14/08/2026
👀JÁ CONFERIU? Em maio deste ano, 24 garimpeiros foram resgatados de condições análogas à escravidão em quatro garimpos de quartzo rutilado na Chapada Diamantina, na Bahia. A fiscalização do Ministério do Trabalho encontrou trabalhadores em escavações subterrâneas que chegavam a mais de 100 metros de profundidade, sem escoramento ou supervisão técnica.
A exploração era estruturada como uma espécie de “sociedade”: os donos dos garimpos ficavam com até 30% do valor bruto da produção, enquanto a parcela destinada aos trabalhadores variava de 22% a 26% e era dividida entre até seis pessoas. Segundo os auditores, a relação informal era tão consolidada que os próprios garimpeiros não se reconheciam como trabalhadores.
Os relatos obtidos pela Repórter Brasil mostram outra face desse acordo. Trabalhadores dizem que podiam passar mais de um mês sem receber, recebiam cerca de R$ 120 por semana para alimentação e precisavam pedir dinheiro emprestado para voltar para casa. Um dos garimpos já havia sido interditado em 2025 por infrações trabalhistas e risco extremo de soterramento, fraturas e morte.
A Defensoria Pública Federal informou que vai ingressar com uma ação judicial para que os empregadores paguem cerca de R$ 139 mil em verbas rescisórias e recolhimento de FGTS, além de indenização por dano moral às vítimas.
🔗Confira a reportagem completa no site da Repórter Brasil: https://bit.ly/escravizadosGarimpoBA