Associação Cultural Fábrica de Cinema

Associação Cultural Fábrica de Cinema A Fábrica de Cinema é uma associação cultural, que tem como objetivo a reflexão e a produção de conteúdos audiovisuais.

Objetivos ACFC: 1) a construção de núcleos audiovisuais equipados para formação teórica e prática de realizadores 2) produção fílmica independente e 3) difusão de conteúdos audiovisuais. Trabalhando de maneira coletiva e associativa, nos propomos produzir e refletir a partir da linguagem cinematográfica e do vídeo; tendo como ponto de partida o conceito (em construção permanente) de cinema popula

r. Sediados em São Paulo, procuramos atuar em rede, em conjunto com outros coletivos de vídeo, conectados por diversas plataformas digitais de comunicação (sites e canais de difusão de conteúdos audiovisuais) e valendo-se de estruturas físicas e espaços independentes de outras organizações ou coletivos, que nos apoiem para um fazer audiovisual dentro do contexto da cultura popular brasileira, embora mais focado na paulista e periférica. Entre diversos olhares e encontros, entre a produção fílmica e a produção crítica, entre o debate e a exibição, entre a produção e a organização coletiva, e à margem daquilo que se chama indústria cinematográfica, a Fábrica de Cinema atua com micro-dispositivos digitais próprios à cultura videográfica (câmeras de vídeo HandCam ou fotográficas DSLR, Luz e gravadores de áudio portáteis), que propõe um set de filmagem leve e dinâmico, propício à execução de obras audiovisuais de baixo custo, construídas de acordo com o ritmo das ações, parcerias, temas e estudos que abordamos em nossos projetos audiovisuais. Vale dizer que essa escolha não é uma exclusividade, senão uma alternativa à realidade econômica do setor audiovisual, que muitas vezes engessa a produção cinematográfica e videográfica em escala industrial, principalmente para temas e conteúdos socioculturais e não comerciais. A consolidação da Fábrica de Cinema enquanto uma “associação cultural” se deu em torno de alguns princípios que se definiram neste processo, como o de reunir um quadro de associados e diretores vindos de regiões distintas da cidade, prioritariamente ligados à cultura audiovisual por meio de uma das três etapas de sua formação: produção, difusão e exibição fílmicas, e que fossem membros ou egressos de coletivos culturais de qualquer região de São Paulo. A Associação Cultural Fábrica de Cinema foi fundada em 2009 e seus objetivos constam no seu Estatuto de Fundação. Com a missão de ampliar a produção, difusão e exibição de conteúdos audiovisuais populares e não comerciais, a Associação Cultural Fábrica de Cinema busca conquistar um espaço físico para sua sede, com Arquivo de Imagens, Ilha de Edição, Organização de Equipamentos e Materiais Audiovisuais, Biblioteca Temática e Sala de Exibição, e onde seus membros e associados possam se dedicar à pesquisa, elaboração de projetos na área, assim como a um tipo de entretenimento gratuito e de qualidade. Enquanto a necessidade se faz desafio, lançamos mão da estratégia virtual para difundir nossos conteúdos fílmicos e literários, a fim de permitir o acesso amplo e irrestrito do público brasileiro às informações que produzimos e veiculamos, e às histórias que documentamos e narramos por sons e imagens em movimento.

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Retrospectiva Circuito Fabcine 2025
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Amanhã a Fábrica de Cinema, em parceria com o Instituto Jardim Peri, realizará mais uma edição do Circuito Fabcine, com a Linha do Cinema. Marcha!!!!

Pega a visão
16/09/2025

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Ato seguido de exibição de documentário dia 16 de agosto/Sábado. Mais informações logo abaixo:https://www.instagram.com/...
15/08/2025

Ato seguido de exibição de documentário dia 16 de agosto/Sábado. Mais informações logo abaixo:
https://www.instagram.com/p/DNW2D74MB-M/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

Segue um release com as principais informações a respeito dos 10 anos da chacina de Osasco e Barueri, completos nesta quarta-feira, 13 de agosto de 2025. Temos a disposição para falar com a imprensa pesquisadores do LASInTec-Unifesp (Laboratório de Análise em Segurança Internacional e Tecnologias de Monitoramento, que desenvolve linha de pesquisa sobre o episódio) e mães e familiares das vítimas que estão organizados na Associação 13 de Agosto.

A chacina de Osasco e Barueri, um dos maiores morticínios a céu aberto da história de São Paulo e do Brasil, completa 10 anos nesta quarta-feira (13). No próximo sábado (16), a Associação 13 de Agosto, de mães e familiares das vítimas fará uma manifestação no bairro Munhoz Júnior, divisa entre Osasco e Barueri, para rememorar os jovens mortos por agentes de segurança.

