Repórter Brasil

Repórter Brasil Jornalismo, documentários, pesquisa e educação. Denunciamos situações que ferem direitos trabalhistas
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A Repórter Brasil foi fundada em 2001 por jornalistas, cientistas sociais e educadores com o objetivo de fomentar a reflexão e ação sobre a violação aos direitos fundamentais dos povos e trabalhadores do campo no Brasil. Devido ao seu trabalho, tornou-se um das mais importantes fontes de informação sobre trabalho escravo no Brasil. Suas reportagens, investigações jornalísticas, pesquisas e metodol

ogias educacionais têm sido usadas por lideranças do poder público, do setor empresarial e da sociedade civil como instrumentos para combater a escravidão contemporânea, um problema que afeta milhares de brasileiros.

👀JÁ CONFERIU? Em maio deste ano, 24 garimpeiros foram resgatados de condições análogas à escravidão em quatro garimpos d...
14/08/2026

👀JÁ CONFERIU? Em maio deste ano, 24 garimpeiros foram resgatados de condições análogas à escravidão em quatro garimpos de quartzo rutilado na Chapada Diamantina, na Bahia. A fiscalização do Ministério do Trabalho encontrou trabalhadores em escavações subterrâneas que chegavam a mais de 100 metros de profundidade, sem escoramento ou supervisão técnica.

A exploração era estruturada como uma espécie de “sociedade”: os donos dos garimpos ficavam com até 30% do valor bruto da produção, enquanto a parcela destinada aos trabalhadores variava de 22% a 26% e era dividida entre até seis pessoas. Segundo os auditores, a relação informal era tão consolidada que os próprios garimpeiros não se reconheciam como trabalhadores.

Os relatos obtidos pela Repórter Brasil mostram outra face desse acordo. Trabalhadores dizem que podiam passar mais de um mês sem receber, recebiam cerca de R$ 120 por semana para alimentação e precisavam pedir dinheiro emprestado para voltar para casa. Um dos garimpos já havia sido interditado em 2025 por infrações trabalhistas e risco extremo de soterramento, fraturas e morte.

A Defensoria Pública Federal informou que vai ingressar com uma ação judicial para que os empregadores paguem cerca de R$ 139 mil em verbas rescisórias e recolhimento de FGTS, além de indenização por dano moral às vítimas.

🔗Confira a reportagem completa no site da Repórter Brasil: https://bit.ly/escravizadosGarimpoBA

O deputado federal Hélio Lopes, do PL, nunca morou em Roraima, mas registrou sua candidatura ao Senado pelo estado com o...
13/08/2026

O deputado federal Hélio Lopes, do PL, nunca morou em Roraima, mas registrou sua candidatura ao Senado pelo estado com o nome de urna “Hélio Bolsonaro”. Foi mandado para lá pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, de quem não é parente, e chega com uma trajetória parlamentar favorável à regulamentação do garimpo em terras indígenas.

Lopes se refere a Jair como “o irmão que a vida me deu” e conta que foi o ex-presidente quem pediu que trocasse o título eleitoral. “Assim como ele mandou o Carlos Bolsonaro para Santa Catarina [para disputar uma vaga no Senado], ele me deu o privilégio de me indicar para Roraima”, afirma no vídeo de anúncio da candidatura.

Lopes segura a mesma bateia que seu padrinho político. A defesa da mineração em terras indígenas é uma bandeira antiga de Jair Bolsonaro.

Em 1992, em seu primeiro mandato como deputado, Bolsonaro apresentou uma proposta para revogar o decreto que homologou a demarcação da Terra Yanomami, mas o projeto foi arquivado anos depois. Em 2019, já presidente, afirmou em Roraima que havia “R$ 3 trilhões embaixo da terra” e que os indígenas não poderiam continuar pobres sobre terras ricas.

Antes, durante uma visita a Boa Vista na primeira campanha, em 2018, Bolsonaro afirmou que, se fosse “rei de Roraima”, o estado teria em 20 anos “uma economia igual à do Japão”. Lopes adaptou a frase num dos vídeos de campanha e prometeu “destravar” o Congresso para que Roraima voltasse a crescer.

A defesa do garimpo continuou depois que Bolsonaro deixou a Presidência. Em dezembro de 2023, o ex-presidente pediu desculpas aos garimpeiros por não ter regulamentado a atividade durante o mandato e atribuiu o fracasso aos dois anos consumidos pela pandemia.

Também prometeu voltar ao Monumento ao Garimpeiro, no centro de Boa Vista, para agradecer a votação recebida no estado. No segundo turno de 2022, Bolsonaro obteve 76% dos votos válidos de Roraima, seu melhor resultado proporcional no país.

