Vejamos alguns trechos do texto, lembrando que sua integralidade está nas imagens do post:

“Embora enfrentando muitas vezes dificuldades quase insuperáveis, o Hospital de São João de Deus, já quase bicentenário, resiste bravamente ao tempo e as incompreensões oficiais. Sobrevive – e cumpre a sua destinação meritória – graças, ontem como hoje – à abnegação de luzienses que se recusam à indiferença e ao comodismo. Com recursos de uma rifa aqui, umas barraquinhas ali, e apoio nem sempre frequente do poder Público – muito menos do que na medida de suas necessidades – o velho hospital da Rua de Trás vai cumprindo sua missão de autêntica Santa Casa de Misericórdia de Santa Luzia e região que a circunda, mesmo além das fronteiras do município.

(...) Profissionais da medicina mais na base do sacerdócio do que do mero exercício da atividade superior, deixaram por lá a marca de sua solidariedade humana (...) amenizando sofrimentos, enfrentando a guerra contra as doenças e ressuscitando esperanças que pareciam perdidas em tempos marcados por todo tipo de dificuldade.

(...) Pelo trabalho altamente humanitário que realiza, o Hospital de São João de Deus merece apoio mais consistente e permanente do Poder público. A comunidade, ainda que com sacrifício, nunca se recusou a fazer a sua parte para mantê-lo vivo e de pé, porque reconhece o alcance de sua destinação histórica. O Poder Público, no entanto, ainda deixa muito a desejar. É uma omissão imperdoável, porque injustificável”.

ROBERTO ELÍSIO, A MEMÓRIA LUZIENSE!Ao longo da semana, a Associação Cultural Comunitária de Santa Luzia presta justa hom...
30/01/2026

ROBERTO ELÍSIO, A MEMÓRIA LUZIENSE!

Ao longo da semana, a Associação Cultural Comunitária de Santa Luzia presta justa homenagem a Roberto Elísio de Castro Silva. Nascido em 29 de janeiro de 1939, Roberto é filho de ex-prefeito e farmacêutico Antônio de Castro Silva (Castrinho) e da professora Syria Gonçalves Teixeira de Castro Silva. Do casamento com Maria Izabel da Glória de Castro Silva, nasceram os filhos Maria Cristina, Roberto Elísio Filho e Daniela de Castro Silva.

Na década de 1960, foi o presidente mais novo do Santa Cruz Esporte Clube, pelo qual levantava a faixa e proclamava: “Avante Santa Cruz, a vitória é nossa!”. Ainda em Santa Luzia, participou da criação de periódicos como o Carta Branca (1º número circulou em julho/1961).

Considerado referência e ícone do jornalismo em MG, Roberto Elísio iniciou sua carreira profissional aos 19 anos no Diário de Minas. Em 1960, foi admitido nos Diários Associados para atuação no jornal Estado de Minas, cobrindo a área de esportes. Logo, a astúcia e o tino investigativo o levaram para a cobertura política. Em 1966, assumiu a editoria de Política e, logo depois, editor-geral. Por sua genialidade, reconhecida por políticos e colegas de profissão, foi aclamado presidente do Centro de Cronistas Políticos e Parlamentares de Minas Gerais (CEPO). Durante o governo de Rondon Pacheco (1971/1975), Roberto Elísio assumiu a área de imprensa do estado, cargo equivalente ao de secretário de Estado de Comunicação.

Em Santa Luzia, Roberto Elísio esteve presente nas ações dos governos municipais que se sucederam ao longo de 50 anos. Com apoio dos Diários Associados, assumiu, muitas vezes, a função de articulação junto a presidentes da República, governadores, deputados e empresários que trouxeram visibilidade, recursos e protagonismo para a cidade. Em 2002, após demissão dos Diários Associados, onde atuou por mais de 40 anos, Roberto escreveu o livro Sob a sombra da Noite e foi cronista do jornal Hoje em Dia. A partir de janeiro/2008, passou a escrever no periódico Leia Agora. Seus textos ajudam a constituir a memória da cidade. Roberto Elísio faleceu em 22 de abril de 2025.

