Our Story
Mova - Movimento Verde e Amarelo Por Vida e Cidadania. Como surgiu esse nome tão sugestivo? Com a ideia de um movimento que tem um apelo participativo, forte, a começar pelo nome/sigla, MOVA?
A ideia surgiu no processo de implantação da Agenda 21 em município da área metropolitana São Paulo que teve sua expansão natural na proposta de mobilização da sociedade civil e organizá-la em compartimentos sociais, para diagnosticar em conteúdos temáticos, estruturar planos, produzir e implantar projetos a partir de uma Metodologia de Trabalho Social Participativo com a contribuição solidária nos projetos de interesses da comunidade . Ou seja, com o aprendizado prático e depois de formado o grupo diretor, começamos a organizar e mobilizar a nível municipal pessoas interessadas em participar dos debates temáticos objetivando diagnosticar, planejar e apresentar soluções dos problemas pelos grupo representados.
Mergulhei com mais profundidade nas águas que resultou no surgimento do MOVA - Movimento Verde e Amarelo Por Vida e Cidadania.
Breve histórico:
"Agenda 21: Pensar Globalmente, Agir Localmente"...
Um slogan mais do que sugestivo. Lembrando de uma declaração do então Secretário Geral Maurice Strong - CNUMAD - Conferência das Nações, nos deixa de forma conclusiva e pragmática...
"...os movimentos civis devem ser estimulados a continuar sua cruzada pela democracia inclusiva, e pela transparência em todos os níveis - local, nacional e internacional."
Não posso deixar de habilitar historicamente, "A visão dos Ambientalista até a Década de Sessenta".
Até aquele momento o meio ambiente era conceituado dentro da perspectiva ecológica, onde predominou a visão dos biólogos e grupos ambientalistas que mantinham a ecologia ligada a biologia e dissociada das ações e intervenções do homem.
Dentro deste conceito, mantinha uma política conservacionista, não levando em consideração a necessidade do desenvolvimento econômico na prática capitalista.
Conferência de Estocolmo: o Desenvolvimento Sustentável, foi resultante do crescimento econômico e demográfico desenfreado e de um processo de industrialização predatório, vários desastres ambientais são registrados, entre eles a formação do buraco na camada de ozônio e o aquecimento da terra - efeito estufa - devido a emissão de gás carbônico, grande vazamentos de óleo, acidentes nucleares, destruição das matas, contaminação de mananciais, etc. Tudo isso levando a destruição de ecossistemas à destruição, e até a extinção de espécies animais e vegetais.
Diante deste panorama tornou-se imprescindível repensar o conceito de meio ambiente, compatibilizando o crescimento econômico com os princípios de cooperação e interação do homem e a natureza.
O primeiro passo foi dado no Clube de Roma, em 1991, a partir de um modelo de simulação baseado em cinco variáveis, quantificando os recursos naturais, alimentos por habitante, população, produção industrial e índices de contaminação. Chegou-se à tese do esgotamento dos recursos naturais, registrado no documento "Os limites do Crescimento".
A Conferência de Estocolmo, realizada pela ONU - Organização das Nações Unidas - em 1972, reconhece o meio ambiente e o desenvolvimento como dois lados da mesma moeda. Esta conferência é considerada uma marco no processo de mudanças que chega aos nosso dias, elaborando proposta inovadoras, contemplando o desenvolvimento e o meio ambiente.
Produziu o relatório de Brundtland, "Nosso Futuro Comum", que tem como eixo fundamental o Desenvolvimento Sustentável, aquele que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer as possibilidades das gerações futuras satisfazerem as suas. Propõe uma forma de desenvolvimento com maior justiça social, sem destruir o meio ambiente.
No papel, deu-se prioridade na satisfação das necessidades das camadas mais pobres da população e consideração as limitações que o estado atual da tecnologia, da organização social impõem sobre o meio ambiente.
A base ecológica do Desenvolvimento Sustentável é a conservação dos ecossistemas e dos recursos naturais, mantendo os processos ecológicos fundamentais, e dos sistemas de sustentação da vida. Entende-se por conservação o meio que pode sofrer alterações, mantendo os ecossistemas integrada à intervenção.
O mais importante ingrediente pra o surgimento do Mova...
Rio 92 O Grande Encontro da Terra. A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano , realizado no Rio de Janeiro em 1992, vem consolidar as teses de Estocolmo estendendo a ideia de direitos e responsabilidade na questão ambiental entre os países. Pretendeu concretizar uma política global para preservação e o desenvolvimento sustentável.
