AUMA - Associação dos Amigos da Criança Autista

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AUMA - Associação dos Amigos da Criança Autista A AUMA é uma entidade assistencial sem fins lucrativos, que tem como objetivo criar programas educ Nasceu da dificuldade da Sra.

A AUMA – Associação dos Amigos da Criança Autista é uma entidade assistencial sem fins lucrativos, fundada na cidade de São Paulo em 25 de Janeiro de 1990. Eliana Rodrigues Boralli em encontrar vaga para sua filha autista. No início, foi tudo muito difícil. Os trabalhos foram desenvolvidos durante três meses na residência da Sra. Eliana, depois uma sala foi cedida em outra entidade (Auta de Souza). Posteriormente através da Campanha “Pingo de Gente” da Lorenzetti adquiriu-se a sede própria. Em fevereiro de 1993, a Associação iniciou seu trabalho na sede localizada à Rua Félix Pacheco, 91, no Alto de Santana, São Paulo, entretanto esta sede tornou-se pequena, porque as crianças cresceram e o número do atendimento aumentou. Hoje, a sede localiza-se na Rua César Zama, 257 no bairro de Santana, em um terreno que foi concedido pelo Estado, com um Decreto assinado pelo governador Geraldo Alckmin. Depois de ter transposto parte das dificuldades, a AUMA realiza inúmeras atividades do seu programa de atendimento social e entre elas estão:

a) atendimento de orientação, encaminhamento e treinamento de familiares;
b) treinamento e orientação de profissionais interessados e estudantes;
c) esclarecimento à comunidade em geral, através da divulgação da temática autismo e
d) atendimento educacional de crianças e adolescentes autistas, onde os resultados poderão servir para pesquisas futuras e, acima de tudo, uma escola onde as crianças são vistas e compreendidas como alunos.

Nos últimos anos, vimos crescer o número de empresas que se apresentam como “amigas do autista”. Esse movimento é import...
06/07/2026

Nos últimos anos, vimos crescer o número de empresas que se apresentam como “amigas do autista”. Esse movimento é importante e merece ser celebrado. Mais informação e mais conscientização ajudam a construir uma sociedade mais inclusiva. 🌎
Mas também precisamos fazer uma pergunta: essa inclusão acontece na prática ou f**a apenas no discurso?
Mais do que um selo ou uma campanha, inclusão é treinamento, acessibilidade, adaptações, oportunidades e, principalmente, respeito às diferentes formas de existir. Cada pessoa autista é única e suas necessidades também são.
O autismo não é uma pauta do momento. É a realidade de milhões de pessoas e suas famílias. Por isso, tão importante quanto celebrar os avanços é acompanhar se eles realmente estão acontecendo. 🤝
No fim, uma empresa não é amiga do autista pelo que diz. Ela demonstra isso nas escolhas que faz todos os dias.

A resposta curta é: não.A resposta um pouco mais longa é: ainda não.Nos últimos anos, pesquisadores têm estudado o uso d...
30/06/2026

A resposta curta é: não.

A resposta um pouco mais longa é: ainda não.

Nos últimos anos, pesquisadores têm estudado o uso da inteligência artificial para auxiliar na identif**ação de sinais associados ao autismo.

Algumas ferramentas conseguem analisar padrões de comportamento, linguagem, movimentos ou informações clínicas com resultados promissores em ambientes de pesquisa.

Mas isso não signif**a que a inteligência artificial seja capaz de realizar um diagnóstico.

O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista continua dependendo de uma avaliação clínica cuidadosa, realizada por profissionais qualif**ados, considerando história do desenvolvimento, observação comportamental e múltiplas fontes de informação.

A tecnologia pode se tornar uma ferramenta importante no futuro.

Mas ferramentas auxiliam.

Elas não substituem a análise humana, a escuta clínica e a compreensão da singularidade de cada pessoa.

Em um momento em que a inteligência artificial ocupa cada vez mais espaço em nossas vidas, vale lembrar: inovação e ciência caminham juntas quando existe responsabilidade.

E responsabilidade também signif**a reconhecer os limites atuais da tecnologia.

Vivemos em uma sociedade que frequentemente valoriza comparações.Quem faz mais.Quem faz melhor.Quem aprende mais rápido....
25/06/2026

Vivemos em uma sociedade que frequentemente valoriza comparações.

Quem faz mais.
Quem faz melhor.
Quem aprende mais rápido.

