07/10/2026
A Doença Falciforme traz, além da dor física, a dor social. Por ter origem africana, ela é mais comum em pessoas negras e pardas, que representam 51% da população brasileira. Ainda assim, o preconceito faz muita gente enxergar essa doença como algo distante, de "um grupo só".
Esse preconceito se reflete no atendimento. Pacientes que voltam ao hospital com frequência, devido às crises de dor, muitas vezes são vistos como dependentes químicos em vez de pessoas em uma emergência real. O resultado é a resistência por parte da equipe de saúde em oferecer ao paciente o tratamento adequado para as crises dolorosas, como a analgesia correta (em determinadas situações, há necessidade de administração de dr**as analgésicas potentes, como a morfina).
Nessa situação, nos momentos em que a dor é mais intensa, essa barreira também tem uma camada social. Quem tem mais acesso a recursos consegue tratamento mais qualif**ado, muitas vezes em centros universitários. Quem depende do SUS, especialmente em regiões mais periféricas, enfrenta mais dificuldade para ser bem atendido pela equipe de saúde em todos os níveis.
Enfrentar esse preconceito começa com informação. Quanto mais se conhece a Doença Falciforme, menos espaço sobra para o julgamento.
Você conhece essa lua?