09/08/2026
Bets deixaram de ser vistas como “mero entretenimento” e o Brasil começa a tratar o tema como ele realmente é: uma questão de saúde pública.
Durante a Copa, a publicidade abusiva de casas de apostas online nas transmissões dos jogos virou alvo de questionamento público, puxado por vozes como a da deputada Erika Hilton.
Após o Conselho Nacional Autorregulamentação Publicitária, CONAR, emitir uma liminar contra as propagandas veiculadas na CazéTV, a cobrança se ampliou: por que Globo, SBT, canais por assinatura e as próprias bets não seriam submetidos ao mesmo escrutínio quanto à legislação vigente e ao Código de Defesa do Consumidor?
O Ministério da Fazenda respondeu à pressão. O ministro Dario Durigan anunciou um novo conjunto de regras para a publicidade de bets, que passa a exigir um aviso obrigatório assinado pela pasta em toda peça publicitária do setor.
As emissoras também f**am proibidas de manter parcerias com casas de apostas que operem na ilegalidade, e comentaristas e especialistas não poderão mais ter falas que empurrem o espectador para o erro, e, consequentemente, para o lucro das bets. Quem descumprir arrisca multa de até 20% do faturamento e pode ter as atividades suspensas por até 180 dias.
É um passo necessário, mas a fiscalização não pode parar por aqui. Enquanto houver brecha, haverá quem lucre em cima do endividamento e do sofrimento alheio, e é aí que a pressão da sociedade continua fazendo diferença.