Barra Urgente

Barra Urgente Organização sem fins lucrativos

08/02/2026

Imagem repetida.

"As constantes cenas de ambulantes dormindo ao relento e guardando lugar no circuito do Carnaval de Salvador já começam a ter efeito negativo na imagem da Prefeitura de Salvador, responsável por fazer o gerenciamento de uma das classes trabalhadoras mais importantes da folia. A NSP apurou que a Defensoria Bahia (Defensoria Pública)e o Ministério Público do Estado da Bahia já preparam ações para intimar a gestão municipal a oferecer melhores condições de trabalho. No entanto, a gota d'água aconteceu na última quarta-feira (4), quando a entrega dos kits aos ambulantes promoveu uma verdadeira confusão no circuito."

"Foi o estopim para que patrocinadores do evento começassem a se manifestar internamente junto aos principais atores da gestão Bruno Reis. Imagens de kits sendo carregados e disputados por pessoas em vulnerabilidade, inclusive crianças, desagradaram a dona de um dos principais patrocínios do carnaval, que já pensa em abandonar o vínculo no ano que vem se a situação persistir. A promessa de melhorias aos trabalhadores, ao que parece, ficou no papel."

Imagem arranhada
Sobre escravidão, Ambev e prefeitura de Salvador.

"Quase um ano após o resgate de 303 ambulantes em condições análogas à escravidão durante o Carnaval de Salvador 2025, o Ministério Público do Trabalho (MPT-BA) ainda não informou publicamente o desfecho da investigação iniciada em março daquele ano. A fiscalização do Ministério do Trabalho constatou jornadas de até 20 horas diárias, privação de sono, falta de higiene e obrigação de dormir na rua para vigiar mercadorias. Ambev (patrocinadora exclusiva de bebidas) e a Prefeitura de Salvador foram notif**adas e autuadas como responsáveis pelo estado precário da condições de trabalho. Em casos semelhantes, o MPT costuma ajuizar ação civil pública pedindo indenização por dano moral coletivo. Até o momento, não há registro de ajuizamento contra as duas partes nem divulgação de acordo ou arquivamento. Cabe saber do MPT-BA sobre o status atual do procedimento, a eventual propositura de ação civil pública e as medidas adotadas para responsabilização e prevenção de novas violações no carnaval de 2026. A resposta será publicada assim que for recebida."

Água de Chope.
"O caso envolvendo a responsabilização da Prefeitura de Salvador e da Ambev por trabalho análogo à escravidão no Carnaval ainda pode render mais do que desgaste jurídico. Nos bastidores, já circula a informação de que a diretoria da cervejaria não teria digerido bem a exposição negativa e estuda rever o patrocínio em outros âmbitos da festa para os próximos anos. Executivos devem desembarcar em Salvador nos próximos dias para avaliar cenários, inclusive políticos, diante da corresponsabilização apontada pelo Ministério do Trabalho. O pós-Carnaval promete ser mais indigesto do que a ressaca."

Fonte: https://www.bnews.com.br/noticias/na-sombra-do-poder/na-sombra-do-poder-calote-de-familia.html?
Imagem: internet BNews

R$ 0,43 o m²/dia. Um baita negócio.
03/02/2026

R$ 0,43 o m²/dia.
Um baita negócio.

Negócio da China!
R$ 0,43/dia
O M² mais barato do mundo.

A Amabarra - SOS Barra, com base em matérias públicas (divulgadas na mídia) e informações oficiais da Superintendência do Patrimônio da União na Bahia-SPU, fez uma análise sobre o quanto é vantajoso para alguns camarotes, realizarem seu carnaval indoor, ocupando áreas públicas.
O texto é longo mas vale a pena a informação e cabe a reflexão.

A SPU, conforme placa fixada no empreendimento, permitiu ao Camarote Salvador, da Premium Produções, a ocupação da praça Luiz Sande e entorno, na beira mar de Ondina.
De acordo com o descrito, pelo período de 89 dias (isso mesmo!), ou seja os 3 meses do verão, o camarote tem a permissão de usar aquela área pública, para seus fins comerciais.
Por essa concessão, foi estabelecido o pagamento aos cofres da união, o valor de RS 493.630,18.

