22/05/2026
Enquanto a SMADS adia respostas, crianças pagam a conta.
A reportagem exibida hoje no SPTV expôs o que o Fórum da Assistência Social FAS-SP já vinha denunciando há semanas: a rede de acolhimento institucional da cidade de São Paulo opera com vagas insuficientes para atender a demanda existente.
Crianças permaneceram mais de 24 horas no Conselho Tutelar até obterem vaga.
E, quando finalmente acolhidas, foram separadas em unidades distintas em flagrante contrariedade ao princípio da preservação dos vínculos fraternos, expressamente assegurado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e pela Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais.
A própria reportagem evidencia que a Central de Vagas, instância que deveria garantir a articulação imediata entre demanda e oferta na rede de acolhimento, não conseguiu localizar vagas compatíveis. Sobre a Central de Vagas, o FAS-SP já cansou de se manifestar. A SMADS, ao contrário da célebre frase atribuída a Juscelino Kubitschek "não tenho compromisso com o erro" , parece ter justamente esse compromisso.
O que lhe falta é compromisso com o acerto e com a efetividade.
Não se trata de surpresa. Em 14 de abril, o FAS-SP encaminhou expediente formal à Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social solicitando esclarecimentos sobre relatos de demanda reprimida na rede de acolhimento.
A resposta recebida informava que providências estariam sendo adotadas para a abertura de novas vagas.
Mais de um mês depois, os fatos demonstram que tais providências, se efetivamente iniciadas, não foram suficientes para evitar o que se viu na reportagem.
O FAS-SP reitera que o acolhimento institucional não admite improviso, demora administrativa ou separação arbitrária de irmãos. Trata-se de medida de proteção integral, e sua execução exige planejamento, transparência e responsabilidade do poder público.
Seguiremos acompanhando e cobrando respostas efetivas.
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