Mas será que esse é o melhor critério para avaliar desenvolvimento?

Quando falamos sobre habilidades motoras, a resposta pode ser mais complexa do que parece.

Pesquisas mostram que duas pessoas autistas podem apresentar dificuldades muito semelhantes e, ainda assim, terem percepções completamente diferentes sobre aquilo que consideram satisfatório para suas vidas.

Porque o conceito de “bom o suficiente” não depende apenas de desempenho.

Ele também está relacionado aos objetivos pessoais, às necessidades do dia a dia, ao contexto social e às prioridades de cada indivíduo.

Para algumas pessoas, aprender determinada habilidade pode representar mais autonomia. Para outras, o esforço necessário talvez não faça sentido naquele momento.

E tudo bem.

O desenvolvimento humano não acontece em uma linha reta e nem segue um padrão único.

Respeitar a singularidade também signif**a compreender que qualidade de vida não é definida apenas pelo que alguém consegue fazer, mas pelo quanto essa pessoa consegue participar da própria vida de forma signif**ativa.

Quando falamos sobre inclusão escolar, muitas pessoas procuram respostas rápidas.A inclusão funciona?A escola regular é ...
23/06/2026

Quando falamos sobre inclusão escolar, muitas pessoas procuram respostas rápidas.

A inclusão funciona?
A escola regular é melhor?
A criança deve permanecer na sala comum?

A verdade é que essas perguntas dificilmente possuem respostas universais.

As políticas públicas de inclusão representam avanços importantes na garantia de direitos das pessoas com deficiência. No entanto, transformar o direito em experiência de qualidade exige muito mais do que matrícula.

É preciso considerar a formação da equipe, os recursos disponíveis, o suporte oferecido, as características do estudante e as necessidades da família.

Além disso, o Brasil é um país extremamente diverso. As realidades das escolas, cidades e redes de ensino não são iguais.

O que funciona muito bem em um contexto pode não funcionar da mesma forma em outro.

Por isso, discutir inclusão exige cuidado.

Não se trata de defender posições extremas ou buscar soluções únicas.

Trata-se de construir caminhos que respeitem as singularidades de cada estudante e garantam oportunidades reais de aprendizagem, participação e desenvolvimento.

Inclusão de qualidade não é um destino pronto.

É uma construção diária feita por famílias, educadores, profissionais e sociedade.

Nunca tivemos tanto acesso à informação.E, ao mesmo tempo, nunca foi tão necessário aprender a questioná-la.Todos os dia...
18/06/2026

Nunca tivemos tanto acesso à informação.

E, ao mesmo tempo, nunca foi tão necessário aprender a questioná-la.

Todos os dias surgem vídeos, cursos, perfis, opiniões e promessas sobre autismo circulando pelas redes sociais. Algumas dessas informações são baseadas em evidências científ**as. Outras não.

O problema é que nem sempre essa diferença é fácil de identif**ar.
Por isso, desenvolver um olhar crítico se tornou uma habilidade fundamental para famílias, educadores e profissionais.

Antes de acreditar em uma informação, vale perguntar:

🔎 Qual é a fonte?
🔎 Existe respaldo científico?
🔎 Quem está divulgando esse conteúdo possui formação ou experiência compatível com o tema?
🔎 Há consenso entre especialistas ou trata-se apenas de uma opinião individual?

A ciência não é perfeita e está sempre evoluindo. Mas ela continua sendo uma das ferramentas mais seguras que temos para tomar decisões responsáveis.

Em tempos de excesso de informação, cautela também é uma forma de cuidado.

Nem tudo o que viraliza informa. Nem tudo o que emociona educa.

Nem toda resposta ao trauma se parece com aquilo que costumamos esperar. Algumas pessoas falam sobre o que aconteceu. Ou...
16/06/2026

Nem toda resposta ao trauma se parece com aquilo que costumamos esperar.

Algumas pessoas falam sobre o que aconteceu. Outras se isolam. Algumas demonstram emoções intensamente. Outras parecem não demonstrar reação alguma.

Em pessoas autistas, as respostas ao trauma podem se manifestar de formas diferentes das observadas em indivíduos neurotípicos. Mudanças repentinas de comportamento, aumento da sensibilidade sensorial, regressões temporárias em habilidades já adquiridas, maior necessidade de previsibilidade ou dificuldade para comunicar o sofrimento podem ser alguns
exemplos descritos pela literatura científ**a.