Divididas em áreas, o camarote pode usar a praça e seus arredores. Na divisão oficial foi determinado às seguintes medidas:

Área 1: 8.063,02 m²

Área 2: 1.992,47 m²

Área 3: 1.345,02 m²

Área 4: 1.629,6 m²

Total:
13.030,11 m² de área pública.
Fazendo uma conta simples, chegamos a seguinte conclusão;

Área total: 13.030,11 m²
Valor pago apresentado : R$ 493.630,18

Então, em média, o uso dessa área custou cerca de R$ 37,88 por metro quadrado.

Se dividirmos esse valor pelo número de dias da concessão, chegamos ao negócio da China (já explicaremos).

Período de autorização: 89 dias (10/12/2025 a 08/03/2026).

Custo por m² por dia:

Ou seja, aproximadamente R$ 0,43 por metro quadrado por dia.

Segundo reportagem, a própria CEO do Camarote Salvador informou que a expectativa é que o evento movimente cerca de R$ 150 milhões na economia do Carnaval, contando com ingressos, hospedagem, transporte e serviços relacionados, segundo a previsão da organização.
É importante destacar que esse número de R$ 150 milhões se refere ao impacto econômico/receita bruta gerada pela operação como um todo, não ao lucro líquido da empresa promotora. O lucro real depende de custos com produção, artistas, estrutura, equipe, fornecedores, impostos etc., e esses números raramente são divulgados detalhadamente pela organização.

Projeções de receita/impacto econômico do Camarote Salvador:

Movimentação econômica local:

Algumas fontes na mídia indicam que o Camarote Salvador pode movimentar cerca de R$ 150 milhões na economia baiana durante o Carnaval, considerando gastos com ingressos, hospedagem, transporte, alimentação, serviços e outros itens associados ao evento.

Expectativa de crescimento:
Outros relatos mencionam uma projeção de movimentar cerca de R$ 160 milhões, com crescimento em relação ao ano anterior e uma participação maior de patrocinadores e públicos.

Esses valores representam movimentação total na economia local atribuída ao camarote, o que inclui gastos dos foliões e atividades correlatas, e não necessariamente o lucro líquido da empresa organizadora.
Ou seja, quando a mídia fala em R$ 150 milhões ou R$ 160 milhões, normalmente está se referindo a impacto econômico total ou receita bruta estimada, não ao lucro efetivo da empresa promotora.

Deixando claro que isso não é o lucro líquido declarado.

Quanto disso vira receita do Camarote?
Em eventos desse porte, o padrão de mercado costuma ser:

Receita direta do organizador de 30% a 40% da movimentação econômica total
(o resto f**a com hotéis, artistas, logística, impostos, fornecedores externos)

Usando o valor mais conservador:

30% de R$ 150 milhões ≈ R$ 45 milhões de receita bruta.

Usando um cenário mais otimista:

40% de R$ 160 milhões ≈ R$ 64 milhões de receita bruta.
Faixa estimada de receita bruta do Camarote Salvador:
entre R$ 45 milhões e R$ 64 milhões

Custos típicos de um camarote premium
Em eventos de grande porte no Brasil, os custos costumam consumir:

60% a 75% da receita bruta, incluindo:
artistas e atrações,estruturas (montagem, desmontagem, passarela, climatização, banheiros, energia), segurança, limpeza, staff,
impostos, taxas e autorizações, marketing e operação.

Estimativas em cenários:

Estimativa de lucro líquido (cenário realista):
Receita: R$ 45 milhões
Custos: 75% → R$ 33,75 milhões
Lucro líquido estimado: R$ 11,25 milhões

Cenário intermediário:
Receita: R$ 55 milhões
Custos: 65% → R$ 35,75 milhões
Lucro líquido estimado: RS 19,25 milhões

Cenário Otimista:
Receita: R$ 64 milhões
Custos: 60% → R$ 38,4 milhões
Lucro líquido estimado: ≈ R$ 25,6 milhões

Conclusão:
Com base em dados divulgados pela mídia e parâmetros usuais do setor de eventos, é razoável estimar que o Camarote Salvador tenha:

Lucro líquido projetado entre R$ 11 milhões e R$ 25 milhões nesta edição do Carnaval.

