09/10/2026
A DIGNIDADE HUMANA NÃO TEM PARTIDO. TEM DIREITOS! 🦋🇧🇷
Essa imagem carrega muito mais do que um comprovante de votação. Ela carrega uma história de resistência, coragem e cidadania.
Estamos vivendo um momento em que o Brasil discute política, partidos, candidatos e ideologias. Mas, enquanto tantos debates acontecem, milhares de brasileiros continuam enfrentando batalhas silenciosas para ter acesso ao básico: saúde, medicamentos, tratamentos e uma vida digna.
A democracia não se resume ao direito de votar. Ela também precisa garantir o direito de viver com dignidade.
A pessoa com deficiência não precisa de piedade. Precisa de respeito, acessibilidade, inclusão e políticas públicas que funcionem.
A pessoa com Epidermólise Bolhosa não pode esperar que as disputas políticas terminem para receber um curativo, um medicamento ou o tratamento necessário para aliviar sua dor.
A Constituição Federal garante o direito à saúde. A Lei Brasileira de Inclusão assegura direitos fundamentais às pessoas com deficiência. Mas entre o direito escrito no papel e a realidade de muitas famílias brasileiras ainda existe uma distância dolorosa.
É nesse espaço que o Jardim das Borboletas trabalha todos os dias.
Cuidamos de crianças e famílias que enfrentam a Epidermólise Bolhosa, uma doença rara que provoca extrema fragilidade na pele, feridas e sofrimento.
Somos uma organização da sociedade civil que luta diariamente para oferecer assistência, medicamentos, curativos, alimentação, acolhimento e esperança.
Mas o nosso trabalho não deveria ser confundido com a substituição das responsabilidades do poder público. A solidariedade da sociedade civil é indispensável, mas não pode ser a única resposta para direitos que precisam ser garantidos.
Não escrevo isso para defender a direita ou a esquerda. Escrevo para defender vidas.
Porque a dor de uma criança não tem partido. A fome não tem ideologia. E o direito à saúde não pode depender de quem ocupa o poder.
Meu desejo é que possamos construir um Brasil onde a pessoa com deficiência seja enxergada, ouvida e respeitada. Onde as doenças raras sejam tratadas com a seriedade que merecem. Onde nenhuma mãe precise implorar pelo básico.