Para a memória de Santa Luzia, temos Roberto Elísio. E, ‘Ruberto’ é para sempre!

PARA NÃO ESQUECER ROBERTO ELÍSIOPost 3: Uma vocação irresistívelRoberto Elísio iniciou sua carreira no jornalismo bem ce...
29/01/2026

PARA NÃO ESQUECER ROBERTO ELÍSIO
Post 3: Uma vocação irresistível

Roberto Elísio iniciou sua carreira no jornalismo bem cedo. No ano de 1958, iniciou sua atuação no Diário de Minas, em Belo Horizonte, capital do estado. Três anos depois, junto com amigos, lançava o jornal Carta Branca, em Santa Luzia. No texto, Roberto destaca a vocação do luziense para as letras, com destaque para o pioneiro Francisco Tibúrcio de Oliveira, o professor de várias gerações que se sucederam na genealogia jornalística da cidade.

O texto apresenta o recorte temporal de sua publicação, em 2002, no livro Sob a sombra da noite. Vejamos alguns destaques do texto, lembrando que sua integralidade está nas imagens do post:

A fascinante cidade onde nasci teve sempre um traço literário que a destaca de suas vizinhas. A vocação para a imprensa, a sensibilidade para a poesia, o amor aos livros são marcas luzienses. Neste cenário de paixão surgiram figuras que, com o passar dos tempos, se credenciaram ao respeito das gerações subsequentes. São muitos os nomes: Tibúrcio de Oliveira, Manuel e Franklin Teixeira de Salles, Geraldo Teixeira da Costa (Gegê), Iolanda Fonseca, René Guimarães, Fritz e José Bento Teixeira de Salles, Anna Marina Siqueira, Modestino Gonçalves Filho, Saul Barbosa Chaves, Jaime Carlos Afonso Teixeira, Antônio Tibúrcio Henriques (...) e outros, aí incluídos alguns não nascidos em Santa Luzia, mas descendentes de famílias com raízes plantadas na terra.

(...) Tibúrcio de Oliveira, entre os poetas, é o autor das obras mais conhecidas em Santa Luzia, destacando-se o soneto com o nome da cidade e a belíssima imagem sobre a caminhada do rio das Velhas, que “desce e ondeia aqui, ali, além, aos caracóis”.

Igualmente de imensa beleza são os versos de René Guimarães (“Minha Aldeia” e “Santa Luzia”), Iolanda Fonseca (“Poema de Minha Terra”) e Manuel Teixeira de Salles (“Rio das Velhas”).

PARA NÃO ESQUECER ROBERTO ELÍSIOPost 2: Uma letra que choraNo texto Uma Letra que Chora, Roberto Elísio invoca sua intel...
28/01/2026

PARA NÃO ESQUECER ROBERTO ELÍSIO
Post 2: Uma letra que chora

No texto Uma Letra que Chora, Roberto Elísio invoca sua inteligência e sua astúcia no uso das palavras e recorre à letra “S” para traçar a sua genealogia, a paisagem humana de suas amizades, os bens mais caros à identidade luziense. O texto foi o discurso em agradecimento ao jantar oferecido pela Prefeitura e amigos de Santa Luzia por ocasião da passagem do seu aniversário, na década de 1990. À época, Roberto ocupava importante missão de chefia no Estado de Minas e Diários Associados e sua influência política em conquistas para a cidade era refletida na participação do então prefeito de Santa Luzia, Wilson de Souza Vieira (mandato 1993-1996), na articulação da comemoração do aniversário.

Vamos aos “S” proclamados por Roberto com sentimentos de gratidão e felicidade em sua trajetória de vida (integral nas imagens do post):

Isto aqui não é um discurso. É uma viagem no tempo. Ao longo de minha vida, a letra “s” tem presença marcante. Desde o nascimento e o registro civil, quando ao Roberto se acrescentou Elísio, se acrescentou Castro e se acrescentou Silva. Produto do imenso amor de Síria e de Castrinho. (...)

