Educação especializada a partir da alfabetização e do letramento de crianças e adolescentes que se encontram na condição de moradores em ‘Serviços de Acolhimento Institucional’ e que já passaram da idade ideal de alfabetização. Temos casos de adolescentes de 15 anos que mal escrevem seu próprio nome apesar de estarem já na 7ª série ou que nunca frequentaram uma escola formal. Criamos o projeto em
2010 dentro do Instituto UNO (antes, Vamos à Luta). NOSSO PÚBLICO FINAL: crianças e adolescentes com defasagem importante na alfabetização, entre 7 e 17 anos, cujos direitos básicos foram violados ou ameaçados. Em geral vítimas de abandono temporário ou sumário, violência física e psicológica, abuso sexual, tentativa de aliciamento para tráfico de dr**as e criminalidade. A RELEVÂNCIA DESSA INICIATIVA: depois de pesquisar, observar e ouvir várias Instituições que trabalham com este público, vimos que o analfabetismo com idade avançada é a RAIZ de vários outros problemas graves, como o fracasso no desempenho escolar, aliado a problemas de disciplina, o que retroalimenta o fator inicial. A médio prazo, fracasso na inclusão de adolescentes a partir de 15 anos no mercado de trabalho – algo essencial no projeto de seu ‘desacolhimento’ aos 18 anos. Todo o trabalho da Rede de Proteção para garantir-lhes um futuro melhor pode não dar frutos se não tratarmos a questão a tempo, o que as escolas não têm conseguido fazer. Além disso, a incapacidade de ler e escrever faz com que outros Projetos oferecidos a estes abrigos, de música, arte, esporte, inclusão digital, educação ambiental, etc., sejam inviáveis ou mal aproveitados. DIAGNÓSTICO: partimos de um diagnóstico realizado em 18 Serviços nas cidades de São Paulo e Santana do Parnaíba em 2009, que nos revelou que mais de 92% de seus moradores acima de 6 anos, mesmo frequentando a escola, apresentavam problemas graves de alfabetização. AGRAVANTES: crianças nessas situações têm uma peculiaridade. A dificuldade em enfrentar uma situação de analfabetismo total ou funcional é potencializada pelas inconstantes situações psicoemocionais que dão origem à maioria dos bloqueios de aprendizagem. No mundo letrado quem não domina o código de comunicação será excluído eternamente. O fato mais grave é que para este público, quanto mais o tempo passa, mais demora a se alfabetizarem. OBJETIVOS DIRETOS
Alfabetizar todas as crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social acolhidos em Abrigos na cidade de São Paulo e Grande SP;
Acelerar seu processo de alfabetização (migrar do nível Pré-silábico para Alfabético) e letramento (até atingir estágio de leitura fluente e compreensão satisfatória dos conteúdos);
Melhorar seu desempenho escolar;
Ampliar o seu universo cultural – derrubar as fronteiras que a barreira da leitura e da escrita impõe a quem não as domina. COMO ATUAMOS
Desenvolvemos para esta iniciativa uma metodologia própria que privilegia a ampliação do universo de conhecimento, de cultura e de oferta de ferramentas de acesso à alfabetização de forma lúdica e envolvente
Tudo isso integrando música, cinema, artes plásticas, teatro e consciência ecológica. Formamos parcerias com 11 Entidades onde atuamos em seus 16 Serviços de Acolhimento na cidade de São Paulo – os ABRIGOS
Atendemos de forma voluntária mais de 100 crianças e adolescentes levando-as à alfabetização básica e ao aperfeiçoamento de habilidades de leitura e escrita
Para isso realizamos, só em 2016, Desde 2011 foram atendidas 127 crianças e adolescentes no "Quero Saber..." e no projeto "Valor" em 14 serviços de acolhimento, realizando mais de 6 mil atividades educativas nos abrigos além de 27 excursões e estudos exploratórios externos, tudo isso com o apoio de 141 voluntários ecoalfabetizadores dedicados e
comprometidos, atuando semanalmente por pelo menos um ano.
Estamos selecionando candidatos para o 10º Curso de Formação de EcoAlfabetizadores Voluntários, que vão atuar por pelo menos 12 meses em Abrigos parceiros. Estamos com uma lista de espera crescente de instituições que nos solicitam a implementação do “Quero Saber...” em seus serviços, sejam abrigos, repúblicas, casas-lares ou CCA’s. AMANHÃ: somente na cidade de São Paulo existem 132 Serviços de Acolhimento Institucional oficialmente ligados à Secretaria Municipal do Desenvolvimento Social, que geram uma demanda constante do nosso apoio. Após este primeiro período de aquisição de know-how e a criação e fortalecimento de uma base de profissionais e voluntários, nos cabe crescer e AMPLIAR a atuação para poder atender a todos os Abrigos que cada vez mais nos conhecem e solicitam apoio. A cada ano nossa meta é ampliar a atuação para mais 4 Serviços de Acolhimento em novas entidades parceiras.