14/07/2025
Terça-feira, 22 de Julho, ás 19h, a Pelô Vivo Orquestra, sob a regência do compositor americano Graham Haynes, apresenta "Conduction® #22” na Casa Preta, Salvador de Bahia, Brasil.
Com:
Gabi Guedes, percussão
Ivan Huol, bateria
Ícaro Santiago, teclados
Pedro Filho Amorim, guitarra
André Becker, sax barítono e flauta
Remo Bianco, Sax ténor
Lucas Decliê, sax alto e flauta
Fernando Isaia, trompete
A partir de 1990, Graham Haynes tornou-se um condutor do método de improvisação dirigida do cornetista e compositor americano Butch Morris, chamado Conduction®, uma forma singular de improviso para grandes grupos na qual regentes e instrumentistas realizam um “dueto” por meio de um sistema de sinais e gestos. No Nublu, o clube e selo da Avenue C em Nova York, Graham foi um dos primeiros membros de um grupo heterogêneo e em constante evolução de músicos que formou a Orquestra Nublu sob a batuta de Butch Morris. A linguagem condutiva de Butch conseguia manipular as harmonias, os ritmos e os fraseados dos músicos, independentemente de sua formação técnica, teórica, estilística ou cultural.
Como herdeiro e intérprete do método desde a morte de Butch em 2013, Graham tem apresentado o Conduction® a estudantes de conservatório, a músicos eletrônicos e a instrumentistas locais de Salvador, Bahia, Brasil. Em março de 2024, ele liderou duas noites de Conduction® com a Orquestra Nublu como parte de sua multifacetada residência artística de um mês na FourOneOne em Nova York. Em 21 de janeiro de 2025, ele retornou para uma única noite de Conduction®, desta vez principalmente com músicos que estão tendo o primeiro contato com a forma, além de colaboradores de longa data como Shakoor Hakeem, Mauro Refosco e Brandon Ross.
Graham Haynes é um compositor, líder de banda e músico radicado na Bahia (Brasil) que expande e desafia nossa compreensão sobre jazz e música eletrônica. Filho do baterista Roy Haynes e criado entre as maiores figuras da arte e da música de improviso em Nova York, o trabalho de Graham emerge de uma profunda percepção das diversas histórias e movimentos musicais da cidade. Sua trajetória abrange a cofundação, nos anos 1980, do precursor Coletivo M-Base; colaborações com artistas das tradições musicais africanas, árabes e do sul da Ásia; trabalhos com DJs de drum 'n' bass; lançamento de *BPM* no ano 2000, um casamento entre drum 'n' bass e ópera. Mais recentemente, a partir da década de 2010, tem se dedicado a obras de câmara com densas camadas sonoras, incluindo o vindouro *Requiem for Young Black Men Assassinated by Police in America* — uma apresentação de longa duração para um coro de 40 vozes e orquestra, com libreto em inglês de Carrie Mae Weems.