A comunidade São Remo tem sua origen entre as décadas de 60 e 70, quando diversos trabalhadores migraram do nordeste brasileiro com suas famílias para trabalhar na construção da Universidade de São Paulo (USP). Durante a construção da faculdade, os trabalhadores permaneceram nos alojamentos criados pela empresa que administrava as obras. Nesta época eram aproximadamente 500 famílias, hoje a comuni
dade conta com mais de 30.000 moradores. A São Remo possui um longo histórico de luta. A mais de quarenta anos, os moradores se mobilizavam e conquistava energia elétrica, água, saniamento básico, hospital, creches, escolas, comércios e transportes que fossem mais próximos de suas casas, além de segurança e direito de moradia. Hoje, a comunidade ainda luta por essas e outras questões e também conta com o apoio de pessoas que, se identificam com as diversas causas e se mobilizam para gerar benefícios para os moradores. O terreno que a favela São Remo ocupa hoje, foi uma antiga fazenda cedida para o Estado de São Paulo, logo passada para o nome da Usp, que está promovendo um plano de reurbanização e urbanização ameaçando todos os moradores especialmente trabalhadores e as crianças que perderão áreas de lazer e uma das escolas próxima. A reitoria da universidade se nega a estabelecer um diálogo aberto com a comunidade para que ambas necessidades venham ser contempladas. Mais uma vez, os moradores da favela São Remo se mobilizam e tentam articular meios para impedir que sejam despejados de suas casas sem os devidos direitos que são, moradias definitivas e bolsa aluguel durante o processo de remoção. Também tentam ter acesso e participação popular ao projeto que está sendo desenvolvido principalmente se parte da população continuar morando no terreno.