Instituto Linha D'Água

Instituto Linha D'Água O Linha D'Água atua na promoção de iniciativas de conservação da sociobiodiversidade do litoral brasi

🌊 Os povos do mar fizeram a parte deles. E o governo?Já está no ar, no portal ((o)eco), o artigo “Os povos do mar fizera...
03/12/2025

🌊 Os povos do mar fizeram a parte deles. E o governo?

Já está no ar, no portal ((o)eco), o artigo “Os povos do mar fizeram sua parte. O governo deixou a canoa virar”, assinado por Josana Pinto (MPP), Carlos Alberto Pinto dos Santos (CONFREM), Andrea Rocha do Espírito Santo (CPP) e Henrique Kefalás (Instituto Linha D’Água). O texto analisa o saldo da COP30 para os Povos das Águas e do Mar e denuncia a ausência de respostas do governo às principais demandas territoriais já apresentadas há anos e reiteradas em Belém.

O artigo mostra como, mesmo com avanços importantes para povos indígenas e quilombolas, as comunidades pesqueiras, ribeirinhas e das marés seguiram sem o que pedem há anos:

- assinatura do Marco Legal dos Territórios Tradicionais
- criação das novas Resex costeiras e marinhas (Tauá Mirim-MA, Rio Formoso-PE e Itacaré-BA)
- apoio explícito ao PL 131, que reconhece os Territórios Pesqueiros Tradicionais

O artigo denuncia a contradição entre o discurso de justiça climática e a omissão sobre os povos do mar, em um contexto de forte pressão de portos, petróleo, eólicas offshore, especulação imobiliária e retrocessos no licenciamento ambiental.

A mensagem é direta: sem território garantido, não existe justiça climática nem futuro para os povos do mar.

👉 Leia o artigo completo em ((o)eco) e compartilhe com sua rede para fortalecer a luta pelos Territórios Tradicionais e pelos direitos dos Povos das Águas e do Mar: https://oeco.org.br/analises/os-povos-do-mar-fizeram-sua-parte-o-governo-deixou-a-canoa-virar/

28/11/2025

🌊 Justiça climática também se faz com peixe na mesa e com direitos garantidos a quem vive do mar.

Na reta final da COP30, no último dia 19/11, a roda de conversa “Sistema Alimentar da Pesca Artesanal: soluções da Amazônia e da Mata Atlântica para um oceano em equilíbrio” reuniu lideranças comunitárias, pesquisadoras, cooperativas e organizações para um diálogo potente sobre pesca, alimentação e justiça climática.

Organizado pelo Instituto Linha D’Água na Cas’Amazônia, o encontro trouxe ao centro do debate as vozes de quem vive do mar – e mostrou que fortalecer os sistemas alimentares da pesca artesanal é reconhecer saberes, garantir direitos e construir políticas públicas que respeitem o rural aquático e a sociobiodiversidade brasileira.

⚓ Com falas inspiradoras de Nátali Piccolo (CI-Brasil), Tatiana Rehder (ICMBio), José Mário Fortes (Cooperpesca – SP), Sandra Regina (CONFREM), Carlos Alberto Pinto dos Santos (CONFREM) e Henrique Kefalás (Linha D’Água), o evento reforçou que a pesca artesanal não pode seguir à margem das políticas de alimentação, conservação e adaptação climática.

🎣 “Não há justiça climática sem comida no prato e território garantido para quem vive da pesca.”

Essa foi a mensagem que levamos à COP30 – e que segue ecoando em nossas lutas cotidianas.

👉 Dê o play e acompanhe os principais momentos desse encontro que uniu mar e floresta em defesa de um oceano vivo e de quem o protege todos os dias.

🚨 Retrocesso socioambiental: derrubada de 56 vetos fragiliza o licenciamento ambiental brasileiro O Congresso Nacional d...
27/11/2025

🚨 Retrocesso socioambiental: derrubada de 56 vetos fragiliza o licenciamento ambiental brasileiro

O Congresso Nacional derrubou 56 vetos presidenciais da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, abrindo brechas para flexibilização de controles essenciais e ampliando riscos para ecossistemas, territórios tradicionais, pesca artesanal e zonas costeiras e marinhas.

A decisão, tomada logo após a COP30, representa um passo atrás no compromisso do Brasil com a proteção da sociobiodiversidade, segurança climática e direitos de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.

