Barong O Barong disponibiliza a sua equipe multidisciplinar com o objetivo de informar, educar e conscientizar as pessoas sobre a Saúde Sexual e Reprodutiva.

Qual é o poder do esporte para combater o estigma?Ninguém vai a um jogo de rugby para falar sobre HIV.É exatamente por i...
13/08/2026

Qual é o poder do esporte para combater o estigma?

Ninguém vai a um jogo de rugby para falar sobre HIV.

É exatamente por isso que essa conversa precisa estar lá.

O esporte alcança pessoas que talvez nunca procurassem saber sobre esse assunto. Cria vínculos, pertencimento e relações de confiança — e abre espaço para falar sobre saúde, prevenção e estigma sem reduzir ninguém a um diagnóstico.

Durante a AIDS 2026, Gareth Thomas, Raquel Kochhann e Boyd Mkandawire mostraram como diferentes experiências esportivas podem aproximar o cuidado da vida real.

Como resumiu Boyd: o esporte não é a intervenção. É o gancho.

Porque enfrentar o estigma significa levar a conversa para onde ela ainda não chegou — e mostrar pessoas vivendo com HIV com saúde, potência, sonhos e uma vida inteira pela frente.

🎥 Imagens
Gareth Thomas: Praia de Ipanema, 29.07.26
Raquel Kochmann: Youtube Rugby
Grassroot Soccer: Youtube Grassroot Soccer

Durante a AIDS 2026, tivemos a oportunidade de compartilhar com representantes internacionais da ViiV Healthcare um pouc...
11/08/2026

Durante a AIDS 2026, tivemos a oportunidade de compartilhar com representantes internacionais da ViiV Healthcare um pouco da experiência que o BarONG vem construindo há 30 anos nas ruas.

Nossa unidade móvel, o inflável e toda a estrutura que levamos aos territórios fazem parte de uma estratégia simples na formulação, mas complexa na prática: aproximar prevenção, informação e cuidado da vida real das pessoas.

E, claro, nada disso existe sem operação.

Depois da ventania do dia anterior, na quinta-feira estávamos montando tudo novamente — com Diego Vieira, Diego Garofalo, Fefa e a equipe BarONG fazendo a estrutura acontecer mais uma vez.

A conversa também se conecta a um dos temas que atravessaram nossa participação na conferência e a parceria com o Tackle HIV: encontrar novos espaços e novas formas de ampliar o diálogo sobre HIV e enfrentar o estigma.

Van, inflável, testagem, prevenção e informação fazem parte de uma estratégia que o BarONG constrói há 30 anos: levar o cuidado para onde as pessoas estão.

Da experiência local à troca internacional, seguimos fazendo o que sabemos fazer melhor: estar onde as pessoas estão.

Durante a AIDS 2026, representantes internacionais da ViiV Healthcare conheceram mais de perto a estrutura móvel e a experiência do BarONG em ações extramuros.

Marta McBritton - sobre como alcançar pessoas e falar sobre HIV para além dos espaços tradicionais de saúde.

Diego Vieira, parceiro de sempre e família BarONG

Informação atualizada em saúde sexual e reprodutiva

Do território para o mundo

Quando a experiência do território vira troca internacional.
AIDS 2026 • Rio de Janeiro

Vamos juntes?

10/08/2026
Muitas mãos buscando pr*********os ao mesmo tempo.A cena, registrada durante a ação do BarONG em Ipanema, não representa...
10/08/2026

Muitas mãos buscando pr*********os ao mesmo tempo.

A cena, registrada durante a ação do BarONG em Ipanema, não representa passividade ou desamparo. Representa pessoas exercendo autonomia quando encontram prevenção disponível, próxima e sem burocracia.

Também nos fez perceber, mais uma vez, como o acesso à saúde sexual e à prevenção acontece de formas profundamente diferentes pelo Brasil.

Nossa experiência cotidiana em São Paulo é atravessada por uma rede ampla de serviços especializados, iniciativas territoriais e diferentes formas de acesso a insumos. Essa estrutura, embora ainda tenha lacunas, não representa a realidade de todo o país.

É quando saímos dos territórios que conhecemos que enxergamos melhor o tamanho das distâncias.

