Instituto Linha D'Água

Instituto Linha D'Água O Linha D'Água atua na promoção de iniciativas de conservação da sociobiodiversidade do litoral brasi

📘🌊  Da raiz ao satélite, seguimos construindo caminhos com quem vive, cuida e transforma os territórios costeiros e mari...
31/07/2026

📘🌊 Da raiz ao satélite, seguimos construindo caminhos com quem vive, cuida e transforma os territórios costeiros e marinhos.

📄 Relatório de Atividades 2024–2025 celebra uma travessia feita de confiança, alianças e ação coletiva. Ao longo do biênio, fortalecemos comunidades e organizações da pesca artesanal, apoiamos territórios e maretórios tradicionais e ampliamos a presença dos Povos das Águas e do Mar nos espaços onde as decisões são tomadas.

Atuamos com mais de 50 entidades parceiras, apoiamos 18 iniciativas, incidimos sobre mais de 30 políticas públicas e participamos de 13 redes e conselhos. Também mobilizamos R$ 4,3 milhões em investimentos e captamos R$ 3,1 milhões para sustentar e ampliar nossa atuação.

Cada resultado apresentado carrega histórias, saberes e esforços compartilhados. São experiências que mostram que um oceano vivo depende de justiça socioambiental, participação social e do protagonismo de quem sustenta esses territórios todos os dias.

👉 Deslize o carrossel e conheça alguns dos marcos deste ciclo do Instituto Linha D’Água.

💙 Acesse o relatório completo e navegue conosco por essa travessia.

🔗 → link: https://www.linhadagua.org.br/relatorio-2024-2025

📢🌊 A edição de julho do Boletim de Atividades do Instituto Linha D’Água está no ar!Nos últimos meses, conectamos conquis...
30/07/2026

📢🌊 A edição de julho do Boletim de Atividades do Instituto Linha D’Água está no ar!

Nos últimos meses, conectamos conquistas construídas nos territórios a importantes debates nacionais e internacionais. Publicamos o Relatório Bianual 2024–2025, lançamos uma Nota Técnica sobre as eólicas offshore e ampliamos nossa atuação nas agendas de oceano, clima, biodiversidade e segurança alimentar.

Também acompanhamos a mobilização por justiça climática e pelo enfrentamento dos impactos da erosão costeira na Ilha do Cardoso (SP), o protagonismo das mulheres da pesca artesanal, o início de um novo ciclo de articulação da Redmanglar Internacional e as mobilizações em defesa dos manguezais.

Na pesca artesanal, celebramos o avanço da Cooperpesca no fornecimento de pescado para a alimentação escolar e defendemos, em espaços internacionais, o reconhecimento dos direitos, conhecimentos e contribuições das comunidades pesqueiras para a conservação da biodiversidade.

Da raiz ao satélite, seguimos fortalecendo organizações, articulando redes e levando as vozes dos Povos das Águas e do Mar aos espaços onde políticas públicas, investimentos e prioridades são definidos.

💙 Leia o boletim completo!

🔗 Link: https://bit.ly/4caVoBX

Foto: Enrico Marone / Instituto Linha D’Água

🌊🌿 O 26 de julho é celebrado internacionalmente como uma data de conservação e, no Brasil, também é conhecido como Dia M...
26/07/2026

🌊🌿 O 26 de julho é celebrado internacionalmente como uma data de conservação e, no Brasil, também é conhecido como Dia Mundial de Proteção aos Manguezais. Para os povos e comunidades tradicionais, porém, seu significado é ainda mais profundo: trata-se do Dia Internacional de Defesa do Ecossistema de Manguezais.

A palavra defesa recupera a origem política da data. Em 1998, comunidades reunidas em Muisne, no Equador, denunciaram a destruição dos manguezais, o avanço da carcinicultura industrial e a perda de territórios, direitos e modos de vida.

Quase três décadas depois, antigas ameaças permanecem e se somam à crise climática, à violência organizada e a novas formas de mercantilização da natureza. Segundo o manifesto da Redmanglar Internacional, o mundo já perdeu mais da metade de seus manguezais e, em alguns países, essa devastação ultrapassa 80%.

Em julho de 2026, lideranças de Colômbia, Brasil, Equador, Guatemala, México e Peru se reuniram no Gran Sinú, na Colômbia, para iniciar um novo ciclo de articulação da Redmanglar Internacional. 🤝

Do encontro nasceu o Manifesto dos Povos do Manguezal, do Mar, dos Rios e das Margens, que reafirma o protagonismo das comunidades, a defesa dos direitos territoriais e a urgência de fortalecer as soluções que já estão sendo construídas nos territórios.