Foram pelo menos 29 vítimas fatais de um grupo de extermínio composto por homens oriundos da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana da cidade de Barueri. Encapuzados e fora de serviço, cerca de 10 homens promoveram matanças em 8 e 13 de agosto de 2015. O motivo: vingança pelas mortes de um policial militar e um GCM enquanto faziam bicos em comércios locais.

Nenhum dos mortos tinha relação com as mortes dos policiais. Eram pessoas que estavam tomando uma cerveja no bar ao lado de casa, se dirigindo a pé para a casa de algum parente, ou indo buscar comida em pizzarias e mercadinhos.

Fernando Luís de Paula, de 35 anos, havia acabado de terminar de pintar a casa de sua mãe, Zilda Maria de Paula, quando saiu para cortar o cabelo. Parou no Bar do Juvenal, da esquina de sua casa, para tomar uma cerveja com um conhecido e tomou um tiro na cara. Só nesse bar 10 pessoas foram baleadas, sendo que 8 delas morreram no ato.

Foi uma carnificina. Os agentes descaracterizados passaram pelas ruas atirando em tudo e todos que viam pela frente. De início, as investigações da Polícia Civil identificaram 8 agentes envolvidos nas matanças. Quatro deles acabaram inocentados por falta de provas e outros quatro foram condenados a p***s centenárias. No entanto, um novo julgamento ocorrido em 2021 inocentou Victor Cristilder (PM) e Sérgio Manhanhã (GCM). Cristilder foi reintegrado à PM em 2023 por Tarcísio de Freitas e Guilherme Derrite.

"O caso expõe o alto grau de violência que se vive na sociedade brasileira. A própria palavra "chacina", que se consolidou na mídia como forma de tratar esse tipo de ação letal da polícia, revela a naturalização da violência. É uma palavra difícil de ser traduzida para outros idiomas, que originalmente refere-se ao abate de animais, especialmente de porcos. Ou seja, já nas capas dos jornais é possível notar uma constante e permanente operação de desumanização das pessoas que se tornam vítimas do Estado”, afirma Gabriella de Biaggi – doutoranda em Geografia Humana no PPGH-USP e pesquisadora do LASInTec e do Centro de Memória Urbana (CMUrb), ambos da Unifesp .

“Uma das armas usadas foi uma 9mm de uso exclusivo das Forças Armadas, outras armas usadas de calibre 38 e 380 eram de uso exclusivo da Guarda civil metropolitana, e uma 45 que parou de ser usada pela polícia civil um tempo atrás e era uma arma clandestina, mas com o uso ainda em vigor em alguns agentes da Polícia Militar. Outra coisa que chama atenção nesse caso é que o armamento usado foi desviado das forças de segurança e, no caso da 9mm foi usado o mesmo lote de balas que três anos depois, em 14 de março de 2018, seria utilizado para executar a então vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes”, conta Acácio Augusto – cientista político, professor do departamento de Relações Internacionais da Eppen-Unifesp (Osasco) e coordenador do LASInTec-Unifesp.

“Municípios como Osasco e Barueri, localizados em regiões metropolitanas das grandes cidades brasileiras, costumam conviver com certa frequência com morticínios como esse. Não fossem as vozes dessas mães e familiares, muitos desses crimes de Estado ficariam esquecidos. Mas é graças a essas mulheres que não caem no esquecimento e, em alguns poucos casos, vemos os policiais sendo julgados e punidos”, explica Joana Barros – arquiteta, socióloga, professora da Unifesp, coordenadora do Centro de Memória Urbana (CMUrb-Unifesp) e vice-coordenadora do LASInTec.

Ato em memória dos 10 anos da Chacina de Osasco e Barueri
Em 16 de agosto de 2025, a Associação 13 de Agosto estará fazendo um ato em memória dos 10 anos da Chacina de Osasco e Barueri.

A partir das 14h na Rua Alagoinha 940 (Jardim Mutinga/Jardim Munhoz), na quadra esportiva em frente ao ponto de ônibus. É muito importante a presença de todxs que se opõem a essa lógica de violência que tem o próprio Estado na ponta.

Contato – Assessoria de Imprensa
Tanto os pesquisadores do LASInTec-Unifesp, que desenvolvem uma linha de pesquisa específica sobre o episódio, quando as mães e familiares das vítimas, organizados na Associação 13 de Agosto, têm interesse em falar com a imprensa sobre os 10 anos da chacina de Osasco e Barueri.

Entre em contato.
Raphael Sanz - 11987018286 / [email protected]
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