Em 2015 foram produzidos um Livro, cd e documentário com histórias de vida de 16 sambadeiras. As sambadeiras de maior referência para o samba do recôncavo da Bahia levam a Maragojipe, Muritiba, Conceição do Almeida e Saubara, entre agosto e novembro de 2017, o documentário Mulheres do Samba de Roda – com direito a roda de conversa após a exibição –, performance musical e exposição do livro que con
ta um pouco das suas histórias de vida. A primeira exibição foi realizada no dia 19 de agosto, em Maragogipe. A mostra segue até novembro, sendo uma cidade visitada a cada mês: Muritiba (07/10), Conceição do Almeida (21/10) e Saubara (25/11). Foram selecionadas 16 mestras de 15 localidades baianas (Acupe, Bom Jesus dos Pobres, Cachoeira, Camaçari, Ilha de Vera Cruz, Feira de Santana, Irará, Maragojipe, Santo Amaro, São Francisco do Conde, Saubara, Simões Filho, Teodoro Sampaio, Conceição do Almeida e Cruz das Almas). No documentário, Cd e livro – produzidos em 2015 – elas contam suas histórias de vida e interpretam, pela primeira vez, sambas favoritos. São marisqueiras, agricultoras, comerciantes ou empregadas domésticas que, precocemente, assumiram as obrigações da casa para ajudar seus pais. Mulheres que imprimiram sua marca na estética e na política da cultura popular do recôncavo, por meio do samba e de manifestações culturais como os ternos de reis, terno do acarajé, cheganças, maculelê, capoeira, ranchos, candomblé entre outras. As obras, em seu conjunto, demonstram a ampla inserção social das sambadeiras. Retratam seus saberes e protagonismo no enfrentamento de toda forma de violência contra a mulher e a conquista do direito de se expressar, de ter renda própria, saúde, educação. Registrar e fazer circular esses conhecimentos, permite o aprendizado de práticas e saberes populares de matriz africana, além de sua permanência e transformação no seio da comunidade afrodescendente de sambadores e sambadeiras. O projeto Circulando com as Mulheres do Samba é coordenado por Luciana Barreto e Rosildo Rosário.