Proteger os manguezais exige garantir autonomia, participação e poder de decisão a quem vive, trabalha e cuida desses ecossistemas. Exige também reconhecer que o manguezal não é apenas um recurso: é alimento, cultura, identidade, soberania e futuro.

✊ Os manguezais não se vendem: são amados e defendidos!

🌊 Eólicas offshore: para quê, para quem e a que custo? O Brasil precisa mesmo expandir a geração eólica no mar neste mom...
07/07/2026

🌊 Eólicas offshore: para quê, para quem e a que custo?

O Brasil precisa mesmo expandir a geração eólica no mar neste momento?

A nova Nota Técnica do Instituto Linha D’Água, elaborada pelas professoras Clarice Ferraz e Flávia Mendes de Almeida Collaço, apresenta uma contribuição técnica independente para qualificar esse debate.

O documento mostra que o país já possui uma matriz elétrica majoritariamente renovável, enfrenta desafios crescentes para absorver a geração solar e eólica já instalada e pode ampliar custos sistêmicos, pressões tarifárias e conflitos territoriais ao avançar sobre o oceano sem responder as perguntas fundamentais.

A pergunta não é apenas como gerar mais energia renovável, mas quais interesses essa expansão atende, quais custos ela produz e quais futuros coletivos ajuda a construir.

Antes de leiloar o oceano, o Brasil precisa responder às perguntas que faltam.

📄 Leia o artigo completo e baixe a Nota Técnica no site do Instituto Linha D’Água.

🔗👉 https://bit.ly/4gvfI4h

PovosDoMar

🌊 Uma semana para celebrar. Uma agenda para fazer avançar.Em 2026, a pesca artesanal passou a ocupar oficialmente o cale...
03/07/2026

🌊 Uma semana para celebrar. Uma agenda para fazer avançar.

Em 2026, a pesca artesanal passou a ocupar oficialmente o calendário nacional com a criação da Semana Nacional de Promoção da Pesca Artesanal, celebrada anualmente na semana em que ocorre o dia 29 de junho.

É um reconhecimento importante para uma atividade que envolve mais de 1 milhão de pessoas no Brasil, produz alimento, sustenta famílias, movimenta economias comunitárias e mantém vivos conhecimentos, culturas e modos de vida.

Mas celebrar não significa ignorar os desafios.

Pescadores e pescadoras ainda enfrentam dificuldades para ter seus territórios reconhecidos, acessar políticas públicas, participar das decisões e proteger seus modos de vida diante das mudanças climáticas e de atividades econômicas mais poderosas.

É preciso também diferenciar a pesca artesanal responsável de práticas ilegais, destrutivas ou predatórias. Com direitos territoriais, gestão participativa, conhecimento e políticas adequadas, o pescado produzido de forma responsável é parte das respostas para a segurança alimentar e para a conservação dos ecossistemas.

A nova Semana Nacional precisa ser um ponto de partida para uma agenda permanente: reconhecer e proteger territórios pesqueiros, fortalecer a gestão compartilhada, valorizar as mulheres, ampliar a transparência, combater a pesca ilegal e garantir que as comunidades estejam no centro das decisões.

✊💙 Porque reconhecimento verdadeiro precisa se transformar em direitos.

🌊 O Plano Safra também precisa chegar a quem produz alimentos nas águas e no mar. O Plano Safra 2026/2027 foi anunciado ...
01/07/2026

🌊 O Plano Safra também precisa chegar a quem produz alimentos nas águas e no mar.

O Plano Safra 2026/2027 foi anunciado pelo Governo Federal com mais de R$ 622 bilhões. Desse total, R$ 97,3 bilhões são destinados à agricultura familiar, incluindo R$ 85,2 bilhões em crédito pelo Pronaf.

Entre as novidades está o Pronaf Azul, voltado a pescadores e pescadoras artesanais e aquicultores familiares, com três modalidades:

🔹 Pronaf B: até R$ 12 mil por família, R$ 15 mil para mulheres e R$ 16 mil para jovens, com juros de 0,5% ao ano;
🔹 Pronaf Custeio: até R$ 250 mil, com juros de 2% ao ano e prazo de até 11 meses;
🔹 Pronaf Mais Alimentos: até R$ 270 mil, com juros de 2% ao ano, prazo de até dez anos e até três anos de carência.