As discussões se deram em torno do seguintes critérios, considerados fundamentais: equidade social, prudência ecológica e eficiência econômica.
Propõe-se então, uma nova política ambiental, a partir de ampla discursão, com a participação de representantes de governos, de vários segmentos da sociedade civil e da comunidade científica independente. Apresentou um documento com planos de ação para uma vida sustentável, dando ênfase na conservação da biodiversidade.
Durante a Rio -92 percebeu-se também grande participação e poder de pressão da sociedade civil, consciente da importância de seu papel e de sua responsabilidade diante dos problemas em discussão, emergindo no cenário político como um terceiro sistema de poder, ao lado dos estados e do poder econômico.
Movendo-se de Verde e Amarelo na, Agenda 21: da Teoria a Prática.
O principal documento produzido na Rio-92 foi a Agenda21, assinado por 170 países, inclusive o Brasil. Trata-se de um instrumento com um fim de alcançar o desenvolvimento sustentável, e interromper e reverter os efeitos da degradação ambiental global.
A Agenda 21 é um planejamento, com ações concretas de curto, médio e longo prazos, com metas recursos e responsabilidades definidas. Reintroduz a ideia de que devemos planejar, e estabelecer um elo de solidariedade entre nós e nosso descendentes, as futuras gerações.
A Agenda 21 é um Programa Estratégico Universal, recomendado pelos governos, agências de desenvolvimento e grupos setoriais independentes colocarem em prática iniciando a parti de julho de 1992 e ao longo do século XXI. Elenca ações a serem executadas em escala local, nacional e internacional, sendo um quadro de referências para discussões de ações políticas que envolvem autoridades associações civis e empresas.
Agenda 21 Local: a Transformação dos Municípios.
Uma das ações priorizadas na Agenda 21 foi que cada cidade elaborasse sua Agenda 21 Local, com a participação de toda sociedade civil. Dentro do município, cada bairro ou comunidade poder construir sua própria Agenda 21, a fim de discutir e propôs soluções para os problemas locais. A Agenda Local do município será o resultado das Agendas de cada região e setor da sociedade. Assim toda população participa e ajuda a planejar as ações necessárias para transformar os sonhos de uma vida digna em realidade.
No município, a Agenda 21 Local deve priorizar a seguinte questão: como melhorar a curto prazo a situação ambiental e social da população por meio de situações realistas, planejando e propondo estratégias para o desenvolvimento sustentável, dentro do conceito de cidade poupadora de recursos naturais.
A Agenda 21 Local é composta por cidadãos interessados em participar e influenciar o planejamento e desenvolvimento de seu bairro, município, partindo-se do conceito no qual é necessário agir localmente para atingir o desenvolvimento sustentável.
As estratégias para o desenvolvimento sustentável devem ser desenhadas e implementadas com a participação popular, através de consenso, e complementadas por eficientes políticas de capacitação. A Agenda 21 deve estabelecer uma verdadeira parceria entre governo e sociedade civil.
Uma Agenda 21 que ficou para trás!...
Todo o processo sistematizado para implantação da agenda 21 local em Mairiporã-SP, foi efetivamente diagnosticado, amplamente debatido em apresentações públicas de propostas, com planos de ações temáticas nas áreas da Saúde, Educação, Transportes, Habitação, Indústria, Comércio e Turismo, Coleta de Resíduos, Meio Ambiente, Saneamento Básico, Planejamento Urbano, Plano Diretor, emancipação do Distrito Industrial de Terra Preta, enfim, uma séria de temáticas diagnosticadas, tendo o monitoramento efetivo da Diretoria de Gestão da Agenda 21 Local, eleita pelo os participantes.
Para a implantação efetiva da Agenda, deveria em forma de lei, ser encaminhada para aprovação pelo Legislativo e Executivo, criando assim os meios legais para implantação, só que, barramos em questões políticas. A maioria dos grupos temáticos achou que não devia encaminhar a produção de todo conteúdo da Agenda e por conta dessas divergências, o plano de implantação da Agenda 21 de Mairiporã-SP, acabou não sendo aprovado.
A partir de então sugerimos a criação de uma ONG, que acabou tendo a rejeição da maioria do Grupo Diretivo, onde, a partir de então, me pareceu racional implantar o Mova – Movimento Verde e Amarelo Por Vida e Cidadania, estruturado e implantando a nível nacional, já que adquiri o direito autoral em legitimar o movimento.