Como organizações atuantes na agenda oceânica e costeira, o Instituto Linha D’Água e o Painel Mar manifestam preocupação com os potenciais impactos sobre:

* Governança marinha e costeira
* Pressões sobre comunidades pesqueiras
* Ampliação de conflitos socioambientais
* Vulnerabilidade de ecossistemas já ameaçados
* Redução da capacidade do Estado de prevenir desastres

Reafirmamos a necessidade de um licenciamento ambiental robusto, transparente e participativo, que proteja vidas, territórios e o futuro climático do país.

🔗 Matéria completa: apublica.org/2025/11/congresso-derruba-56-vetos-de-licenciamento-ambiental-apos-cop30/


🌊 Balanço da COP30: o que avançou, o que ficou pelo caminho e o que os Povos do Mar ainda cobramA COP30 terminou com pro...
26/11/2025

🌊 Balanço da COP30: o que avançou, o que ficou pelo caminho e o que os Povos do Mar ainda cobram

A COP30 terminou com promessas, avanços e frustrações. O Instituto Linha D’Água esteve presente em cada canto da conferência - das plenárias às marchas, dos pavilhões oficiais às rodas de diálogo na Zona Verde e por toda Belém (PA), apoiando pescadores e pescadoras artesanais, reforçando a centralidade dos territórios costeiros e marinhos e incidindo politicamente para que a pauta do mar entre, de vez, no centro das soluções climáticas.

Com muita articulação, conquistamos avanços importantes em adaptação, transição justa e reconhecimento de povos e territórios. Anunciada como a “COP da implementação”, a conferência deixou de entregar respostas fundamentais, e as negociações revelaram-se desafiadoras, com grande dificuldade para alcançar consensos em pautas cruciais. Os pontos mais críticos foram a ausência de um plano para abandono dos combustíveis fósseis - apontada como a maior derrota - e a falta de avanços concretos no combate ao desmatamento.

Além disso, a COP30 terminou sem o governo brasileiro ter atendido às demandas mais urgentes dos Povos e Comunidades Tradicionais: a assinatura do Marco Legal dos Territórios Tradicionais, a criação das novas Reservas Extrativistas costeiras e o apoio ao PL 131/2020, que reconhece os territórios pesqueiros tradicionais.

Seguiremos firmes na missão de levar as vozes dos maretórios aos espaços de decisão. Porque conservar o oceano é também garantir o direito de existir dos povos que o protegem. E porque não há justiça climática sem justiça territorial. 🌎⚓

⚠️ Foram 13 dias intensos em Belém. Neste carrossel, compartilhamos nossa análise crítica sobre os resultados da conferência, os silêncios ainda inaceitáveis e as vozes que se recusam a ficar à margem.

👉 Deslize os cards e acompanhe o balanço completo.

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🌊✨ Hoje é Dia Mundial da Pesca! ✨🌊Em meio às mobilizações da COP30, celebramos quem cuida do mar com trabalho, saber e r...
21/11/2025

🌊✨ Hoje é Dia Mundial da Pesca! ✨🌊

Em meio às mobilizações da COP30, celebramos quem cuida do mar com trabalho, saber e resistência: pescadoras e pescadores artesanais, guardiões e guardiãs das águas, da sociobiodiversidade e da segurança alimentar de milhões. A luta dos Povos do Mar está viva no centro do debate climático.

Eles conhecem os ciclos da maré, leem os sinais do céu, preservam espécies, alimentam comunidades e resistem diariamente às ameaças que colocam em risco seus modos de vida.

Neste 21 de novembro, nossa homenagem é também um chamado: não há futuro justo para o oceano sem justiça para os povos da pesca. 🌎🎣

💙 Que a força da maré nos lembre que celebrar é também resistir.

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🌊LINHA D’ÁGUA NA   | NOSSA AGENDA NA 2ª SEMANAEstamos em Belém-PA fortalecendo a presença dos povos do mar, da pesca art...
17/11/2025

🌊LINHA D’ÁGUA NA | NOSSA AGENDA NA 2ª SEMANA

Estamos em Belém-PA fortalecendo a presença dos povos do mar, da pesca artesanal e dos territórios costeiros e marinhos nos espaços de decisão climática, com os pés no chão dos maretórios e a maré da transformação em movimento.