As ações extramuros existem para ajudar a reduzi-las. O BarONG leva informação, pr*********os, testagem, acolhimento e vinculação aos espaços onde as pessoas vivem, circulam e constroem suas relações.

Essa percepção também fortalece nossos planos para uma nova unidade móvel, capaz de ampliar o raio de atuação e alcançar territórios cada vez mais distantes das redes já estabelecidas.

Não se trata de falar pelas pessoas retratadas.

Trata-se de garantir que mais pessoas possam fazer suas próprias escolhas.

O cuidado precisa alcançar mais caminhos.

Hoje nos despedimos de Clodd Marie Abayomi Bantu Fiorentino Dias, a nossa Clodd Dias.Clodd fez parte da história do HIV ...
07/08/2026

Hoje nos despedimos de Clodd Marie Abayomi Bantu Fiorentino Dias, a nossa Clodd Dias.

Clodd fez parte da história do HIV no Tribunal, emprestando sua presença, sua arte e sua voz a um trabalho construído para provocar reflexão, enfrentar o estigma e colocar vidas e direitos no centro da conversa.

O BarONG agradece profundamente pelo tempo em que ela caminhou conosco e por tudo o que compartilhou em cena e fora dela.

Algumas pessoas passam por um projeto. Outras passam a fazer parte da memória dele. Clodd permanece na nossa.

Nosso carinho e solidariedade à família, às amigas, aos amigos e a todas as pessoas que tiveram a alegria de encontrá-la pelo caminho.

Clodd Dias
24/01/1977 – 05/08/2026

🕯️ Velório
Hoje, 07/08, das 14h30 às 16h29
Velório B1 – Vila Formosa I
Av. João XXIII, 2537 – Vila Formosa – São Paulo/SP

🌹 Sepultamento
Hoje, 07/08, às 16h30
Cemitério Vila Formosa I
Av. João XXIII, 2537 – Vila Formosa – São Paulo/SP

Obrigada, Clodd, por ter feito parte do HIV no Tribunal e da nossa história.

Às vezes, uma placa de banheiro diz muito sobre quem foi considerado na construção de um espaço.Na Global Village da AID...
06/08/2026

Às vezes, uma placa de banheiro diz muito sobre quem foi considerado na construção de um espaço.

Na Global Village da AIDS 2026, os banheiros eram identificados pela estrutura que ofereciam — e não por quem poderia entrar.

“Banheiro para todas as pessoas, com mictórios.”

Uma informação simples, objetiva e capaz de permitir que cada pessoa fizesse sua escolha sem precisar se explicar para ninguém.

Colocar as pessoas no centro é isso: reconhecer a diversidade, retirar barreiras e construir respostas a partir da vida real.

Na resposta ao HIV, não são as pessoas e as comunidades que devem se adaptar aos serviços, à linguagem e às políticas. São as respostas que precisam ser construídas com elas e para elas.

Porque comunidades no centro não pode ser apenas um discurso. Precisa aparecer em cada escolha — até nos detalhes que muita gente nem percebe.

05/08/2026

No dia 29 de julho, o BarONG levou prevenção, informação e cuidado para Ipanema em uma ação de testagem extramuros — e uma ventania quase levou a ação inteira embora.

A gente segurou tudo o que conseguiu.
Mas alguns pr*********os saíram voando pelos ares! 😅

Em plena Praia de Ipanema, derrubando o estigma…
👀

Informação não é suficiente para dissolver o estigma relacionado ao HIV. É preciso fazer essa informação chegar às pesso...
04/08/2026

Informação não é suficiente para dissolver o estigma relacionado ao HIV.

É preciso fazer essa informação chegar às pessoas, criar vínculos de confiança e abrir espaço para conversas capazes de transformar percepções e comportamentos.

Foi a partir dessa perspectiva que o esporte entrou no centro do debate durante a mesa promovida pelo Tackle HIV na Global Village da AIDS 2026, realizada no dia 27 de julho, no Rio de Janeiro.

▶️ Neste carrossel, você confere momentos importantes da conversa, nas palavras de quem participou desse encontro.

Organizado pela GSK ViiV Healthcare, o encontro reuniu diferentes experiências para discutir como o esporte pode aproximar comunidades, ampliar o acesso à informação em saúde e contribuir para o enfrentamento ao preconceito e à desinformação relacionados ao HIV.