Uso de área pública:

Área total autorizada: 13.030,11 m²

Período: 89 dias

Valor pago à Prefeitura: R$ 493.630,18

Lucro líquido projetado: entre R$ 11 milhões e R$ 25 milhões

Quanto do lucro “corresponde” ao que foi pago pela área pública?
Cenário conservador
Lucro: R$ 11.000.000,00

Valor pago : R$ 493.630,00

O pagamento pelo uso da área pública representa apenas 4,48% do lucro.

Cenário intermediário
Lucro: R$ 19.000.000

Pagamento equivale a 2,6% do lucro.

Cenário otimista
Lucro: R$ 25.000.000,00

Pagamento equivale a 1,97% do lucro.

Em todos os cenários, menos de 5% do lucro estimado retorna ao poder público como contrapartida pelo uso da área.

Comparação diária: lucro × valor pago por dia:

Valor pago por dia (já calculado)
R$ 5.547,53 por dia

Lucro diário estimado
Cenário Lucro total Lucro por dia (89 dias)
Conservador R$ 11 mi R$ 123.595/dia
Intermediário R$ 19 mi R$ 213.483/dia
Otimista R$ 25 mi R$ 280.899/dia
Comparação direta:

Para cada R$ 1 pago por dia à Prefeitura, o camarote pode lucrar entre:

R$ 22 (cenário conservador)

R$ 38 (intermediário)

R$ 50 (otimista)

Comparação por metro quadrado:
Custo público
R$ 37,88 por m² (valor total)

R$ 0,43 por m² por dia

Lucro estimado por m² (no período)
Cenário Lucro por m²
Conservador: R$ 844 por m²
Intermediário:R$ 1.459 por m²
Otimista: R$ 1.919 por m²

Ou seja:

O município recebe R$ 37,88 por m²

O explorador privado pode lucrar de R$ 844 a R$ 1.919 por m²

Resumindo:
Com base em dados oficiais de área e prazo, e em projeções divulgadas pela própria organização à imprensa, o Camarote Salvador pode obter lucro líquido entre R$ 11 milhões e R$ 25 milhões, enquanto paga R$ 493 mil pelo uso de 13 mil m² de área pública por 89 dias.

Isso signif**a que o poder público recebe menos de 5% do lucro estimado, cerca de R$ 5,5 mil por dia, enquanto o empreendimento pode lucrar entre R$ 123 mil e R$ 280 mil por dia.

ÁREA PÚBLICA, LUCRO PRIVADO: QUEM PERDE COM ISSO?

Durante 89 dias, em pleno verão e férias escolares, mais de 13 mil m² de área pública na orla da Barra f**am ocupados por uma estrutura privada de camarote.

Pelo uso dessa área, que pertence a todos, foi pago cerca de R$ 493 mil, o que equivale a R$ 5,5 mil por dia ou R$ 0,43 por metro quadrado/dia.

Ao mesmo tempo, segundo projeções divulgadas na própria mídia, o empreendimento pode alcançar lucro estimado entre R$ 11 milhões e R$ 25 milhões nesta edição do Carnaval.

Ou seja:
o poder público recebe menos de 5% do lucro estimado, enquanto a cidade arca com os impactos.

E quem paga essa conta invisível?

Os moradores, que perdem o direito de usufruir de uma área pública estratégica, justamente no período de maior uso da orla.

Os trabalhadores da praia, que enfrentam:
dificuldade de acesso de clientes,redução do fluxo de pessoas, queda no faturamento em pleno verão.
A paisagem urbana, com obstrução da vista da praia, descaracterização do espaço e privatização visual do litoral.
A vizinhança, que sofre com: barulho, poeira, transtornos da montagem e desmontagem da megaestrutura e impactos prolongados por quase três meses.

Essa conta é justa ? F**a a pergunta para a reflexão.
Aqui nem vamos abordar o TAC, que a Prefeitura de Salvador fez com o Camarote, na recomposição dos espaços públicos e também no prazo de desmontagem. Isso é assunto para outra pauta.

Saiba mais:

Signif**ado: “negócio muito lucrativo, maravilhoso”. A expressão se originou das viagens de Marco Polo ao Oriente, no século XIII. Com a divulgação de sua narrativa, a China ficou conhecida como uma terra de coisas mirabolantes, exóticas, atraindo a ambição de comerciantes.