Os valores contratados dependem do enquadramento, da documentação, do projeto apresentado e da análise da instituição financeira.

Também foram anunciados um convênio de R$ 7 milhões para projetos de fortalecimento produtivo, trabalho e renda, com previsão de beneficiar 11 mil pescadores, e a criação da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Pesqueira - Ater Azul, com atendimento continuado, participativo e contextualizado.

São avanços importantes e um reconhecimento necessário de que a produção de alimentos também acontece nas águas e no mar. Mas não podemos repetir o erro de tornar a pesca artesanal visível nos anúncios e invisível na implementação.

Dificuldades de bancarização, regularização documental, elaboração de projetos, ausência de assistência técnica especializada e pouca familiaridade dos agentes financeiros com a pesca ainda podem impedir que o crédito chegue à ponta.

Para o Instituto Linha D’Água, fortalecer a pesca artesanal exige recursos, mas também informação acessível, menos burocracia, apoio nos territórios e instituições preparadas para reconhecer os modos de vida e produção de quem vive das Águas e do Mar.

🎣 29 de junho é Dia do Pescador e da Pescadora: uma data para celebrar e também reafirmar direitos.Celebrado no Dia de S...
29/06/2026

🎣 29 de junho é Dia do Pescador e da Pescadora: uma data para celebrar e também reafirmar direitos.

Celebrado no Dia de São Pedro, o 29 de junho homenageia homens e mulheres que constroem suas vidas em relação com o mar, os rios, os manguezais e tantas outras águas do Brasil.

A pesca artesanal não começa nem termina no momento da captura. Ela envolve uma cadeia inteira de atividades realizadas antes, durante e depois da pescaria: do preparo dos equipamentos ao beneficiamento e à comercialização do pescado.

Também é trabalho, alimento, cultura, conhecimento e modo de vida.

Por isso, as Diretrizes Voluntárias da FAO para a Pesca de Pequena Escala colocam os direitos humanos no centro da construção de uma pesca sustentável. Isso inclui o direito ao território, ao trabalho digno, à proteção social, à igualdade de gênero e à participação nas decisões.

A criação da Semana Nacional de Promoção da Pesca Artesanal, celebrada anualmente na semana em que ocorre o dia 29 de junho, amplia esse reconhecimento. Mas a homenagem só ganha sentido quando contribui para transformar visibilidade em direitos e políticas públicas.

Não há justiça socioambiental quando comunidades perdem o acesso às águas, praias, rios, manguezais e espaços necessários para desembarcar, beneficiar e comercializar sua produção.

Também não há sustentabilidade quando o trabalho das mulheres permanece invisível ou quando políticas são construídas sem ouvir quem vive diariamente os territórios.

Neste Dia do Pescador e da Pescadora e durante toda a Semana Nacional de Promoção da Pesca Artesanal, celebramos quem alimenta o país e reafirmamos:

Sem direitos, não há pesca artesanal sustentável.

🌊 Celebrar quem vive das águas é defender direitos, territórios e futuros.

JustiçaSocioambiental LinhaDAgua

🌊💜 20 anos de mulheres organizadas em defesa das águas, dos territórios, do Mar e da vidaEntre os dias 15 e 19 de junho,...
25/06/2026

🌊💜 20 anos de mulheres organizadas em defesa das águas, dos territórios, do Mar e da vida

Entre os dias 15 e 19 de junho, pescadoras artesanais de diferentes regiões do Brasil se reuniram em Recife (PE) para celebrar os 20 anos da Articulação Nacional das Pescadoras - ANP. Com o tema “Da identidade ao território: pescadoras artesanais com seus corpos nas águas, pelo bem viver e pela justiça climática”, o encontro foi um espaço de memória, formação, troca de experiências e fortalecimento da luta coletiva.

Ao longo de duas décadas, a ANP tornou-se uma referência na defesa dos direitos das mulheres da pesca artesanal, dos territórios pesqueiros e dos saberes tradicionais. Uma trajetória que ampliou a visibilidade e a participação política das pescadoras, sem deixar de evidenciar que muitas de suas reivindicações históricas ainda exigem reconhecimento e respostas efetivas.

Reconhecer as mulheres em toda a cadeia produtiva da pesca artesanal, da captura e mariscagem ao beneficiamento e à comercialização, é fundamental para garantir direitos profissionais, previdenciários, sociais e territoriais. Também é reconhecer seu papel na soberania alimentar, na conservação da sociobiodiversidade e no enfrentamento das mudanças climáticas.