Com mediação de Marta McBritton, presidenta do Instituto Cultural BarONG, participaram da conversa:

🏉 Gareth Thomas CBE, ex-jogador internacional de rugby do País de Gales, ativista e fundador da campanha Tackle HIV;

🏉 Raquel Kochhann, atleta da seleção brasileira de rugby, olímpica e ativista pela conscientização em saúde;

⚽ Boyd Mkandawire, diretor-geral da Grassroot Soccer Zambia, organização que utiliza o futebol para aproximar jovens de informações, serviços de saúde e redes de apoio.

Embora partissem de trajetórias e territórios distintos, as falas encontraram um ponto comum: o esporte não é apenas uma atividade física. Ele pode ser uma linguagem compartilhada, um espaço de pertencimento e uma ponte para diálogos que muitas vezes não conseguem começar pelos caminhos tradicionais.

Gareth Thomas falou sobre o risco de uma pessoa ser reduzida à sua condição sorológica e reafirmou que viver com HIV é parte de sua história, mas não define tudo o que ele é.

Raquel Kochhann relacionou conhecimento, coragem e capacidade de reconstrução, lembrando que um diagnóstico não representa o fim de uma trajetória. Informação também é poder para enfrentar o medo, ressignificar experiências e seguir adiante.

Boyd Mkandawire apresentou a experiência da Grassroot Soccer Zambia, que utiliza o futebol como ponto de aproximação para construir relações de confiança entre jove

Quando a arte ocupa o centro da conversa, o estigma perde espaço.No dia 27 de julho, o espetáculo HIV no Tribunal integr...
03/08/2026

Quando a arte ocupa o centro da conversa, o estigma perde espaço.

No dia 27 de julho, o espetáculo HIV no Tribunal integrou a programação da Global Village da AIDS 2026, no Rio de Janeiro, levando ao público uma experiência que mistura teatro, debate e participação.

Mais do que assistir, quem esteve presente foi convidado a ocupar seu lugar nesse julgamento simbólico: um convite para refletir sobre preconceitos, desinformação e os impactos do estigma na vida das pessoas que vivem com HIV.

Especialmente para a AIDS 2026, o espetáculo ganhou uma versão com legendas em inglês, ampliando o diálogo com participantes de diferentes países.

A apresentação contou ainda com a participação especial das cidadãs do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (MNCP), fortalecendo a potência do encontro entre arte, ativismo e as vozes de mulheres que vivem e constroem diariamente a resposta comunitária ao HIV no Brasil.

Há 30 anos, o BarONG acredita que a resposta ao HIV também se constrói por meio da cultura, da escuta e do encontro entre pessoas. Porque informação transforma. Arte mobiliza. E comunidades fortalecem a resposta.

Que essa conversa continue muito além dos palcos.

03/08/2026

Desde a abertura da AIDS 2026, diferentes manifestações ocuparam os espaços da Conferência para defender acesso, financiamento e equidade na resposta ao HIV.

A Marcha das Comunidades, realizada no dia 29, deu ainda mais força e visibilidade a uma mobilização que vem sendo construída de forma coletiva e contínua. São organizações, ativistas e pessoas de diferentes países somando vozes para sensibilizar indústria, governos e investidores, cobrar compromissos e manter no centro do debate uma questão incontornável: os avanços da ciência precisam chegar a quem deles necessita.

As novas tecnologias abrem perspectivas extraordinárias para a prevenção e o tratamento do HIV. Mas uma tecnologia só se torna inovação de verdade quando chega às pessoas — especialmente às populações e aos países que também contribuíram para que ela fosse desenvolvida.

Reconhecer o investimento, a pesquisa e o papel da iniciativa privada não significa aceitar que interesses comerciais se sobreponham às necessidades de saúde pública. É preciso construir soluções que conciliem a continuidade da inovação com preços justos, acesso amplo e responsabilidade social.

Quando uma nova forma de prevenção permanece restrita a poucos, seu potencial de transformar a realidade também permanece limitado.

Ciência que avança, mas não alcança, deixa gente para trás. Nenhuma resposta ao HIV será realmente bem-sucedida enquanto o lugar onde alguém vive ou sua condição econômica determinarem o acesso à prevenção e ao cuidado.

Inovação sem equidade não é inovação.

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