📝Daniel Camargos

🔗Confira a reportagem completa em https://bit.ly/4wWH2NV

O governo brasileiro deve ampliar os recursos da inspeção do trabalho, reforçar operações em áreas rurais, na Amazônia e...
12/08/2026

O governo brasileiro deve ampliar os recursos da inspeção do trabalho, reforçar operações em áreas rurais, na Amazônia e dentro de residências, responsabilizar criminalmente empresas que explorem trabalhadores e impedir interferências políticas na “lista suja” – o cadastro de empregadores responsabilizados por submeter pessoas a condições análogas à escravidão. As recomendações são do relator especial das Nações Unidas sobre Formas Contemporâneas de Escravidão, Tomoya Obokata.

O relatório também defende a aprovação do Projeto de Lei 572/2022, sobre direitos humanos e empresas, com devida diligência obrigatória nas cadeias produtivas. Pede assistência jurídica gratuita e reparação compulsória às vítimas, proteção após o resgate e demarcação de terras indígenas e quilombolas dentro de um cronograma específico.

O documento resulta da visita de Obokata ao Brasil, de 18 a 29 de agosto de 2025, e foi apresentado à ONU em julho. A convite do governo federal, ele passou por cinco cidades, situadas nos estados com mais casos de trabalho escravo do país, e ouviu autoridades, vítimas, trabalhadores, organizações sociais, empresas, migrantes e defensores de direitos humanos.

O Brasil é considerado pela ONU uma referência global o combate à escravidão contemporânea, com uma política sólida para a erradicação desse crime. Mas, apesar dos avanços, desigualdade, pobreza, concentração fundiária, informalidade, racismo e baixa presença estatal mantêm grupos inteiros vulneráveis a essa violação de direitos humanos. Pessoas negras representam mais de 80% dos resgatados. Povos indígenas, comunidades quilombolas, migrantes, refugiados e trabalhadores domésticos enfrentam riscos agravados por discriminações simultâneas.

O relator reconhece como fundamentais estruturas da Política de Erradicação do Trabalho Escravo, como o artigo 149 do Código Penal e o Grupo Especial de Fiscalização Móvel, que conta com a participação do Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho, Polícia Federal, Defensoria Pública da União, entre outras instituições. Desde a criação do grupo, em maio de 1995, quase 70 mil pessoas foram resgatadas.

📝Leonardo Sakamoto

🔗Confira a reportagem completa em https://bit.ly/4qfJlJt

12/08/2026

“O que a gente recebia não dava nem para comprar uma pasta de dente, um sabonete, porque eles só queriam produção”, lembra Josué*, trabalhador de um garimpo de quartzo rutilado na zona rural de Novo Horizonte, na Chapada Diamantina, Bahia.

Em maio deste ano, ele e outras 23 pessoas foram resgatadas por auditores fiscais do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) de condições análogas (similares) à de escravidão. Ao todo, a operação interditou quatro garimpos na região.

Por causa de seu aspecto único, com agulhas douradas ou avermelhadas circunscritas por um cristal, o quartzo rutilado é amplamente cobiçado pela indústria de joias, sobretudo no mercado chinês.

“A Chapada Diamantina é uma das maiores regiões do Brasil não só de quartzo, mas de gemas em geral, cuja extração é historicamente mesclada entre garimpo e mineração semiartesenal de pequeno porte”, explica a geóloga e geotécnica Alice Teixeira.

De acordo com depoimentos colhidos pela Repórter Brasil e pelos auditores fiscais do MTE, os proprietários dos garimpos retinham até 30% do valor bruto da produção. Já para os trabalhadores, o percentual variava de 22% a 26%, dividido entre até seis pessoas.

“A nossa fiscalização identificou uma relação informal, mas muito bem construída, ao longo de anos. Os garimpeiros não se reconheciam como trabalhadores, mas como sócios dos seus exploradores”, explica Gislene Stacholski, auditora fiscal do trabalho e coordenadora da operação.

Segundo a fiscalização, os responsáveis pelos garimpos pagavam cerca de R$ 120 por semana aos trabalhadores para a compra de comida. Parte da remuneração era descontada para consumo de itens básicos, como água.

“A gente só recebia quando extraía [o quartzo rutilado]. Às vezes, passava mais de um mês sem receber”, conta André*, outro garimpeiro resgatado.

Trabalhadores ouvidos pela Repórter Brasil disseram que não recebiam treinamento, mas tinham autorização para pegar equipamentos de segurança emprestados da Coopeganh (Cooperativa dos Garimpeiros de Novo Horizonte), mesmo sem serem associados.

