15/09/2026
Apresentação Artística da V Feira de artes, artesanatos e orgânicos - às 17hs, sábado (19/09).
Sinopse:
“Sopros em Pedra nos Açude da Memória”, uma criação que mergulha nas camadas sensíveis da memória, da ancestralidade e dos atravessamentos sociais que constituem o corpo, nasce do encontro com as sombras de um passado não vivido diretamente, mas profundamente imaginado e herdado, atravessado por territórios concretos e experiências familiares marcadas por deslocamentos, silenciamentos e resistências.
A dramaturgia articula opostos e tensões: aridez e abundância, movimento e contenção, ruído e silêncio, as danças emergem como sopros e fricções — ora furtivas como o vento, ora circulares como rodas de memória, ora intensas como engrenagens e labaredas — revelando paisagens internas e coletivas que foram historicamente apagadas. Nesse percurso, o corpo torna-se território de escavação e reinvenção, trazendo à tona as heranças afro-indígenas que resistem, mesmo diante das violências sociais que insistiram em ocultá-las.
A obra propõe uma travessia poética que não apenas expõe feridas, mas também instaura possibilidades de cura. Ao deslocar o olhar sobre as narrativas do Nordeste e das origens familiares, o solo evidencia a potência das existências que florescem para além dos estigmas, revelando a beleza e a complexidade de modos de vida que persistem no tempo.
“Sopros em Pedra nos Açude da Memória” é, assim, um convite à escuta e ao reconhecimento das memórias que habitam o corpo — um gesto artístico que transforma lembrança em presença e dança em afirmação de vida.
Classificação indicativa: Livre
Ficha técnica:
Concepção e interpretação: Jô Pereira
Orientação dramatúrgica: Valéria Cano Bravi
Trilha sonora: Jô Pereira, Leandro Medina, Rodrigo Salvador
Luz: Dede Ferreira
Figurino: Marcondes, Andrea Soares
Cenografia: Jô Pereira
Agradecimento: Núcleo Pé de Zamba