Repórter Brasil

Repórter Brasil Jornalismo, documentários, pesquisa e educação. Denunciamos situações que ferem direitos trabalhistas
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A Repórter Brasil foi fundada em 2001 por jornalistas, cientistas sociais e educadores com o objetivo de fomentar a reflexão e ação sobre a violação aos direitos fundamentais dos povos e trabalhadores do campo no Brasil. Devido ao seu trabalho, tornou-se um das mais importantes fontes de informação sobre trabalho escravo no Brasil. Suas reportagens, investigações jornalísticas, pesquisas e metodol

ogias educacionais têm sido usadas por lideranças do poder público, do setor empresarial e da sociedade civil como instrumentos para combater a escravidão contemporânea, um problema que afeta milhares de brasileiros.

12/06/2026

Nesta quinta-feira (11), a Justiça do Trabalho condenou a Volkswagen do Brasil a indenizar em R$ 2 milhões três trabalhadores rurais submetidos a trabalho escravo na década de 1980 na Fazenda Vale do Rio Cristalino, conhecida como Fazenda Volkswagen, em Santana do Araguaia (PA). Cada um deles deverá receber R$ 1 milhão por danos morais e R$ 1 milhão por dano existencial. A empresa ainda pode recorrer da decisão.

Nas ações, os trabalhadores relataram ter sido aliciados com promessas de bons salários, mas acabaram submetidos a um sistema de servidão por dívida. Segundo os processos, eles eram obrigados a comprar alimentos, ferramentas e roupas de trabalho a preços abusivos, acumulando dívidas que os impediam de deixar a fazenda.

Procurada pela Repórter Brasil, a montadora afirmou que não comentará discussões judiciais em andamento e reiterou seu compromisso com o respeito às leis e aos direitos humanos.

🔗Leia a reportagem completa no site da Repórter Brasil | link na bio

Uma investigação da Repórter Brasil identificou uma conexão entre a Vicunha, uma das maiores indústrias têxteis do mundo...
12/06/2026

Uma investigação da Repórter Brasil identificou uma conexão entre a Vicunha, uma das maiores indústrias têxteis do mundo, e a Coceba, cooperativa presidida por um produtor rural responsabilizado por trabalho escravo. A partir da Vicunha, a cadeia produtiva alcança empresas que aparecem nas listas de fornecedores de marcas internacionais como Levi's, Lacoste e Hugo Boss.

O presidente da cooperativa, Juberto Ferreira Alves, foi responsabilizado após o resgate de 13 trabalhadores em situação análoga à escravidão em sua fazenda, no Piauí, em novembro de 2023. Segundo o relatório de fiscalização, os trabalhadores não tinham registro em carteira, eram transportados em carroceria aberta e não contavam nem mesmo com banheiro no local de trabalho.

A Vicunha afirmou que não mantém relação comercial com a Coceba desde 2021 e que a cooperativa era apenas uma potencial fornecedora. Já a Coceba disse que Alves não produz algodão atualmente e não forneceu para a cooperativa nos últimos anos. Levi's, Lacoste e Hugo Boss afirmaram que analisam o caso e reiteraram que não toleram trabalho forçado em suas cadeias de fornecimento.

Especialistas ouvidos pela reportagem defendem que empresas ampliem o monitoramento da origem dos produtos e das condições de trabalho em suas cadeias produtivas.

🔗Leia a reportagem completa em https://bit.ly/4x8kjza

Um fornecedor de lenha da Aurora, gigante do setor de carnes processadas, foi investigado pelo MPT (Ministério Público d...
12/06/2026

Um fornecedor de lenha da Aurora, gigante do setor de carnes processadas, foi investigado pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) pela submissão de 15 trabalhadores paraguaios a condições análogas à escravidão na Fazenda São Miguel, em Figueirão (MS), em abril de 2026.

A produção da Aurora é exportada para cerca de 80 países, segundo informações no site da empresa, e comercializada nos maiores supermercados do Brasil.

Os trabalhadores atuavam na extração de madeira, usada como biomassa energética pela indústria de alimentos como a de carnes e grãos. Segundo o MPT, o grupo trabalhava sem registros, vivia em barracos de lona improvisados, atuava sem Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e não tinha infraestrutura básica de higiene à disposição.

A empresa Império Biomassas foi autuada por manter trabalhadores sem registro em carteira. Outras autuações, como manter trabalhadores em situação análoga à de escravos, ainda serão finalizadas, segundo apurou a reportagem.

Procurada, a Império Biomassas não respondeu até a publicação desta reportagem.

Questionada pela reportagem, a Aurora Coop, proprietária da marca, disse que “por questão de ética, não comenta eventuais situações e nem externaliza informações envolvendo fornecedores” e que prima “pelo integral cumprimento de suas regras de conformidade e integridade, sendo que eventual descumprimento ou irregularidade, quando constatada e comprovada, enseja a adoção das regras de compliance”.