Por isso, interpretar comportamentos sem compreender o contexto pode ser um erro.
Muitas vezes, o que parece “teimosia”, “desinteresse” ou “falta de colaboração” pode ser uma
tentativa de lidar com algo que a pessoa ainda não consegue explicar.

O apoio mais importante costuma começar pela segurança.

Segurança para sentir, para se expressar, para ser acolhida sem julgamentos e para saber
que existem pessoas dispostas a compreender o que está acontecendo.

Nem sempre teremos todas as respostas.
Mas escuta, previsibilidade, respeito e presença costumam ser excelentes pontos de partida.

🤍✨Quando falamos sobre amor e relacionamentos no autismo, é importante deixar uma ideia de lado: a deque existe uma únic...
12/06/2026

🤍✨
Quando falamos sobre amor e relacionamentos no autismo, é importante deixar uma ideia de lado: a de
que existe uma única forma de amar.

A literatura científ**a mostra que pessoas autistas podem desenvolver vínculos afetivos, amizades,
relacionamentos amorosos, casamentos e projetos de vida compartilhados, assim como qualquer outra
pessoa.

Ao mesmo tempo, as experiências são extremamente diversas.

Algumas pessoas desejam relacionamentos românticos. Outras não têm esse interesse. Algumas
demonstram afeto de maneira intensa. Outras preferem expressões mais discretas. Existem ainda
diferenças relacionadas à comunicação, às necessidades sensoriais e aos níveis de suporte.
Por isso, generalizações costumam gerar mais confusão do que entendimento.

O amor no espectro não é menor, maior ou diferente em valor.

Ele apenas pode ser vivido e demonstrado de formas singulares.

Neste Dia dos Namorados, talvez a reflexão mais importante seja lembrar que relacionamentos
saudáveis não nascem da tentativa de transformar alguém em outra pessoa.

Eles crescem quando existe respeito, compreensão e espaço para que cada indivíduo seja quem é.

Escutar parece algo simples. ✨Mas, na prática, muitas vezes ouvimos apenas para responder e não para compreender. No des...
09/06/2026

Escutar parece algo simples. ✨

Mas, na prática, muitas vezes ouvimos apenas para responder e não para compreender. No desenvolvimento da autonomia, a escuta ocupa um lugar fundamental. Antes de completar frases, antecipar desejos ou responder por alguém, existe um passo importante: permitir que a pessoa se comunique da forma que consegue naquele momento.

Nem sempre essa comunicação acontece pela fala. Ela pode surgir por gestos, olhares, apontamentos, expressões, imagens, movimentos ou comportamentos que carregam signif**ado.

Sabemos que nem toda pessoa autista consegue expressar suas necessidades da mesma forma. Ainda assim, quando oferecemos tempo, atenção e espaço para a comunicação acontecer, fortalecemos algo muito valioso: a participação ativa da pessoa em sua própria vida.

Escutar não é apenas ouvir palavras.
É reconhecer que toda forma de comunicação merece ser considerada.
Porque autonomia também se constrói quando alguém percebe que sua voz, de qualquer forma que ela aconteça, é respeitada.

Chegou a temporada das festas juninas.🎊E junto com ela chegam as bandeirinhas, as músicas, as comidas típicas e também u...
05/06/2026

Chegou a temporada das festas juninas.🎊

E junto com ela chegam as bandeirinhas, as músicas, as comidas típicas e também uma pergunta importante: participar é sempre a melhor escolha?

A resposta é não.

Existem crianças, adolescentes e adultos autistas que adoram festas, fantasias, danças e encontros coletivos. Outros podem sentir desconforto diante dos sons, das luzes, das multidões, das mudanças de rotina ou simplesmente não ter interesse naquele tipo de atividade.

Nenhuma dessas respostas está errada.

No espectro autista, raramente encontramos verdades absolutas. O que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. E isso também acontece fora do autismo.

Incluir não signif**a obrigar alguém a participar. Signif**a criar oportunidades, respeitar limites e compreender que pertencimento não depende da presença em todos os eventos.

Se a festa for divertida, ótimo. Se não for, tudo bem também.

O respeito às diferenças começa quando entendemos que gostar e não gostar são possibilidades igualmente legítimas.

Endereço

Rua César Zama, 257/Mandaqui
São Paulo, SP
02406-030

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 17:00
Terça-feira 08:00 - 17:00
Quarta-feira 08:00 - 17:00
Quinta-feira 08:00 - 17:00
Sexta-feira 08:00 - 17:00

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