19/06/2026
A gestação não é apenas física. Ela também se constrói no espaço psíquico.
Nesse período, a mulher vai se tornando mais e mais sensível, inclusive a seu mundo interno. Memórias antigas retornam, afetos da própria infância reaparecem. Quando nasce o bebê, a mãe começa de fato a construir o cuidado materno a partir da coexistência entre a filha que foi e a mãe que será.
O corpo muda, a psique muda, a rotina muda, o futuro inquieta. Fantasiamos o bebê, sentimos os movimentos que ele provoca no corpo, escolhemos o nome, imaginamos o parto, sentimos medo, alimentamos expectativas. Mas somente depois do parto é que começamos a conhecer quem é de fato aquele bebê.
Entre a onipotência e a impotência, cada mulher precisará encontrar o lugar de potência materna. Isso não se dará sem ajuda, sem apoio. O cuidado materno é tecido no encontro do bebê com sua mãe, cuidado este que vai sendo gradualmente estendido para o pai, avós, familiares, amigos, comunidade, escola, grupos, e a sociedade mais ampla.
Nem tudo estará sob controle e sustentar essa incerteza também é parte do cuidado.
Na Rede Habitare, oferecemos escuta e acompanhamento para mães, bebês e famílias, respeitando o tempo singular de cada história.
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