(...) “S” de serenata e de sonho, de passado e de poesia. De Dimas Rodrigues Silva, de córrego das Calçadas, das águas dos Camelos, de rio das Velhas e de Santa Cruz Esporte Clube. “S” sem “s” de Felinto Vieira, de Pedro Paulo de Oliveira, de Lilia de Zeca e Marieta de Teixeira, de Mariinha Moreira e de Bá, cujos nomes invoco autorizado pelo “s” da saudade. “S” de Nossa Senhora do Rosário, de Hospital de São João de Deus e de Asilo São Jerônimo. E também de angústia e de solidão, quando o “s” do sofrimento bateu forte pela perda do irmão e do pai queridíssimos.

(...) Quando morreu Francisco Alves, “O Rei da Voz”, no início dos anos 50 em acidente na estrada de Santos, o Brasil cantou emocionado “adeus, adeus, adeus, cinco letras que choram”, um dos maiores sucessos do saudoso intérprete da música popular brasileira. Hoje, aqui, neste reencontro de emoções na imortal Santa Luzia, é apenas uma letra que chora, mas, talvez, com o mesmo sentimento no peito de cada um de nós: o “S” de tantas saudades juntas.

PARA NÃO ESQUECER ROBERTO ELÍSIOPost 1: O Retrato e a Alma de Uma Velha CidadeNa semana em que o jornalista Roberto Elís...
27/01/2026

PARA NÃO ESQUECER ROBERTO ELÍSIO
Post 1: O Retrato e a Alma de Uma Velha Cidade

Na semana em que o jornalista Roberto Elísio de Castro Silva completaria 87 anos, a Associação Cultural Comunitária de Santa Luzia presta homenagem com o seu legado. Roberto escreveu Santa Luzia, traduziu a alma do luziense e constituiu parte da memória da cidade. Ao seu falecimento, em 22 de abril de 2025, se segue um período de silêncio de uma das vozes mais consagradas do jornalismo mineiro. Em Santa Luzia, a ausência de um devotado amante de sua paisagem humana e poética. Durante a semana, iremos relembrar Roberto com seus textos e sua herança textual mais acessível ao amplo conhecimento e passaporte da nova geração ao imortal estado de espírito do ser luziense.

Vejamos trechos d’O Retrato e Alma de Uma Velha Cidade (integral nas imagens do post):

A rua Direita é retrato e alma de Santa Luzia. Em pouco mais de 600 metros de extensão, recebe as bênçãos de três igrejas. Parte do Bonfim, curva-se diante do Rosário e termina aos pés da escadaria da majestosa Matriz. Por ela descia a dor silenciosa dos mortos. Por ela ainda sobe a esperança dos que crêem. Direita sem ser reta, cada uma de suas esquinas é carregada de histórias. Logo na primeira curva desponta o solar do senador Modestino Gonçalves, liderança paciente e generosa no exercício de uma irresistível vocação política. (...)

(...) A rua segue ao encontro da padroeira da cidade antiga. (...) A casa de dona Elisa Moreira e seu imenso pomar, o prédio da Prefeitura de cujas sacadas a baronesa acompanhava, lá embaixo, as obras de construção do Hospital de São João de Deus. (...)

A rua chega à praça da Matriz, depois de cumprimentar a alfaiataria de Torrozo, a venda de João Barracão, o bar de Geraldo Bibiano e a venda de Jair Tófani. (...) O solar do senador Teixeira da Costa, berço ilustre da maior tradição local, contempla a majestade da bicentenária Matriz. Entreolham-se a história e a fé.

A rua Direita completa o seu itinerário. Ao longo de seu caminho outras ruas foram nascendo. Nenhuma delas, porém, cometeu a desrespeitosa ousadia de cortar-lhe a passagem soberana.”

Versão do texto apresentado no cartaz com desenho de Lelis.