📝Daniela Penha

🔗Confira a reportagem completa em https://bit.ly/4vDDL55

Hoje (11) começou a Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. Mas, fora dos estádio...
11/06/2026

Hoje (11) começou a Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. Mas, fora dos estádios, outro tema vem movimentando países latino-americanos: a redução da jornada de trabalho e a ampliação do tempo de descanso para trabalhadores.

O México, inclusive, entrou recentemente nesse debate ao aprovar a redução gradual da jornada semanal de 48 para 40 horas, com implementação prevista até 2030. Segundo a BBC, a mudança foi celebrada como um marco histórico, embora não tenha incluído a garantia de dois dias de descanso para cada cinco trabalhados, proposta defendida por parte dos movimentos trabalhistas do país.

A discussão não acontece apenas entre os mexicanos. Equador, Chile e Colômbia também reduziram ou estão reduzindo suas jornadas. O Equador já adota a semana de 40 horas. O Chile deve alcançar esse patamar em 2028. Já a Colômbia chegará a 42 horas semanais em julho de 2026. Segundo a Agência Brasil, esses processos foram implementados gradualmente e sem redução salarial.

O Brasil acompanha esse movimento por meio do debate sobre o fim da escala 6x1 e da redução da jornada atualmente fixada em 44 horas semanais. Mas a região não segue um único caminho: na Argentina, propostas discutidas recentemente permitem jornadas diárias de até 12 horas, mantendo o limite semanal de 48 horas. Se a Copa promete disputas em campo, a América Latina também vive uma disputa sobre como equilibrar trabalho, descanso e qualidade de vida.

🔗Acompanhe reportagens sobre os direitos dos trabalhadores em reporterbrasil.org.br

A Volkswagen Do Brasil foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 2 milhões em indenização a dois trabalhadores r...
11/06/2026

A Volkswagen Do Brasil foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 2 milhões em indenização a dois trabalhadores rurais submetidos a trabalho escravo na década de 1980 na Fazenda Vale do Rio Cristalino, conhecida como Fazenda Volkswagen, em Santana do Araguaia (PA).

As duas sentenças foram proferidas nesta quinta-feira (11) pelo juiz José Iraelcio de Souza Melo Junior, da Vara do Trabalho de Redenção (PA). Em cada caso, a Justiça determinou o pagamento de R$ 1 milhão por danos morais e R$ 1 milhão por dano existencial. As decisões são de primeira instância e a empresa ainda pode recorrer. Outras duas ações movidas por ex-trabalhadores ainda não foram julgadas pelo magistrado.

A Repórter Brasil procurou a Volkswagen por e-mail e mensagem de aplicativo para comentar as condenações e aguarda retorno.

Entre as décadas de 1970 e 1980, a montadora alemã era sócia e administradora da Companhia Vale do Rio Cristalino (CVRC), responsável por uma fazenda de 139 mil hectares no sul do Pará comprada com apoio do governo militar. A propriedade, na qual foram investidos cerca de R$ 500 milhões em recursos públicos (em valores atuais), era dedicada à extração de madeira e à criação de gado, e tinha o Brasil e a Europa como principais destinos comerciais.

Nas ações, os trabalhadores afirmam ter sido submetidos a um sistema de servidão por dívida, no qual eram aliciados por intermediários em outros estados, com promessas de bons salários, para atuarem no Pará com derrubada de mata, montagem do pasto e obras internas.

Ao chegarem à propriedade, os trabalhadores dizem ter sido informados de que o custo da viagem e um suposto adiantamento haviam se convertido em dívidas. Tudo o que consumiam — de alimentos a ferramentas e roupas de trabalho — precisaria ser comprado a preços abusivos na cantina controlada pelos próprios aliciadores, o que fazia a dívida aumentar.

📝Diego Junqueira

🔗Confira a reportagem completa em https://bit.ly/4vH9gvd

  | Às vésperas do início da Copa do Mundo de futebol masculino, a situação política está crítica no México, um dos país...
11/06/2026

| Às vésperas do início da Copa do Mundo de futebol masculino, a situação política está crítica no México, um dos países-sede. Professores e funcionários públicos de todo o país estão em greve geral, em protesto contra políticas educacionais e previdenciárias adotadas pelo governo. Na Cidade do México, onde acontecerá a abertura da copa, a tensão trazida pelas manifestações se sobrepõe ao clima de festa e descontração.

Essa situação mostra que sediar megaeventos não é algo que necessariamente traz retorno à população local – pelo contrário: muitas vezes, advêm prejuízos, como aconteceu na edição de 2014 da copa do mundo, sediada no Brasil, quando nove operários morreram na construção de estádios, ou na edição de 2022, ocorrida no Catar, cujos preparativos legaram uma estimativa de pelo menos 6.500 trabalhadores migrantes mortos em situações de trabalho ligadas à preparação do evento.