30/01/2026
17/01/2026

Árvore na rua é benefício pra todo mundo!

Quando a Prefeitura de Salvador, através da SECIS - Salvador, BA. ou os moradores plantam uma árvore na rua, não é só para “embelezar a cidade”, não.

Árvores dão sombra, refrescam no calor forte, ajudam a evitar alagamentos, melhoram o ar que a gente respira e deixam as ruas mais agradáveis pra quem anda a pé, espera ônibus ou trabalha ali todo dia.

Mas muita gente ainda não percebe isso.

Tem árvore que mal é plantada e já é quebrada.
Tem muda arrancada, tutor quebrado, raiz danif**ada e por aí vai. não
Isso é dinheiro público jogado fora, dinheiro que poderia estar indo para saúde, escola, limpeza ou outras melhorias no bairro.

Também é preciso entender uma coisa simples: árvores não crescem da noite pro dia.
Toda árvore grande um dia foi pequena.
Ela precisa de tempo, cuidado e paciência.

Plantar é só o começo!
Cuidar é não quebrar, não arrancar, não usar como lixeira, não destruir.

Quando uma árvore cresce, todos ganham:

a rua f**a mais fresca,

o sol castiga menos,

a água da chuva escoa melhor,

o bairro f**a mais humano e mais digno.

Cuidar da árvore é cuidar da rua.
Cuidar da rua é cuidar do bairro.
E cuidar do bairro é cuidar das pessoas que vivem nele.

Uma cidade melhor começa com atitudes simples, e respeitar uma muda é uma delas.
Não vandalize nossa cidade, cuide de nosso patrimônio, inclusive o ambiental.
̃o

Legado do show do Shopping da Bahia 😔
09/12/2025

Legado do show do Shopping da Bahia 😔

Aos patrocinadores e responsáveis pelos grandes eventos no Farol da Barra.

Ontem, a Barra recebeu mais um daqueles “grandes presentes” que sempre chegam embalados em discursos bonitos e palcos iluminados. Em comemoração aos 50 anos do Shopping da Bahia tivemos um show que, mais uma vez, ignorou completamente os impactos reais deixados no nosso bairro — impactos que quem mora aqui sente na pele, e não apenas no dia do evento.

O que f**a para nós, moradores e defensores da Barra, é um cenário vergonhoso: montanhas de lixo espalhadas pela orla, grande parte levado diretamente para o Parque Marinho da Barra, uma das áreas de maior riqueza ambiental da cidade. O mar amanheceu recebendo o que sobrou da festa — copos, garrafas, plásticos, resíduos de toda ordem. Um “presente” que nenhum bairro deveria aceitar.

Também convivemos com a poluição sonora, que ultrapassa qualquer limite razoável e afeta moradores, animais e quem deseja simplesmente viver a vida cotidiana. E, como já se tornou padrão, engarrafamentos caóticos que paralisam o bairro, sem qualquer planejamento ef**az de mobilidade.

É importante deixar claro: não somos contra eventos, cultura ou celebrações. Somos contra a falta de responsabilidade socioambiental, a ausência de diálogo e o tratamento da Barra como se fosse um palco permanente — e não um bairro vivo, com moradores, serviços, rotina e ecossistemas sensíveis.

Patrocinar um evento desse porte não é apenas estampar logo e celebrar uma data. É assumir responsabilidade sobre os impactos gerados.
E ontem, mais uma vez, essa responsabilidade não apareceu.

Pedimos — e exigimos — que patrocinadores, produtores e órgãos envolvidos passem a tratar a Barra com o respeito que ela merece. Antes de promover shows, promovam cuidado, planejamento, mitigação de impactos e compensação ambiental. A comunidade está cansada de pagar o preço por festas que só beneficiam alguns.

A Barra não é cenário.

Muito difícil.
14/09/2024

Muito difícil.

Nossas praias não merecem essa falta de educação.
Faça a sua parte, recolha e leve o seu lixo para descartar em um local apropriado.

10/09/2024

Essa imagem diz muito sobre esses grandes eventos no bairro.

10/09/2024
Inacreditável 😧😧
08/09/2024

Inacreditável 😧😧

Essa imagem diz muito sobre esses grandes eventos no bairro.

Endereço

Salvador, BA
40366-405

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