OURO PRETO PRESTA HOMENAGEM À IRMA MARIA DA GLÓRIAA cidade de Ouro Preto prestou homenagem à irmã Maria da Glória do Cor...
23/01/2026

OURO PRETO PRESTA HOMENAGEM À IRMA MARIA DA GLÓRIA

A cidade de Ouro Preto prestou homenagem à irmã Maria da Glória do Coração Eucarístico, lembrada no Mosteiro de Macaúbas ontem (21/01) por ocasião dos 40 anos de seu falecimento. Nascida no distrito de Cachoeira do Campo, em 27 de setembro de 1903, Maria Gomes de Oliveira iniciou a vida religiosa no Mosteiro de Macaúbas, em 1926. Ao longo de sua vida, se tornou uma das maiores personalidades religiosas de Santa Luzia, atraindo milhares de pessoas ao Mosteiro de Macaúbas.

Acamada, a irmã Maria da Glória desafiou os prognósticos médicos e passou a vida apresentando conselhos que trouxeram esperança e fé para os que a procuravam. Além das caravanas de pessoas comuns, recebia governadores e personalidades públicas, alcançando repercussão nacional. Ao seu funeral, nos dias 21 e 22 de janeiro de 1986, compareceram milhares de pessoas de todo o estado de Minas Gerais.

Ontem, na lembrança dos 40 anos de seu falecimento, o prefeito de Ouro Preto, Angelo Oswaldo de Araújo Santos, prestou homenagem ao legado de fé da religiosa, considerada uma das personalidades históricas do município. A homenagem se associou à lembrança da irmã Maria da Glória na Casa de Cultura de Cachoeira do Campo, inaugurada em setembro de 2024 no antigo Casarão Pedrosa, na Praça Felipe dos Santos, em Cachoeira do Campo. No espaço, está um painel com informações biográficas e uma foto da irmã Maria da Glória ao lado de sua irmã, a madre Otília de Santa Beatriz, que foi abadessa do Mosteiro de Macaúbas entre as décadas de 1960 e 1970.

6ª JORNADA DOS SANTOS REIS VISITA PRESÉPIOS LUZIENSESCumprindo a tradição, aconteceu ontem (04 de janeiro de 2026), a 6ª...
07/01/2026

6ª JORNADA DOS SANTOS REIS VISITA PRESÉPIOS LUZIENSES

Cumprindo a tradição, aconteceu ontem (04 de janeiro de 2026), a 6ª Jornada dos Santos Reis, promovida pela Associação Cultural Comunitária de Santa Luzia. Com a participação da Folia de Reis do Bairro Paulo VI (BH), as ruas da cidade foram percorridas levando os presentes e a presença dos Reis Magos ao Menino Jesus, nos tradicionais presépios ou figuras representativas da Sagrada Família.

Na oportunidade, o tradicional presépio da família do centenário Antônio Nonato e da saudosa Maria da Conceição Carvalho (Z**i) foi homenageado pelos 80 anos de presença no Natal dos luzienses. A folia também marcou presença no Santuário Arquidiocesano de Santa Luzia, onde foi recebida pelo pároco e reitor padre Felipe Lemos de Queirós que abençoou os foliões.

Mesmo debaixo de intensa chuva, os foliões trouxeram a mensagem de fé, esperança, união e alegria para o novo ano de 2026. Ao final, ocorreu no bairro Belo Vale (distrito de São Benedito), o encerramento do Giro com uma cerimônia tradicional onde cada Rei é convidado a se despir das roupas marcando o fim da jornada diária de visita ao Menino Jesus.

A Associação Cultural Comunitária de Santa Luzia agradece a participação dos devotos, amigos e da Folia de Reis do Bairro Paulo VI para a realização da 6ª Jornada dos Santos Reis em Santa Luzia. Todos colaboram, com a sua fé e presença, para a preservação dessa antiga tradição luziense.

Fotos: Marcos Ikeda

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Santa Luzia, MG

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