📝Jeniffer Mendonça

🔗Confira a reportagem completa em https://reporterbrasil.org.br/2026/08/100-metros-profundidade-fiscais-resgatam-garimpeiros-escravidao-ba/?utm_source=facebook&utm_medium=post&utm_campaign=quartzorutilado

Mercúrio sem comprovação de origem legal, autuações e apreensões do Ibama e, depois disso, centenas de milhões de reais ...
11/08/2026

Mercúrio sem comprovação de origem legal, autuações e apreensões do Ibama e, depois disso, centenas de milhões de reais em ouro declarado. Um levantamento da Repórter Brasil identificou R$ 927 milhões em valor de venda de ouro registrado por áreas ligadas a quatro mineradoras de Mato Grosso.

As empresas Jonas Gimenez Rodrigues Mineração, Salinas Gold, Alain Stephane Riviere Mineração e VM Mineração foram alvo de ações do Ibama envolvendo uso ou armazenamento de mercúrio sem comprovação de origem legal. Três delas também foram investigadas na Operação Hermes, da Polícia Federal e do Ibama, que apurou um esquema de comércio ilegal do metal.

O caso da Jonas chama atenção pela aceleração das declarações de produção. Depois de uma fiscalização, em junho de 2025, que encontrou 639,7 gramas de mercúrio em uma central de beneficiamento, duas áreas ligadas à empresa declararam R$ 91,2 milhões em vendas de ouro até março de 2026. A média mensal declarada mais do que quintuplicou em relação ao período anterior à autuação.

O problema ultrapassa a questão econômica. O mercúrio pode contaminar rios e peixes e provocar danos ao sistema nervoso. Mesmo assim, a ANM não exige atualmente, nos títulos minerários, documentos que comprovem a procedência legal do mercúrio utilizado. Para o MPF, a ausência desse controle representa uma “omissão grave”. Em junho de 2026, a agência passou a ser ré em uma ação civil pública que busca reforçar a fiscalização sobre essas operações.

🔗Confira a reportagem no site da Repórter Brasil: https://bit.ly/3RIMzby

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11/08/2026

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Mato Grosso reúne três dos principais biomas brasileiros — Amazônia, Cerrado e Pantanal — e ocupa uma posição estratégic...
10/08/2026

Mato Grosso reúne três dos principais biomas brasileiros — Amazônia, Cerrado e Pantanal — e ocupa uma posição estratégica na produção de soja e na mineração. É também um dos estados onde o agronegócio exerce maior influência sobre a política. Na disputa pelas duas vagas ao Senado, essa relação aparece de forma explícita entre os principais candidatos.

Nossa reportagem identificou que boa parte dos nomes mais competitivos tem trajetória ou alianças ligadas aos setores da soja e do ouro. Entre eles estão ex-dirigentes da Aprosoja, produtores rurais, empresários do setor mineral e candidatos que já defenderam mudanças em regras de licenciamento, mineração e fiscalização ambiental.

Alguns desses candidatos também têm histórico de críticas a mecanismos de proteção ambiental, como a Moratória da Soja, ou de defesa de maior abertura para a mineração. No caso de Mauro Mendes, candidato que lidera as pesquisas, uma mineradora de seu filho foi autuada pelo Ibama em R$ 4,52 milhões por irregularidades envolvendo mercúrio. A empresa contestou as autuações, e o processo administrativo ainda não foi concluído.

Os dois senadores que forem eleitos terão oito anos de mandato e participação em decisões que podem alterar as regras de proteção dos territórios. Em um estado que abriga três biomas e responde por quase um terço das exportações brasileiras de soja, a disputa eleitoral coloca em jogo também os rumos do controle ambiental em Mato Grosso.

🔗Leia a reportagem completa no site da RB: https://bit.ly/4hVjrIS

ELEIÇÕES 2026 | Os principais nomes entre os dez anunciados nas convenções partidárias para a disputa das duas cadeiras ...
10/08/2026

ELEIÇÕES 2026 | Os principais nomes entre os dez anunciados nas convenções partidárias para a disputa das duas cadeiras de Mato Grosso no Senado repartem-se entre a direita bolsonarista e a base do governo Lula. Mas, independentemente do lado, chegam à eleição amparados pelo setor da soja ou do ouro — ou pelos dois.

O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) lidera as pesquisas e traz a mineração na família, com sociedades em empresas do ramo. A mineradora do filho, Minerbras, já foi autuada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) por uso irregular de mercúrio.

Já o senador Carlos Fávaro (PSD), candidato mais bem posicionado no campo lulista, presidiu a Aprosoja, uma das principais associações de produtores de soja do país. Ex-ministro da Agricultura na atual gestão petista, tornou-se o ruralista de confiança do Planalto.

No meio do pelotão, o deputado federal José Medeiros (PL) apresentou projetos para abrir áreas protegidas à mineração. A deputada estadual Janaína Riva (MDB), por sua vez, aparece como sócia de uma holding da qual participa uma mineradora de metais preciosos.

