18/06/2026
A gente tá vendo um novo patamar, talvez, desse tipo de violência porque a gente tá em um novo momento do capitalismo mesmo que é arrancar mais e usar de formas cada vez mais violentas pra isso. O problema é isso acontecer e no dia seguinte não acontecer muita coisa. Porque toda aquela matança da Penha no ano passado aconteceu, repercutiu 2 dias e depois a vida seguiu. E a Favela do Moinho sofreu tudo isso e é como se a vida seguiu. E é isso que a gente não pode permitir acontecer e aí acho que o documentário tem esse papel da gente levar essa voz, contar essa história e manter a organização, a luta e a resistência porque o que aconteceu com a Favela do Moinho pode acontecer com qualquer outra comunidade.”
Irene Maestro, do Luta Popular durante o debate sobre o filme Moinho de Gente, na Ocupação 9 de julho