Human Rights Watch Brasil

Human Rights Watch Brasil A HRW é uma organização não-governamental sem fins lucrativos, que trabalha pelos direitos humanos em

Fundada em 1978, a Human Rights Watch é reconhecida pelo seu trabalho de investigação, relatórios imparciais, efetivo uso da mídia, e suas estratégias de advocacy; muitas vezes atuando em parceria com organizações locais. Nossas equipes contam com diversos profissionais, especialistas, advogados, jornalistas, e acadêmicos de diversas carreiras e nacionalidades. A cada ano, publicamos mais de 100 relatórios e artigos sobre direitos humanos, contando com grande cobertura jornalística de mídia local e internacional. Essa publicidade auxilia na divulgação de abusos e violações de direitos humanos contra cidadãos e contra a comunidade global. A Human Rights Watch então se reúne com governos, ONU, grupos regionais como a União Africana e a União Europeia, instituições financeiras e empresas para pressionar por mudanças nas políticas e práticas para promoção dos direitos humanos e da justiça em todo o mundo.

🙋‍♀️ Em evento de apresentação dos compromissos dos países candidatos ao Conselho de Direitos Humanos da ONU (), a  ques...
03/09/2026

🙋‍♀️ Em evento de apresentação dos compromissos dos países candidatos ao Conselho de Direitos Humanos da ONU (), a questionou o Brasil () 🇧🇷 sobre dois temas centrais:

🚔 Violência policial

Em 2025, a polícia matou +6.500 pessoas no Brasil, a maioria delas negras. Apesar do número recorde, o país não abordou a letalidade policial em seus compromissos diante do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Como pretende enfrentar os abusos e garantir investigações independentes?

⚖️ Justiça internacional

Enquanto os EUA intensificam seus ataques ao direito internacional, o Brasil deveria promover justiça para as vítimas das violações mais graves de direitos humanos.

O país apoiará o Tribunal Penal Internacional e o cumprimento de seus mandados de prisão?

🔗 Saiba mais sobre os questionamentos da HRW no site da HRW, link na bio.

No Dia Internacional dos Povos Indígenas, instamos o Senado a aprovar o Acordo de Escazú, que fortalece a proteção dos d...
09/08/2026

No Dia Internacional dos Povos Indígenas, instamos o Senado a aprovar o Acordo de Escazú, que fortalece a proteção dos defensores ambientais, muitos deles indígenas. O acordo também garante acesso à informação, à justiça e à participação nas decisões sobre questões ambientais. As comunidades indígenas estão na linha de frente da defesa das florestas e enfrentam a violência associada à grilagem, ao desmatamento e ao garimpo ilegal. As autoridades devem protegê-las.

O Dia Internacional do Orgulho LGBT+ é uma oportunidade para celebrar a diversidade, reconhecer conquistas históricas e ...
28/06/2026

O Dia Internacional do Orgulho LGBT+ é uma oportunidade para celebrar a diversidade, reconhecer conquistas históricas e reafirmar a importância de defender os direitos de todas as pessoas.
Em muitos lugares do mundo, pessoas ainda enfrentam violência, discriminação e exclusão por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero. Nenhuma pessoa deveria sofrer abusos por ser quem é ou por amar quem ama.
Na Human Rights Watch, trabalhamos para documentar violações, apoiar ativistas e promover leis e políticas que garantam dignidade, igualdade e proteção para todas as pessoas.
Proteger os direitos das pessoas LGBT+ é proteger os direitos humanos . 🏳️‍🌈

A   deveria ser o primeiro Mundial com um marco de direitos humanos. Mas a repressão aos imigrantes, a discriminação e a...
13/06/2026

A deveria ser o primeiro Mundial com um marco de direitos humanos. Mas a repressão aos imigrantes, a discriminação e as ameaças à liberdade de imprensa podem fazer da exclusão e do medo a marca da Copa.
A deveria resistir as políticas abusivas de Trump.

Esta semana seria de avanço para o Brasil: a Resolução 310 — uma resolução crucial que exige que promotores liderem as i...
08/05/2026

Esta semana seria de avanço para o Brasil: a Resolução 310 — uma resolução crucial que exige que promotores liderem as investigações sobre mortes causadas pelas polícias e que essas investigações cumpram padrões internacionais — começaria a produzir efeitos.

Contudo, a implementação integral da resolução foi colocada em espera.

Após incidência de organizações como a Human Rights Watch, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) aprovou a resolução em 2025, que se tornou o ano de maior letalidade policial, com 6.588 mortes. Entre elas estão as 117 pessoas que morreram durante a Operação Contenção no complexo da Penha no Rio de Janeiro em 28 de outubro de 2025. Cinco policiais também foram mortos nessa operação.

Os ministérios públicos deveriam cumprir integralmente a Resolução 310 a partir de 7 de maio de 2026. No entanto, o CNMP concedeu mais um ano para adequação e implementação pelos ministérios públicos de todo o país. Eles deverão apresentar planos de implementação à Comissão do Sistema Prisional, Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública do CNMP nos próximos dois meses.

A Corte Interamericana de Direitos Humanos e o Supremo Tribunal Federal já estabeleceram que promotores deveriam liderar as investigações sobre mortes cometidas por policiais. A Resolução 310 detalha como isso deve ser feito. Ela exige que promotores assegurem a integridade da cadeia de custódia da prova e a preservação do local do crime e sejam assistidos por perícias autônomas. Também garante aos familiares acesso a informações atualizadas sobre as investigações.

Associações de delegados de polícia no Brasil se opõem ao Ministério Público conduzir as investigações, alegando que estas são de sua atribuição. Mas o histórico da polícia civil em casos de mortes causadas pela polícia é péssimo. A Human Rights Watch documentou dezenas de investigações no Brasil com gravíssimas falhas, como a ausência de exame de local do crime e de oitivas de todos os policiais envolvidos na morte e de testemunhas civis.

O Brasil precisa pôr fim a políticas de segurança pública que levam a confrontos armados e adotar práticas policiais eficazes que desarticulem organizações criminosas e protejam a população e os próprios policiais. Uma medida fundamental para alcançar esse objetivo é a realização de investigações independentes sobre abusos cometidos por policiais.
https://www.hrw.org/pt/news/2026/05/08/brazil-needs-independent-investigations-into-police-abuse

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