04/08/2026
Informação não é suficiente para dissolver o estigma relacionado ao HIV.
É preciso fazer essa informação chegar às pessoas, criar vínculos de confiança e abrir espaço para conversas capazes de transformar percepções e comportamentos.
Foi a partir dessa perspectiva que o esporte entrou no centro do debate durante a mesa promovida pelo Tackle HIV na Global Village da AIDS 2026, realizada no dia 27 de julho, no Rio de Janeiro.
▶️ Neste carrossel, você confere momentos importantes da conversa, nas palavras de quem participou desse encontro.
Organizado pela GSK ViiV Healthcare, o encontro reuniu diferentes experiências para discutir como o esporte pode aproximar comunidades, ampliar o acesso à informação em saúde e contribuir para o enfrentamento ao preconceito e à desinformação relacionados ao HIV.
Com mediação de Marta McBritton, presidenta do Instituto Cultural BarONG, participaram da conversa:
🏉 Gareth Thomas CBE, ex-jogador internacional de rugby do País de Gales, ativista e fundador da campanha Tackle HIV;
🏉 Raquel Kochhann, atleta da seleção brasileira de rugby, olímpica e ativista pela conscientização em saúde;
⚽ Boyd Mkandawire, diretor-geral da Grassroot Soccer Zambia, organização que utiliza o futebol para aproximar jovens de informações, serviços de saúde e redes de apoio.
Embora partissem de trajetórias e territórios distintos, as falas encontraram um ponto comum: o esporte não é apenas uma atividade física. Ele pode ser uma linguagem compartilhada, um espaço de pertencimento e uma ponte para diálogos que muitas vezes não conseguem começar pelos caminhos tradicionais.
Gareth Thomas falou sobre o risco de uma pessoa ser reduzida à sua condição sorológica e reafirmou que viver com HIV é parte de sua história, mas não define tudo o que ele é.
Raquel Kochhann relacionou conhecimento, coragem e capacidade de reconstrução, lembrando que um diagnóstico não representa o fim de uma trajetória. Informação também é poder para enfrentar o medo, ressignificar experiências e seguir adiante.
Boyd Mkandawire apresentou a experiência da Grassroot Soccer Zambia, que utiliza o futebol como ponto de aproximação para construir relações de confiança entre jove