Assim, embora frequentemente sejam usados pelos governos como algo feito em benefício da população, os megaeventos podem ser muito danosos aos seus países-sede, seja diretamente – na sua montagem e organização –, seja indiretamente – no desvio de recursos que poderiam ser investidos em políticas sociais nos países.

Sob o lema "Se não houver solução, a bola não vai rolar" (em espanhol, "Si no hay solución, no rueda el balón"), em referência às negociações com o governo, os manifestantes mexicanos seguem protestando, e as consequências que isso terá durante a realização da Copa do Mundo ainda são incertas.

🔗Saiba mais em https://reporterbrasil.org.br/educacao/educarb/

11/06/2026

🗣️ Posso ser demitida por justa causa por me recusar a fazer uma tarefa para a qual não fui treinada?

Nem toda ordem dada pelo empregador precisa ser cumprida. Quando uma tarefa exige capacitação específica ou coloca a saúde e a segurança do trabalhador em risco, a situação pode ser bem diferente do que muita gente imagina.

No novo episódio do Trabalhador Pergunta, explicamos:
▪️ quando o trabalhador pode se recusar a realizar uma tarefa
▪️ o que diz a CLT sobre atividades fora das funções contratadas
▪️ e o que é a chamada rescisão indireta

💬 Tem alguma dúvida trabalhista? Envie sua pergunta nos comentários.

📺 Confira o episódio completo no nosso canal do YouTube: https://youtu.be/fVQKSEQVp4s

📝E a explicação em texto no site da Repórter Brasil: https://bit.ly/4e22k63

Ana Cláudia Araújo de Lima caminha devagar entre as árvores que ela mesma plantou. Bacaba, açaí, cupuaçu, manga, acerola...
11/06/2026

Ana Cláudia Araújo de Lima caminha devagar entre as árvores que ela mesma plantou. Bacaba, açaí, cupuaçu, manga, acerola, biribá, jabuticaba, goiaba, tamarindo, murici, banana e limão. Algumas delas já dão fruto. Todas crescem no mesmo terreno onde Irmã Ana, como é conhecida, espera desde 2007 por um documento que reconheça seu direito de ficar.

O lugar em que ela vive é disputado há mais de duas décadas. De um lado, estão trabalhadores rurais que plantam, criam animais e vendem alimentos para as feiras em Marabá, o principal município do Sudeste do Pará. De outro, uma família de fazendeiros que reivindica na Justiça a propriedade da Fazenda Landy, como é conhecida a área. No meio do conflito, uma pergunta ainda carece de resposta: a terra é pública ou privada?

“Só orar e pedir a Deus realizar o nosso sonho dessa terra para nós trabalhar”, diz Irmã Ana, de 62 anos. Ela migrou ainda criança do Tocantins para o Pará e passou a vida na roça. Hoje vive na Ocupação Landy, onde mais de 200 famílias estão instaladas às margens do rio Tocantins, segundo a associação de moradores.

Em setembro do ano passado, a Vara Agrária de Marabá expediu um mandado de reintegração de posse da Fazenda Landy em favor dos autores da ação, ligados aos Miranda, um grupo familiar de fazendeiros e comerciantes que reivindica o imóvel. No mês seguinte, oficiais de Justiça foram ao local e intimaram moradores encontrados na área. A reintegração, porém, não foi cumprida naquele momento.

O caso segue a tramitação criada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para conflitos fundiários coletivos, que prevê etapas como inspeções e mediações, antes da execução de remoções em larga escala.

📝Daniel Camargos

🔗Confira a reportagem completa em https://bit.ly/3Q6n4Al

10/06/2026

Dois botos, duas tartarugas e uma arraia foram encontrados mortos em rios da Terra Indígena Waimiri Atroari, no Amazonas. Os animais apareceram boiando na água entre abril e maio, sem sinais aparentes de ataques de predadores. Para os indígenas, as mortes podem estar ligadas a uma onda de rejeitos de mineração que teria atingido o território após o início do período de chuvas.

A situação preocupa porque não é a primeira vez que os Waimiri Atroari denunciam problemas nos rios da região. Desde 2021, eles relatam manchas de lama nas águas e o desaparecimento dos peixes.

O Ibama apontou indícios de ilícito ambiental em uma área de mineração vizinha ao território indígena, enquanto a Funai alertou para o risco de um desastre ambiental de proporções severas. O MPF pediu uma vistoria presencial no local e a abertura de inquérito policial para investigar possíveis crimes ambientais.

Procurada pela Repórter Brasil, a Mineração Taboca afirmou que, segundo o conhecimento da empresa, não há relação causal ou técnica entre os fatos relatados e suas operações e reiterou o compromisso de colaborar com as autoridades para esclarecer o caso.

👉Entenda os novos desdobramentos do caso revelado pela série "Kinja: o povo indígena com medo do rio” em https://bit.ly/animaismortosTI

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09/06/2026

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