Nos primeiros dias da COP30, marchamos ao lado de milhares de vozes, apoiamos a entrega de propostas, ecoamos denúncias e celebramos as soluções vivas construídas por quem cuida do oceano e dos territórios todos os dias. Na segunda semana da COP30, seguimos com uma agenda intensa e estratégica, levando nossa atuação para dentro dos pavilhões, das casas temáticas e dos encontros internacionais.

📣 Confira a nossa programação para os próximos dias - e acompanhe com a gente essa maré em busca de soluções que nascem nos territórios e fazem frente à crise climática com coragem, saber ancestral e ação coletiva.

🌎🌊 A primeira semana da   foi intensa, histórica e cheia de marés mobilizadoras!Povos das marés, das águas, das floresta...
17/11/2025

🌎🌊 A primeira semana da foi intensa, histórica e cheia de marés mobilizadoras!

Povos das marés, das águas, das florestas e das periferias urbanas ocuparam Belém com coragem, resiliência e propostas concretas. Do discurso firme de Lula à entrega da Carta da Cúpula dos Povos, passando pela Marcha Global do Clima - a Marcha dos Povos -, e os lançamentos do Pacote Azul e do Fórum Global de Comunidades Locais, os territórios mostraram que estão vivos, articulados e essenciais para as soluções climáticas reais.

Barqueatas, marchas, denúncias e celebrações marcaram essa primeira metade da conferência. Relatórios como o do WFFP, protestos potentes como o dos Munduruku e agendas como o evento da pesca artesanal reafirmaram: sem território não há justiça climática - e sem escutar quem vive do mar e da terra, não há futuro possível.

👉 Deslize o carrossel e veja os 10 momentos que marcaram a semana - e siga acompanhando com a gente a reta final da COP30. Ainda temos muito para ecoar juntos.



🌊 Povos do Mar e das Águas na Marcha Global pelo ClimaA força dos territórios costeiros e marinhos estiveram nas ruas de...
16/11/2025

🌊 Povos do Mar e das Águas na Marcha Global pelo Clima

A força dos territórios costeiros e marinhos estiveram nas ruas de Belém mais uma vez. A Marcha Global pelo Clima reuniu cerca de 70 mil pessoas, entre pescadoras, pescadores, marisqueiras, jovens, lideranças tradicionais e organizações parceiras, em um grande chamado por justiça climática, social e territorial.

O Instituto Linha D’Água esteve presente ao lado de diversos movimentos e redes parceiras, como o Movimento dos Pescadores e Pescadoras (MPP), a Comissão Pastoral dos Pescadores (CPP), o PainelMar, o World Forum of Fisher Peoples (WFFP), a CONFREM, entre outros coletivos que se juntaram à maré para levar as vozes do povo das águas à marcha.

Como instituição comprometida com a pesca artesanal e os territórios marinhos e costeiros, o Linha D’Água segue fortalecendo as lutas que vêm do mar, reafirmando o papel dos maretórios como parte essencial das soluções justas para a crise climática e para a vida.

📸 Use, compartilhe e marque as pessoas e coletivos do território. Isso nos ajuda a amplificar a voz de quem está na linha de frente da defesa dos maretórios.

👉 Deslize e confira nossas fotos na Marcha pelo Clima!


🌊 Quando o mar chega à alimentação escolarO Dia Nacional da Alimentação Escolar (21 de outubro) é um convite para olhar ...
21/10/2025

🌊 Quando o mar chega à alimentação escolar

O Dia Nacional da Alimentação Escolar (21 de outubro) é um convite para olhar o prato das nossas crianças como espaço de transformação.

Porque a alimentação escolar não é só comida - é política pública, cultura e justiça social. 🍽️

Hoje, o PNAE - Programa Nacional de Alimentação Escolar - serve cerca de 50 milhões de refeições por dia em todo o Brasil.

É uma das maiores políticas de segurança alimentar do mundo, e pode se tornar também uma das mais potentes ferramentas de valorização dos territórios pesqueiros e ribeirinhos. ⚓

Em 2025, um acordo entre o MEC, FNDE e MPA abriu caminho para que o pescado artesanal entre oficialmente no cardápio das escolas públicas.