O Instituto Linha D’Água teve a alegria de apoiar esse marco e participar do encontro por meio de Camila Costa Cavalari, nossa analista de Desenvolvimento Institucional, fortalecendo vínculos e compartilhando aprendizados com pescadoras, lideranças e organizações parceiras.

Estar ao lado da ANP reafirma nosso compromisso com uma filantropia de retaguarda, que reconhece o protagonismo das comunidades e apoia suas formas próprias de organização e incidência política.

💜 Viva os 20 anos da ANP!
🎣 Viva as pescadoras artesanais!
🌊 Mulheres das águas seguem em movimento!

🌿 Quando mulheres e maretórios se conectam, experiências se transformam em força coletiva. Entre os dias 3 e 5 de junho,...
16/06/2026

🌿 Quando mulheres e maretórios se conectam, experiências se transformam em força coletiva.

Entre os dias 3 e 5 de junho, lideranças da Cooperpesca Artesanal, da Ilha do Cardoso e do Mandira participaram, com apoio do Instituto Linha D’Água, das celebrações pelos 20 anos da RESEX Canavieiras e pelos 17 anos da Rede de Mulheres Extrativistas da Bahia.

Mais de 800 mulheres se reuniram no primeiro dia para compartilhar histórias, propostas e conquistas. Nos dias seguintes, a comitiva participou de vivências nos manguezais de Campinhos, visitou a AMEX e acompanhou encontros de memória, articulação e fortalecimento comunitário.

Três aprendizados atravessaram essa experiência:

1️⃣ A autonomia econômica amplia a participação das mulheres nos espaços de decisão.

2️⃣ A organização comunitária transforma necessidades em pautas comuns, políticas públicas e conquistas coletivas.

3️⃣ Redes fortalecidas permitem compartilhar soluções, ampliar a incidência política e evitar que cada território enfrente sozinho seus desafios.

As participantes retornaram levando mais do que registros de uma celebração. Levaram referências para fortalecer a organização das mulheres, a produção comunitária, a comercialização, a valorização dos modos de vida tradicionais e a defesa dos territórios.

Como resumiu Tatiana Mendonça Cardoso: “É uma formação em movimento: a gente pega as coisas que a Resex Canavieiras faz bem, leva para o nosso território e vai aplicando e transformando.”

👉Deslize e conheça essa caminhada.

🔗 Saiba mais sobre o encontro em nosso blog: https://bit.ly/4viT9nU

🌊 Da captura ao consumo: por que a biodiversidade precisa ouvir quem vive da pescaA pesca não pode ser tratada apenas co...
15/06/2026

🌊 Da captura ao consumo: por que a biodiversidade precisa ouvir quem vive da pesca

A pesca não pode ser tratada apenas como uma atividade que gera impactos sobre a biodiversidade. Ela também é alimento, trabalho, cultura, conhecimento, economia territorial e uma forma cotidiana de relação e cuidado com rios, mares, manguezais e ecossistemas costeiros.

Essa foi uma das principais mensagens do webinar internacional sobre pesca e o Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, realizado no dia 9 de junho. O encontro reuniu representantes de governos, organismos internacionais, sociedade civil e setor produtivo para discutir como fortalecer o engajamento de toda a cadeia da pesca, da captura ao consumo, na implementação das metas globais de biodiversidade.

Henrique Kefalás, Coordenador Executivo do Instituto Linha D’Água, destacou que pescadores e pescadoras artesanais precisam ser reconhecidos como detentores de direitos e conhecimentos, e não apenas como partes interessadas chamadas a participar de consultas pontuais.

Para Henrique, sem recursos, capacidade institucional, participação efetiva e reconhecimento dos saberes tradicionais, a implementação do Marco Global corre o risco de permanecer distante de quem maneja a biodiversidade na prática.

“Pescadores artesanais não querem pescar mais. Querem pescar melhor.”

A frase sintetiza uma mudança de perspectiva necessária: sair da lógica da quantidade para valorizar a qualidade do pescado, reduzir perdas ao longo das cadeias de valor, fortalecer mercados sustentáveis e reconhecer a pesca artesanal como produtora de alimento, cultura, renda e conservação.

Confira os principais destaques do webinar em artigo completo no site do Instituto Linha D’Água.

🔗 Link: https://bit.ly/4vbYMEd

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