Lua Vermelha

Lua Vermelha Buscamos trazer um novo olhar sobre a Doença Falciforme 🌙

Por Dra. Marimilia Pita O projeto Lua Vermelha foi idealizado pela Dra. de Inv. Clarisse L. C.

Marimilia Pita, médica hematologista-pediátrica do Hospital Samaritano de São Paulo, fundadora do Comitê de Pediatria da ABHH- Associacão Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, com especialização no St. Jude Children’s Research Hospital- Tennesse/ USA. Após a concepção do projeto, a doutora contou com o apoio de grandes profissionais da área da saúde relacionados à doença, formando uma cadeia de importantes incentivadores para a Lua Vermelha ou Red Moon. INCENTIVADORES:

* Dra Silvia Regina Brandalise – Centro Inf. Onco-Hematológicas Dr. Domingos Boldini – UNICAMP
* Dr. Carlos Sérgio Chiattone – Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
* Dr. Dante L. Júnior – Hemocentro da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
* Dr. Cármino Antônio de Souza – Presidente da ABHH / UNICAMP
* Dra. Lobo – Presidente do HEMO 2012 / HEMORIO
* Dr. José Roberto Luzzi – Hospital Samaritano / Hospital Sírio-Libanês
* Dr. Rodolfo Cançado – Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
* Dr. Giovanni C. Cerri – Secretário da Saúde do Estado de São Paulo

No Congresso Brasileiro de Hematologia e Hemoterapia da ABHH (2012), a Lua Vermelha foi apresentada à classe médica nacional e internacional, com grande aceitação e sucesso.

07/10/2026

A Doença Falciforme traz, além da dor física, a dor social. Por ter origem africana, ela é mais comum em pessoas negras e pardas, que representam 51% da população brasileira. Ainda assim, o preconceito faz muita gente enxergar essa doença como algo distante, de "um grupo só".

Esse preconceito se reflete no atendimento. Pacientes que voltam ao hospital com frequência, devido às crises de dor, muitas vezes são vistos como dependentes químicos em vez de pessoas em uma emergência real. O resultado é a resistência por parte da equipe de saúde em oferecer ao paciente o tratamento adequado para as crises dolorosas, como a analgesia correta (em determinadas situações, há necessidade de administração de dr**as analgésicas potentes, como a morfina).

Nessa situação, nos momentos em que a dor é mais intensa, essa barreira também tem uma camada social. Quem tem mais acesso a recursos consegue tratamento mais qualif**ado, muitas vezes em centros universitários. Quem depende do SUS, especialmente em regiões mais periféricas, enfrenta mais dificuldade para ser bem atendido pela equipe de saúde em todos os níveis.

Enfrentar esse preconceito começa com informação. Quanto mais se conhece a Doença Falciforme, menos espaço sobra para o julgamento.

Você conhece essa lua?

05/10/2026

"Doutora, a senhora sabe como é a nossa dor?"

Essa pergunta foi feita à Dra. Marimília por uma paciente numa conferência internacional. E a resposta que ela deu ainda ecoa: vá até sua cozinha, pegue uma faca bem grande e dê uma facada no seu braço. Essa é a dor de uma crise da Doença Falciforme.

É uma dor inimaginável, sentida por bebês de um ano a idosos. E para acolher quem vive com ela, o primeiro passo é entender essa doença.

Quando a gente entende, a gente acolhe. Quando a gente nunca ouviu falar, não sabe nem por onde começar.

Você conhece essa lua? Espalhe essa Lua.
Precisamos falar mais sobre Doença Falciforme

02/10/2026

Receber o diagnóstico de Doença Falciforme não é o fim da vida!

Com o acompanhamento adequado, a criança deverá ter uma vida muito próxima do normal, à exceção das consultas, coletas de exames etc., que podem se ajustar à rotina dela.

Com o diagnóstico precoce, isso se tornou uma realidade. Os pacientes com DF têm vivido com melhor qualidade de vida, com menos restrições, podendo frequentar normalmente a escola, participar das brincadeiras e dos exercícios físicos, sendo orientados a respeitar os limites do próprio corpo.

Viver bem com a doença é, sim, um desafio, mas hoje é absolutamente possível.

