22/09/2026
Um apartamento encolheu para caber na regra que deveria tornar a moradia acessível. 🏛️
São Paulo passou a incentivar moradia popular perto do metrô, dos empregos e dos hospitais. A intenção era legítima: menos horas no trânsito e uma cidade mais integrada.
Os terrenos continuaram caros. Para caber no teto de preço, a metragem diminuiu. As unidades bem localizadas viraram investimento. Ninguém precisou burlar o sistema, bastou responder aos incentivos.
A reação foi ampliar o controle. Hoje se discute quem pode alugar, quanto pode cobrar e quem pode ocupar.
Bastiat chamava isso de “o que não se vê”. Hayek falava no problema do conhecimento: nenhum planejador prevê como milhões de pessoas vão reagir a uma regra.
No IFL-SP, acreditamos que uma política se mede pelos efeitos que produz, e as boas intenções não bastam para isso.
O texto completo é da associada Marcela Sartor, publicado na EXAME. Link na bio.
Se uma política precisa de fiscalização permanente para funcionar, o problema está em quem descumpre as regras ou no próprio desenho dela? Conte nos comentários. 👇