Uma conquista histórica que reconhece o peixe não só como alimento, mas como patrimônio alimentar e cultural das comunidades tradicionais. 🐟

Mais de 1,6 milhão de pescadoras e pescadores vivem dessa atividade no Brasil. São mulheres e homens que mantêm viva a relação entre o mar, os rios e a mesa de milhões de famílias - muitas vezes, com práticas sustentáveis e manejo de baixo impacto ambiental. 🌾🌊

Valorizar o pescado artesanal no PNAE é garantir nutrição de qualidade, renda local e soberania alimentar. É oferecer às crianças peixe de verdade - rico em ômega-3, ferro, iodo e proteínas essenciais - e não depender apenas da tilápia industrial, que embora pareça saudável, é fruto de um modelo intensivo, de baixo valor nutricional e alto impacto ambiental. ⚠️

Do ponto de vista social, cada contrato de compra pública é um gesto de reparação histórica: leva dignidade a quem alimenta o país e aproxima a escola dos territórios tradicionais.

E do ponto de vista educativo, o pescado artesanal na alimentação escolar é também uma aula sobre oceano, biodiversidade e cidadania alimentar. 🌎

Que o 21 de outubro inspire gestores, nutricionistas, cozinheiras, comunidades e movimentos a somar esforços por uma alimentação escolar com sabor de território, justiça e mar. 💙

🔗👉 Leia o artigo completo em nosso blog: http://bit.ly/3WMuS9Z

🌊 O mar também alimenta o mundo🌾 De mãos dadas por melhores alimentos e um futuro melhorO Dia Mundial da Alimentação (16...
16/10/2025

🌊 O mar também alimenta o mundo
🌾 De mãos dadas por melhores alimentos e um futuro melhor

O Dia Mundial da Alimentação (16 de outubro) celebra o poder que temos - juntos - de transformar a forma como produzimos e compartilhamos o alimento que chega à mesa.

Em 2025, a campanha da FAO nos convida à colaboração global por um futuro pacífico, sustentável e com segurança alimentar, onde governos, comunidades e setores trabalham lado a lado para garantir que todas as pessoas tenham acesso a uma alimentação saudável, vivendo em harmonia com o planeta. 🤝🌎

Mas para que isso aconteça, é preciso olhar também para as águas.

Segundo a FAO (2022), 3,3 bilhões de pessoas em todo o mundo obtêm ao menos 20% da proteína animal que consomem do pescado - e grande parte desse alimento vem da pesca artesanal e de pequena escala, responsável por metade do pescado global destinado ao consumo humano e 90% dos empregos no setor pesqueiro. 🐟

Essas comunidades costeiras, ribeirinhas e lacustres são verdadeiras guardiãs da segurança alimentar mundial. Elas alimentam bilhões de pessoas com pescado fresco e nutritivo, enquanto conservam ecossistemas, culturas e modos de vida sustentáveis.

Valorizar o pescado artesanal é dar as mãos por um futuro melhor - com justiça social, alimentos de qualidade e oceanos vivos. 💙

Neste Dia Mundial da Alimentação, lembre-se:

🌊 Sem justiça no mar, faltará comida na terra.

📘 Fontes: FAO SSF Guidelines, 2015; FAO, The State of World Fisheries and Aquaculture 2022; FAO World Food Day 2025 Campaign; Nature, 2024 (“Illuminating the multidimensional contributions of small-scale fisheries”).

12/10/2025

🌊 12 de outubro | Dia Nacional do Mar

Hoje é dia de celebrar o mar - casa, sustento, cultura e futuro de milhões de pessoas.

🌿 O mar alimenta. O mar regula o clima. O mar conecta povos, histórias e territórios.

🧑🏾‍🤝‍🧑🏽 E é também onde vivem comunidades que há gerações cuidam, protegem e vivem com e para o mar: pescadores e pescadoras, marisqueiras, ribeirinhos, quilombolas, caiçaras, indígenas e tantos outros guardiões do litoral.

📣 Neste Dia do Mar, reafirmamos:

O Brasil é uma potência oceânica. Temos mais de 8 mil km de costa, uma das maiores zonas costeiras do planeta e um povo com vocação para liderar o mundo em justiça climática, conservação marinha e soberania alimentar.

Que o mar siga sendo fonte de vida, e não de exploração. Que cuidemos do mar como ele cuida de nós. 🌊

Endereço

Rua Mourato Coelho, 325 Conj 5
São Paulo, SP
05417-010

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