Seu filho vai crescer, se formar, se casar, ter filhos e ser vovô.

Temos muitos exemplos para comprovar!
Acredite, tudo vai dar certo!
Você conhece essa lua?

30/09/2026

Olho amarelo. Barriga inchada. Dor que não passa sem analgesia pesada. Criança que não consegue segurar o xixi.
Esses são alguns dos sintomas da Doença Falciforme.

Ela altera a forma das hemácias, as células que levam oxigênio pelo corpo. Quando essas células mudam de formato, elas travam nos vasos sanguíneos e causam dor, inflamação e danos em vários órgãos.

Estima-se que até 100 mil pessoas vivam com a doença no país. E mesmo assim, a maioria das pessoas nunca ouviu falar dela.

Uma doença que causa tanto sofrimento não pode continuar sendo tratada em silêncio. Falar sobre Doença Falciforme não é expor ninguém. É cuidar.

🌙 Compartilhe esse vídeo. Quanto mais gente conhecer, menos sozinho f**a quem convive com a DF.

22/09/2026

Existe uma medicação que, podemos afirmar, foi um divisor de águas para a evolução clínica desses pacientes, com melhor controle das crises, menores danos aos órgãos ao longo da vida, diminuição da necessidade transfusional, entre outros benefícios. Enfim, trouxe a esses indivíduos uma melhora signif**ativa em sua qualidade de vida!

Estamos falando da hidroxiureia, que tem como característica principal aumentar a percentagem de hemoglobina F (fetal) dentro da hemácia, reduzindo por tabela a percentagem de hemoglobina S, que também se encontra no interior da hemácia. Com isso, as complicações da doença tendem a diminuir.

Não é cura. Mas é qualidade de vida!

É criança que vai mais dias pra escola, que tem menos noites de hospital, menos faltas no trabalho, menos angústia sobre a próxima crise.

Se você convive com alguém com Doença Falciforme, vale a pena perguntar ao hematologista sobre essa medicação!

Você conhece essa lua?

21/09/2026

Na série The Pitt, do HBO Max, uma cena mostra uma paciente sendo julgada como se estivesse simulando dor para conseguir droga. Na verdade, ela estava em plena crise de dor da Doença Falciforme.

Essa cena é ficção, mas retrata uma realidade que muitos pacientes falciformes vivem todos os dias. O despreparo médico em reconhecer a dor da crise ainda é comum em prontos-socorros do Brasil, e o resultado é gente sofrendo sem ser ouvida no momento em que mais precisa.

Isso precisa mudar. Reconhecer a dor da crise falciforme como legítima é o primeiro passo para um atendimento mais humano e mais ef**az.

Você conhece essa lua?

01/09/2026

Uma mãe. Uma crise de dor. Uma frase que ela nunca devia precisar dizer.

Histórias assim ainda acontecem porque poucas pessoas conhecem a Doença Falciforme e o que uma crise de dor realmente signif**a.

Quanto mais essa lua for vista, menos mães vão precisar provar que a dor da filha é real.

Você conhece essa lua?

25/08/2026

A Doença Falciforme é uma condição genética na qual os glóbulos vermelhos do sangue, que têm formato redondo e flexível, passam a adquirir um formato semelhante ao de uma foice. Essa mudança ocorre devido a uma alteração na hemoglobina, proteína responsável por transportar oxigênio para todo o corpo.

O grande problema é que essas células deformadas f**am rígidas e têm dificuldade para circular pelos vasos sanguíneos mais finos. Ao invés de circularem livremente, elas podem se acumular e bloquear a passagem do sangue. Quando isso acontece, os tecidos deixam de receber oxigênio suficiente, desencadeando crises intensas de dor.

Essa dor é considerada uma das mais severas da medicina. Ela pode surgir de forma repentina, durar horas ou até vários dias e atingir ossos, articulações, abdômen, peito e outras regiões do corpo. Além disso, as células em formato de foice se rompem mais facilmente, causando anemia crônica, cansaço e aumentando o risco de infecções e de lesões em diferentes órgãos.

É por isso que essa lua precisa ser vista. Compartilhe esse post e ajude esta lua a brilhar! 🌙

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