O ex-governador Pedro Taques (PSB) leva na suplência Carlos Ernesto Augustin, o Teti, fundador da Petrovina Sementes e da Aprosoja-MT, a associação de sojeiros do estado. Já Antônio Galvan (Avante), que também presidiu a Aprosoja, foi um dos dirigentes associados à aproximação da entidade com o bolsonarismo e teve como bandeira o combate à chamada “Moratória da Soja”.

Esvaziado no início deste ano, o acordo proibia a compra de grãos produzidos em áreas da Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. Estudos mostram que a Moratória derrubou a fatia de soja vinda de desmatamento direto de cerca de 30% para perto de 1%.

Os eleitos terão mandato de oito anos e decidirão sobre licenciamento ambiental, regularização fundiária, mineração em terras indígenas e regras para agrotóxicos, além de votar as indicações para a diretoria da ANM (Agência Nacional de Mineração).

📝Daniel Camargos

🔗Confira a reportagem completa em https://bit.ly/4hVjrIS

Após denúncias de concessão de seguros rurais subsidiados a fazendas e produtores com histórico de infrações socioambien...
08/08/2026

Após denúncias de concessão de seguros rurais subsidiados a fazendas e produtores com histórico de infrações socioambientais, empresas seguradoras que operam no Brasil contam, desde 2025, com uma ferramenta para a avaliação de riscos de possíveis clientes.

É o que disse à Repórter Brasil Cláudia Prates, diretora de Sustentabilidade da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), durante o evento “Riscos climáticos e o setor segurador: como ampliar a resiliência do Brasil?”, realizado na última quinta-feira (6) em São Paulo (SP).

O encontro, organizado pela CNseg e pelo iCS (Instituto Clima e Sociedade), integrou a programação oficial da São Paulo Climate Week e do World Climate Summit LATAM.

“Através da ferramenta lançada em 2025 pela CNseg, as seguradoras podem consultar várias bases de dados, incluindo sobre terras indígenas e o MapBiomas [rede que produz mapeamentos de cobertura e uso da terra]”, disse Prates. Segundo ela, “há muitos anos” a sustentabilidade está na agenda do setor de seguros. “As empresas evoluíram muito ao longo do tempo. Está todo mundo muito preocupado e olhando para essas questões”, pontuou.

Investigações publicadas pela Repórter Brasil ao longo de 2024 revelaram como grandes multinacionais do setor seguraram lavouras ilegais no Brasil, dentro de fazendas com áreas embargadas por desmatamento ilegal ou sobrepostas a territórios indígenas, onde o cultivo por não-indígenas é proibido.

As reportagens também mostraram como seguradoras garantiram apólices para produtores rurais flagrados utilizando mão de obra análoga à escravidão e incluídos na Lista Suja do trabalho escravo, cadastro oficial do governo federal que torna públicos os dados de pessoas físicas e jurídicas responsabilizadas pela prática.

Em todos os casos investigados, a contratação do seguro rural era subsidiada com dinheiro público por meio do PSR (Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural), do Ministério da Agricultura e Pecuária. À época, o programa carecia de regras claras para o monitoramento socioambiental dos produtores beneficiados.

📝Igor Ojeda

🔗Confira a reportagem completa em https://bit.ly/4xpL9Sq

Depois de 16 anos de disputa judicial, parte da Fazenda Cinco Estrelas, no norte de Mato Grosso, foi destinada pela Just...
07/08/2026

Depois de 16 anos de disputa judicial, parte da Fazenda Cinco Estrelas, no norte de Mato Grosso, foi destinada pela Justiça à reforma agrária. O Incra já havia selecionado 74 famílias para ocupar a área. Mas, antes que elas pudessem entrar, outro empreendimento chegou primeiro.

Três dias após a ampliação do prazo para a desocupação da fazenda, o governo de Mato Grosso concedeu, de uma só vez, as licenças necessárias para a exploração de ouro no local. Enquanto escavadeiras começaram a operar, as famílias seguiram vivendo em barracos de lona às margens da propriedade.

Incra e Advocacia-Geral da União afirmam que parte da atividade minerária avança sobre terras públicas federais e sustentam que a exploração não poderia ocorrer sem autorização da União. Os dois órgãos acionaram a Justiça e pediram a suspensão das licenças, além de medidas para garantir a implantação do assentamento.

Nossa reportagem reconstrói a sequência de decisões que permitiu essa inversão de prioridades e mostra como uma terra destinada à reforma agrária acabou recebendo primeiro o garimpo.

🔗Saiba mais no site da Repórter Brasil: https://bit.ly/4wxQtDj

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