28/05/2026
No Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna e no Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, queremos destacar um avanço importante da nova Caderneta da Gestante: o reconhecimento do luto perinatal como parte do cuidado em saúde.
A nova versão da caderneta amplia o acesso à informação, direitos e cuidado humanizado, abordando temas como saúde mental, autonomia, plano de parto, violência obstétrica e diversidade nas experiências de gestar e parir. E entre esses avanços, está a inclusão do luto perinatal.
Nem toda gestação termina com um bebê nos braços. A perda gestacional, fetal ou neonatal é um desfecho possível da gestação — e falar sobre isso é fundamental para romper silêncios e garantir acolhimento às famílias.
Quando o luto perinatal aparece em um material oficial do cuidado, reconhece-se que essa dor existe e que mulheres, pessoas que gestam e famílias precisam ser cuidadas também diante da perda.
Nomear o luto é combater a invisibilidade.
É humanizar a assistência.
É garantir dignidade, escuta e direitos.
Nenhuma família deveria atravessar a perda de um bebê em silêncio ou solidão.